MATO GROSSO
Seminário realizado pela Secretaria de Assistência Social de MT aborda combate ao trabalho infantil
MATO GROSSO
A programação de hoje aborda o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e suas ações estratégicas, os registros do SUAS, e a busca ativa do trabalho infantil. Na ocasião, serão apresentados os projetos da região voltados ao tema; e será formulado um “pacto regional” pela erradicação do trabalho infantil na região norte de Mato Grosso.
O encontro busca fomentar a atuação integrada e intersetorial para o fortalecimento do SUAS na região norte do Araguaia, e conta com a participação de representantes dos municípios de Confresa, Alto Boa Vista, Canabrava do Norte, Santa Terezinha, Serra Nova Dourada, São Felix do Araguaia, São José do Xingu e Vila Rica.
“Esta ação é fundamental para a gestão estadual continuar contribuindo efetivamente com a implementação do SUAS nos municípios mato-grossenses. Apesar da proximidade já existente com os municípios, a participação nesse tipo de atividade é de suma relevância, pois fortalece ainda mais o vínculo entre o estado e os municípios e proporciona um espaço para a troca de valiosas experiências”, afirmou a secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Leicy Vitório.
Para a secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho (SMDST) de Confresa, Leidiane Gomes de Freitas, o evento é crucial para a região. “Com a presença do estado aqui, acaba que a gente fortalece mais a região Norte Araguaia. Devido à distância, há dificuldade de estarmos mais na capital. Então, a presença da Setasc aqui é muito importante para o nosso município e claro que com isso a gente acaba fortalecendo as nossas políticas, melhora cada dia mais a vida da nossa população, dos nossos usuários”, disse.
No primeiro dia de evento foi apresentado um panorama da política de assistência social dos municípios da Região Norte-Araguaia, com informações sobre a Gestão do Cadastro Único, Gestão Financeira e a oferta de Serviços Socioassistenciais. Em seguida, tratou-se da regulamentação da Política Municipal de Assistência Social dos municípios participantes, com o objetivo de propor discussões coletivas sobre possíveis caminhos para o alcance e a concretização da Lei do SUAS.
Também foi falado sobre o atendimento intersetorial para a população em situação de rua, bem como a possibilidade de formar um comitê intersetorial envolvendo diversas secretarias para tratar das questões voltadas a esse público.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



