MATO GROSSO
Sesp segue com programação sobre saúde mental para servidores de todas as forças policiais
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) realizou, nesta quinta-feira (22.1), em sua sede, em Cuiabá, uma roda de conversa entre servidores, psicólogos e assistentes sociais como parte da programação da campanha Janeiro Branco, voltada à promoção da saúde mental no ambiente de trabalho.
Na quarta-feira (21) ação similar ocorreu na sede do Programa Rede Cidadã, em Cuiabá, para atendimento de servidores, professores e outros profissionais dos projetos sociais de educação, cultura, esportes e lazer.
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A campanha Janeiro Branco tem como foco incentivar o diálogo e a escuta qualificada, reforçando a importância da atenção ao cuidado emocional e bem-estar dos servidores das instituições que compõem o sistema estadual de segurança pública.
De acordo com Leila Cerqueira, responsável pela condução da campanha, as rodas de conversa foram avaliadas de forma positiva, pois registraram boa participação dos servidores. “Esses encontros proporcionam a abertura de espaço significativo para escuta e troca de experiências”, observa Leila.
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Programação prossegue
A campanha Janeiro Branco segue ao longo desta e da próxima semana. Estão previstas, por exemplo, no dia 28 de janeiro, roda de conversa na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Para esse evento, as inscrições estão abertas, exclusivamente para servidores da instituição, e podem ser feitas no endereços eletrônico:
A campanha Janeiro Branco reforça o compromisso da Secretaria de Estado de Segurança Pública com a promoção da saúde mental e com o cuidado contínuo dos servidores das forças policiais, incentivando ações de conscientização e bem-estar pessoal, profissional e social.
Canais permanentes de atendimento aos servidores
A Sesp reforça que os servidores contam com canais de apoio psicológico independente de períodos de campanhas.
* Núcleo de Saúde e Segurança (NSS)
Telefones: (65) 98145-0254 / (65) 98145-0545
E-mail: [email protected]
* Doutor Aqui – disponível para servidores, residentes e estagiários
Acesso pelo Portal do Servidor – Serviços de Saúde:
https://servicos.seplag.mt.gov.br/portalservidor/
* Escuta SUSP – exclusivo para profissionais da Segurança Pública
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/escuta-susp
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


