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Superávit e ações para melhoria da gestão pública garantem parecer favorável às contas de gestão do TCE-MT

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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As contas anuais do TCE foram apreciadas na sessão desta terça-feira, no Plenário revitalizado. Clique aqui para ampliar.

Ações para o avanço da administração pública do estado e dos municípios, além da responsabilidade fiscal na condução da gestão foram destaque nas contas anuais de gestão do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que receberam parecer prévio favorável à aprovação na sessão ordinária desta terça-feira (6). O processo, relatado pelo conselheiro Valter Albano, diz respeito ao exercício de 2023, quando o órgão foi presidido pelo conselheiro José Carlos Novelli.   

De acordo com o relator, no período, houve superávit de execução orçamentária e superávit financeiro, bem como os gastos com pessoal ficaram dentro dos limites estipulados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Esse resultado só é verificado em instituições modernas, sustentáveis e civilizada”, pontuou.  

Albano também falou sobre os avanços internos constatados ao longo de 2023, como a retomada do julgamento das contas anuais no prazo constitucional, a reformulação do Plenário Virtual e instituição de novo modelo fiscalizatório que zerou o estoque processual e aumentou em mais de 200% a produtividade das Secretarias de Controle Externo.  

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Conselheiro-relator, Valter Albano. Clique aqui para ampliar

Além disso, salientou a execução de uma série de programas voltados à modernização e capacitação da gestão pública, que alcançaram diretamente mais de 20 mil pessoas em todo o estado. “A gestão não mediu esforços para contribuir para as gestões públicas estadual e municipais de Mato Grosso para que pudessem caminhar para a excelência e serem referência em todo o país”, disse o relator.

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Neste contexto, citou ainda o fortalecimento do consensualismo, por meio das mesas técnicas, a implementação do Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle de Mato Grosso (Siafic-MT) no âmbito do órgão e a obtenção do Selo Diamante, atribuído pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) às instituições mais transparentes do país. 

Para o atual presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o período foi marcado pela humanização. “Se não cuidarmos de gente, não é possível fazer nada que possa ser lembrado e essa última gestão tem esse ingrediente, que classifico como o mais importante de uma gestão, que é a humanidade, que é tratar de gente com carinho, respeitar os servidores e valorizar os servidores.” 

O conselheiro Waldir Teis, por sua vez, chamou a atenção para o lançamento do Código de Processo de Controle Externo. “Construiu-se um Tribunal de dentro para fora, com todas essas ações. Mas, se tem uma coisa que ficará eternizada, é a criação e instituição do Código de Contas, o primeiro do Brasil. Passarão gestões e gestões e ele estará aí. Nós passaremos, mas a história fica escrita e o Código permanecerá.” 

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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As contas são referentes ao exercício de 2023, quando o órgão foi presidido pelo conselheiro José Carlos Novelli. Clique aqui para ampliar

Justificando o posicionamento do Ministério Público de Contas (MPC) pela aprovação do balanço, o procurador-geral, Alisson Carvalho de Alencar, destacou a criação das comissões permanentes “que vem subsidiando o desenvolvimento do estado com uma atuação focada em boas práticas, levantamentos e mapeamentos de gargalos que resultaram na emissão de notas recomendatórias, auditorias e orientações aos gestores.”

Diante disso, o conselheiro José Carlos Novelli atribuiu o êxito da gestão ao trabalho conjunto. “Agradeço a todos os meus colegas conselheiros. Uma gestão de qualidade depende das mãos dadas de todos que participam desse colegiado, de todos os conselheiros que representam o Tribunal. Sem vossas excelências e também com grande contribuição do procurador-geral e dos servidores como um todo, isso não seria possível.” 

Considerando o exposto e ainda o fato de que não foram constatadas contratações ilegítimas ou irregularidades no processo, Valter Albano votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação do balanço, que segue agora para apreciação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Seu posicionamento foi acompanhado por unanimidade pelo Plenário.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
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Fonte: TCE MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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