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TCE-MT entrega selos de qualidade em transparência pública para 21 instituições

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Em sessão especial realizada nesta terça-feira (7), o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) entregou os selos de qualidade em transparência pública às 21 unidades jurisdicionadas que atingiram aos critérios estabelecidos no Programa Nacional de Transparência Pública da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

Os selos Diamante, Ouro e Prata foram concedidos a partir de levantamento realizado pelo TCE-MT, que traçou um panorama da transparência dos órgãos públicos do estado. Coordenador do Programa Nacional de Transparência Pública e relator do processo, o conselheiro Antonio Joaquim falou sobre a importância da iniciativa e apresentou a ferramenta Radar Transparência, criada pelo TCE-MT e que terá abrangência nacional.

“Esse é um Programa permanente, criado em 2022 pela vigência de dez anos da Lei de Acesso à Informação (LAI), reconhecidamente uma das melhores leis do mundo, mas que ainda está numa situação que não é adequada pelas instituições públicas do país. Acredito que esse Programa será a maior referência da Atricon para os organismos externos e lembro a quem não foi agraciado nesse primeiro momento que é só cumprir com os critérios estabelecidos e, consequentemente, cumprir com a sociedade, com os cidadãos”, declarou o relator.

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Vice-presidente executivo da Atricon, o conselheiro Edilson de Souza Silva, enalteceu a atuação dos conselheiros e da Corte de Contas mato-grossense. “Esta Corte cedeu todo seu corpo funcional ao compromisso constitucional da defesa do interesse público. Apresentou a ideia do Programa da Transparência para o Brasil e nós mordemos a isca. A união, o engajamento e a coragem do TCE de Mato Grosso estão irradiando seus efeitos Brasil a fora, aqui se inova e se multiplica. O Tribunal de Contas de Mato Grosso é exemplo para o Brasil”.

O vice-presidente também falou do Radar Transparência, ressaltando que o instrumento foi gestado, criado e é mantido pelo TCE-MT para o Brasil. “Agora, vamos entregar uma ferramenta que não será de Mato Grosso, que teve a ideia, nem da Atricon, que aceitou o desafio, mas do povo brasileiro, que terá na palma da mão, em tempo real, tudo que acontece do menor ao maior município brasileiro. O Radar Transparência é uma ferramenta de cidadania, com ela amplia-se o controle da coisa pública”.

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Com índice de transparência de 95,12%, o Tribunal de Contas de Mato Grosso foi certificado com o Selo Diamante. Ao receber a honraria, o conselheiro-presidente, José Carlos Novelli, lembrou que o TCE-MT foi o primeiro órgão público do estado a implantar o Portal Transparência, em sua primeira gestão, ainda em 2002.

“É um orgulho muito grande nós termos recebido esse certificado em termos de transparência pública, pois esse é um trabalho de longa data. Nós só evoluímos e, nesses anos todos, conseguimos gerar eficiência suficiente para poder transmitir todas as informações à sociedade mato-grossense, principalmente, em função da Lei de Acesso à Informação, que é fantástica. O Tribunal de Contas está de parabéns e vai continuar se aperfeiçoando cada vez mais para atingirmos um percentual ainda maior”, comemorou Novelli.

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que também recebeu o Selo Diamante, a desembargadora Clarice Claudino da Silva destacou a responsabilidade em manter os índices alcançados na primeira medição. “Essa Casa merece todo nosso respeito e agradecimento. Parabéns por essa iniciativa de estimular a cultura da transparência, que ainda está em formação no Poder Público. Dedico essa condecoração à minha antecessora, desembargadora Maria Helena Povoas, pois foi graças ao trabalho dela, eu estou usufruindo da glória e desejo que consigamos nos manter próximos ao ideal”.

Representando o Governo de Mato Grosso, o controlador-geral do estado, Paulo Farias Nazaré Neto, recebeu o Selo Ouro e assegurou que o mérito da conquista é de todos os órgãos estaduais, que entenderem que o acesso à informação é um direito do cidadão. “Reforçamos o compromisso de melhorar cada vez mais e chegar no ano que vem ao Selo Diamante. A principal meta do governo é tornar a gestão pública mais eficiente e o Portal Transparência e sua melhoria contínua vem ao encontro dessa eficiência, pois possibilita ao cidadão acompanhar o que está sendo feito e como os recursos públicos estão sendo aplicados”.

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Prestigiando a sessão especial, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, também parabenizou o TCE-MT e a Atircon pela iniciativa. “Precisamos medir as gestões pela transparência dos gastos públicos. A AMM é solidária e aplaude com louvor essa iniciativa, porque aqueles que de fato cumprem a legislação merecem ser valorizados e essa valorização serve de incentivo”.

Da mesma forma se manifestou o presidente da União das Câmaras Municipais do Estado de Mato Grosso (Ucmmat), Bruno Rios. “A transparência é luz. Vamos trazer luz à escuridão. Esta Corte está de parabéns pela iniciativa de trazer a população para próximo da realidade da administração pública, vendo o dinheiro pago em impostos devolvido à sociedade. O maior fiscalizador, através da transparência, é o próprio povo”.

