MATO GROSSO
SES e Hospital Sírio Libanês elaboram plano de ação para cuidados paliativos em unidades de saúde de MT
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A expectativa é que o projeto tenha duração de 10 meses, com capacitações e encontros virtuais e presenciais que visam a melhoria dos processos em cuidados paliativos desenvolvidos por profissionais da saúde. Ao final, deverão ser implementados planos de ação que acolham de modo adequado os pacientes que tratam doenças ameaçadora da vida.
Participam da iniciativa o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, além da Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (EMAD) e do Centro Especializado em Saúde, situados na cidade.
Conforme o superintendente de Atenção à Saúde da SES, Diógenes Marcondes, a SES recebeu o convite do projeto e manifestou interesse em participar, indicando unidades de saúde da Rede de Atenção à Saúde que atendessem aos critérios do projeto.
“Nós avaliamos entre as unidades que existem no Estado e essas três de Várzea Grande foram escolhidas em razão da proximidade física entre elas e por trabalharem com o que o programa exigia, que é Atenção Hospitalar, Ambulatorial Especializada e Domiciliar”, explica o gestor.
O projeto é ofertado pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Hospital Sírio Libanês.
Diógenes informa que a SES vai ampliar a iniciativa para as demais unidades de saúde do Estado que tenham capacidade para absorver o projeto. “A Secretaria aderiu ao Proadi-SUS, em que nós coordenamos as ações no Estado e escolhemos os pontos focais para as atividades. Esse é um projeto em que já estamos trabalhando para ampliar para outros locais”, conta o superintendente.
A assistente social do projeto e colaboradora do Sírio Libanês, Mariana Aguiar, relata que a demanda por cuidados paliativos é crescente no país e no mundo, mas os serviços ainda são escassos. Ela ressalta que o projeto tem como objetivo disseminar os cuidados paliativos de forma geral, por meio da implementação de protocolos de Cuidados Paliativos e capacitação das equipes do SUS., e, assim, beneficiar os pacientes que enfrentam doenças ameaçadoras de vida e seus familiares.
“O projeto se devolve com o objetivo de melhorias de processos em cuidados paliativos, sem esquecer que a abordagem foca na qualidade de vida de pessoas com doença ameaçadora da vida e também suas famílias. Nas duas primeiras visitas realizadas neste ano, fizemos uma fotografia do que tem e como funciona nas três unidades de saúde e estamos apresentando hoje o que avaliamos desse diagnóstico. Com isso, conseguimos construir em conjunto os planos de ações”, diz Mariana.
Suporte com qualidade
Entusiasmada com as capacitações que ocorrerão ao longo do projeto, a enfermeira que atuou dois anos na sala vermelha do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, Aline Alves de Almeida, espera dar um suporte clínico e emocional com mais qualidade e resultado para seus pacientes a partir das aulas que terá.
“Eu entendo que não é só um paciente, é o amor de alguém, o pai de alguém, o irmão ou o filho de alguém. Essa ação veio como oportunidade para nós da assistência prestar o cuidado da melhor forma”, afirma Aline, que hoje trabalha na gerência de enfermagem do Hospital e Pronto Socorro.
Já a enfermeira Maria Aparecida de Lima, do Centro Especializado em Saúde, está animada para que os profissionais tenham outra visão sobre o que seria o cuidado paliativo. Para ela, esses cuidados não devem ser aplicados somente na fase terminal do paciente.
“Os cuidados paliativos iniciam desde o diagnóstico do paciente que tem doença crônica degenerativa até a sua morte. Esse paciente tem uma vida pela frente como outras pessoas e ele precisa passar por essa doença com conforto e atenção juntamente com sua família. Isso melhora sua qualidade de vida e dá a ele mais alegria e dignidade para sobreviver”, afirma Maria.
Durante os dois dias de encontro, os profissionais das unidades de saúde tiveram aulas sobre dor social e discussão dos planos de ação de acordo com cada serviço ofertado pelas instituições.
Cuidados paliativos
Os cuidados paliativos são abordagens que melhoram a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida. Essa abordagem promove alívio do sofrimento, tratamento da dor e de outros sintomas de natureza física, psicossocial e espiritual.
“A SES trabalha para promoção da saúde e melhoria dos serviços. Estamos acompanhando de perto a capacitação para garantir um resultado eficaz que atenda nossas expectativas diante das necessidades encontradas. Nossa equipe está empenhada em disseminar, por meio de encontros setoriais, esses cuidados que os pacientes precisam”, diz a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde da SES (Cophs), Rosiene Rosa Pires.
A técnica da Cophs, Ciene Conceição da Silva, participou da apresentação do diagnóstico das unidades e ressaltou que o principal beneficiado com a qualificação dos profissionais é o usuário do SUS, que contará com uma rede preparada. “O paciente que tem indicação para esses cuidados precisa de um atendimento eficaz e, a partir dessa ação, eles contarão com um serviço mais adequado”, ressalta a técnica.
Proadi SUS
O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde é uma aliança entre seis hospitais de referência no Brasil e o Ministério da Saúde. Criado em 2009, o propósito do programa é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Governo Federal.
