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Sesp entrega novas viaturas para reforçar ações de combate à violência doméstica em Cuiabá e Várzea Grande

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A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) e a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, entregaram nesta segunda-feira (14.10) quatro novas viaturas que irão fortalecer as ações de proteção às mulheres em Cuiabá e Várzea Grande, por meio do programa Ser Família Mulher.

Duas viaturas serão destinadas às delegacias de Defesa da Mulher, sob responsabilidade da Polícia Judiciária Civil, e as outras duas serão utilizadas pela Polícia Militar no apoio às equipes da Patrulha Maria da Penha.

Além das viaturas para região metropolitana, serão entregues outras quatro veículos nesta terça-feira (15), para atender as delegacias da Mulher e a Patrulha Maria da Penha em Cáceres e Sorriso, totalizando o investimento de R$ 1 milhão.

Durante a cerimônia de entrega das viaturas no Palácio Paiaguás, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e idealizadora do SER Família Mulher, destacou os investimentos realizados na gestão do governador Mauro Mendes.

“Quem está na polícia há muitos anos sabe bem a diferença. Antes, tínhamos viaturas paradas por falta de combustível, e hoje vemos veículos novos, não apenas para a Defesa da Mulher, mas em várias áreas. Foram muitas entregas de viaturas, armamento, munições, gerando uma transformação na polícia. Gostaria de agradecer aos secretários e comandantes que trabalham incansavelmente na defesa das mulheres. Ninguém faz nada sozinho, tem um esforço conjunto de todos por trás de cada trabalho, cada ação”, afirmou.

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O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou a importância da iniciativa.

“Essas viaturas vão auxiliar especificamente nos atendimentos de casos relacionados à Lei Maria da Penha, sendo um investimento importante e mais uma ação do Governo do Estado. O programa Ser Família Mulher, em parceria com a Segurança Pública e o Governo Federal, está focado na defesa dos direitos das mulheres”, afirmou.

O secretário também enfatizou o impacto social do Ser Família. “Ele é um programa muito amplo, que abrange diversas áreas, como habitação e capacitação, e é uma das principais ações lideradas pela primeira-dama Virginia Mendes no Governo de Mato Grosso. Esse é, atualmente, o maior programa social do Brasil, o que torna ainda mais relevantes as ações realizadas por ela de forma voluntária”, afirmou.

Os novos veículos são descaracterizados, proporcionando mais conforto e discrição no atendimento às vítimas de violência doméstica. A delegada geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, enfatizou que essa medida garante mais conforto e segurança as mulheres.

“Como não são veículos caracterizados, muitas vítimas, que às vezes se sentem constrangidas em andar em veículos oficiais, podem ser atendidas com mais privacidade. Elas preferem não ser vistas naquela situação de vulnerabilidade. Então, além do atendimento em si, esses veículos proporcionam mais conforto à vítima, permitindo que o atendimento seja feito de forma reservada”.

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A delegada geral ainda afirmou que nunca viu tantos investimentos destinados ao combate a violência doméstica na história de Mato Grosso.

“Em meus 23 anos da Polícia Judiciária Civil eu nunca tinha visto tantos recursos para esta área. Estamos vivendo um momento impar na história da Polícia Civil no que se refere ao combate à violência domestica contra a mulher. O reflexo destes investimentos é um atendimento melhor, servidores mais capacitados, estrutura melhor. O Plantão 24 horas de Defesa da Mulher era uma delegacia que tentávamos implementar há décadas e nunca tínhamos conseguido. Isso tudo vai fornecer um bom atendimento e acolhimento a vítima que sofre violência doméstica”.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, ressaltou a importância da entrega das viaturas para atendimento das mulheres que estão com medidas protetivas.

“Essas viaturas vão ajudar e muito a reforçar as ações da Patrulha Maria da Penha em Cuiabá e Várzea Grande. Para se ter uma ideia da importância deste trabalho, atualmente, apenas em Cuiabá, a Patrulha atende anualmente cerca de 2 mil mulheres que estão sob medidas protetivas”, afirmou o coronel.

Os veículos foram adquiridos com recursos do Governo Federal e fazem parte da Política Nacional de Defesa da Mulher e Combate à Violência Doméstica, que é realizada em parceria com os Estados e outras instituições.

Fonte: Governo MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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