Confira abaixo a lista das unidades que receberam o selo:

Esfera Estadual:

Selo Diamante: Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso;

Selo Ouro: Governo do Estado de Mato Grosso;

Selo Prata: Assembleia Legislativa e Ministério Público Estadual;

Esfera Municipal:

Prefeituras

Selo Ouro: Nossa Senhora do Livramento; Cuiabá; Alto Araguaia; Juara; Ipiranga do Norte;

Selo Prata: Itaúba; Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal;

Câmaras

Selo Ouro: Vale de São Domingos e Juara;

Selo Prata: Nova Monte Verde; Nova Mutum; Rio Branco; União do Sul; Nova Guarita e Sinop.

Clique aqui e confira galeria de fotos.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
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Fonte: TCE MT

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Promotora MPPR apresenta estratégias de inteligência na execução penal

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O combate ao crime organizado passa, cada vez mais, por uma guerra silenciosa de informações. Foi com esse alerta que a promotora de Justiça do Paraná, Janaína Bruel Marques, conduziu o Painel 3 do Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, realizado nesta quinta-feira (28), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. O evento, promovido em parceria pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), reúne representantes do sistema de justiça, segurança pública e especialistas de diversos estados para debater estratégias de inteligência, combate às facções criminosas e ressocialização no sistema prisional.Durante a palestra “Estratégias de Inteligência na Fiscalização e Atuação na Execução Penal”, Janaína apresentou casos concretos conduzidos pelo núcleo de inteligência do Ministério Público do Paraná (MPPR) e mostrou como o cruzamento de dados, o compartilhamento de informações entre instituições e o monitoramento permanente das organizações criminosas têm auxiliado promotores e forças de segurança em investigações e na fiscalização da execução penal.“Eu acredito que a existência das facções é um grande dificultador para a ressocialização. O preso acaba refém dessas organizações criminosas”, afirmou a promotora ao defender que o enfrentamento ao crime organizado exige ações em duas frentes: o enfraquecimento financeiro das facções e o fortalecimento do Estado nas áreas mais vulneráveis.Segundo Janaína Bruel Marques, o trabalho desenvolvido pelo núcleo de inteligência do MPPR não se confunde com investigação criminal. Ela explicou que a inteligência atua de forma permanente, produzindo conhecimento estratégico para subsidiar a tomada de decisões de promotores, magistrados e forças de segurança. “A inteligência pode ser o caminho iluminado da investigação”, resumiu.A promotora destacou que a atividade de inteligência do Ministério Público ainda é recente no país. A doutrina específica da área, aprovada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foi consolidada apenas em 2023.Integração entre instituições – Na avaliação da promotora, a integração entre Ministério Público, Judiciário e forças policiais é um dos principais instrumentos para ampliar a efetividade das ações contra o crime organizado. “Esse compartilhamento de informações e de troca de experiências é fundamental para o aprimoramento das nossas atividades”, afirmou.Ao longo da apresentação, Janaína detalhou operações realizadas a partir do compartilhamento de dados entre agências de inteligência de diferentes estados. Um dos exemplos citados foi uma investigação sobre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), iniciada após o compartilhamento de materiais apreendidos em São Paulo.Segundo ela, o trabalho conjunto permitiu identificar lideranças da facção em diferentes estados e resultou em operações integradas envolvendo órgãos de segurança pública e o Ministério Público.A promotora também relatou situações em que o trabalho de inteligência ajudou a identificar fraudes em processos de execução penal, falsificações de documentos para obtenção de benefícios e até homicídios forjados como suicídios dentro de unidades prisionais.Em um dos casos apresentados, o núcleo de inteligência percebeu um aumento incomum de supostos suicídios em presídios do Paraná. Após análise detalhada das ocorrências, descobriu-se que parte das mortes eram, na verdade, execuções determinadas por facções criminosas e simuladas como enforcamentos. “Só através da inteligência a gente consegue entender e enxergar esse cenário todo e não trabalhando processo por processo”, explicou.Ressocialização e presença do Estado – Ao encerrar a palestra, Janaína defendeu que o combate às facções criminosas não depende apenas de repressão, mas também do fortalecimento das políticas públicas nas comunidades vulneráveis.Ela citou que organizações criminosas acabam ocupando espaços deixados pelo poder público, oferecendo ajuda financeira, assistência às famílias de presos e até serviços básicos em determinadas regiões. “O discurso das facções é sempre de acolhimento contra o Estado opressor. Então, precisamos fortalecer o Estado onde ele não está presente”, pontuou.A promotora também ressaltou que ações de inteligência precisam caminhar junto com o respeito aos direitos fundamentais e à garantia de uma execução penal justa. “Não é para impedir direitos. É para garantir o cumprimento de uma pena justa, nem mais e nem menos do que foi determinado pelo Poder Judiciário”, concluiu. Foto: Alair Ribeiro

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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