Integram o programa a Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Hospital do Coração (Hcor), o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o Hospital Israelita Albert Einstein, além do Hospital Sírio-Libanês, que na capacitação sobre cuidados paliativos é responsável pela parte de Atenção Hospitalar, Ambulatorial Especializada e Atenção Domiciliar.
Fonte: Governo MT – MT
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Cesima: Projeto de educação ambiental encanta crianças em Santo Antônio de Leverger
“Deus não fez o mundo para a sujeira, fez para nós cuidarmos.” A frase, dita com convicção pelo estudante Osmar Estevão, resume o impacto deixado pela passagem do projeto “Meio Ambiente e Sustentabilidade: Construindo um Futuro Melhor” pela Escola Municipal Agrovila, em Santo Antônio de Leverger.
Durante a atividade, realizada na quarta-feira (5), crianças participaram de dinâmicas educativas, apresentações e conversas sobre preservação ambiental, uso consciente dos recursos naturais e a importância de atitudes simples no dia a dia. E foi justamente entre os alunos que o aprendizado mostrou seus primeiros resultados.
Empolgado, Osmar compartilhou as lições que levou para casa. Falou sobre reciclagem, economia de água e cuidado com a natureza. “Se você deixar a água muito ligada, tomar banho demorando, gasta água. Imagina se a água acabar por nossa causa. Os animais não vão aguentar, eles vão morrer”, afirmou. O estudante também destacou a importância da reciclagem de embalagens e latinhas, lembrando que o descarte correto pode ajudar o meio ambiente e até gerar renda para as famílias.
A ação é promovida pelo Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) e reúne diversas instituições parceiras em torno do objetivo de aproximar as crianças dos temas socioambientais de maneira acessível e divertida.
Segundo a coordenadora do Cesima e idealizadora do projeto, a juíza Henriqueta Lima, esta foi a segunda escola atendida pela iniciativa. A proposta é trabalhar a conscientização ambiental a partir de uma linguagem adequada à faixa etária dos estudantes. “Viemos trazer, de acordo com a idade dessas crianças, um olhar lúdico sobre a problemática ambiental, os incêndios, a poluição do ar e das águas e a necessidade de proteger o meio ambiente”, explicou. De acordo com a magistrada, o envolvimento das instituições parceiras fortalece a mensagem, permitindo que os alunos levem o aprendizado para outros espaços de convivência, como a família e o círculo de amigos.
Entre os parceiros da iniciativa está a Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT). Para o vice-presidente da comissão, Gustavo Tomazeti Carrara, o projeto representa uma oportunidade de difundir valores ambientais desde a infância. “É muito gratificante poder participar de um projeto dessa magnitude. A OAB se sente tranquila e grata por participar e poder plantar essa semente do bem, essa corrente do bem, em um estado tão importante como Mato Grosso, que possui três biomas. Nada é mais importante do que semear a educação.”
Outro parceiro é o Sistema Famato/Senar-MT, que apresentou às crianças a relação entre produção rural e conservação ambiental. A analista de promoção social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar Mato Grosso – Sistema Famato), Milvia Lopes de Paula, destacou que a conscientização deve começar desde cedo.
“A gente acredita que, incentivando as crianças desde pequenas a cuidar da natureza e compreender o meio ambiente, também estamos estimulando futuros profissionais para o agro”, afirmou. Segundo ela, a proposta foi mostrar de forma lúdica como os produtores rurais atuam na preservação ambiental e na produção de alimentos.
Outra instituição participante foi a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir). A representante da entidade, Júlia Barros dos Santos, conduziu atividades voltadas ao uso consciente da água e à importância da irrigação na agricultura. “Queremos mostrar que irrigação não significa desperdício de água. Pelo contrário, é uma ferramenta importante para a produção de alimentos”, explicou. De forma didática, a apresentação abordou a produção do feijão, mostrou diferentes variedades do grão e utilizou vídeos para demonstrar o processo de germinação das plantas.
Ao final da programação, ficou evidente que a educação ambiental se torna ainda mais eficaz quando dialoga diretamente com o universo infantil. Entre novas descobertas, o plantio de mudas de árvores, atividades lúdicas e as brincadeiras conduzidas pelo palhaço Lelé Picolé Curimpampam, personagem interpretado por Marcelo Luciano Pereira Campos, do Juizado Volante Ambiental (Juvam), as crianças participaram do jogo Rebojando e aprenderam, de forma divertida, sobre a importância da preservação dos recursos naturais.
A experiência reforçou que atitudes simples, como economizar água, destinar corretamente os resíduos para a reciclagem e cuidar das plantas, podem contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. Para Osmar, a mensagem já está clara: cuidar da natureza é uma responsabilidade de todos. “Vocês têm que pegar a muda e plantar. Aí vai crescer uma árvore”, ensinou o pequeno estudante.
Também participaram da ação representantes da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; do Programa Verde Novo do Tribunal de TJMT; da Prefeitura de Santo Antônio e da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) .
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Acesse aqui as fotos do evento.
https://www.flickr.com/photos/tjmtoficial_/albums/72177720335027473/
Leia matéria sobre o assunto:
Projeto socioambiental leva educação e sustentabilidade para crianças em Santo Antônio
https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6a7253f27ca837001dbb0735



