MATO GROSSO
TCE-MT promove ações para fomentar economia de energia e sustentabilidade
MATO GROSSO
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Os secretários-executivos do TCE-MT, Carlos Lourençon (Administração) e Eneias Viegas (Gestão de Pessoas), abriram a Semana de Eficiência Energética. Clique aqui para ampliar. |
Opções de linha de crédito para investimento em energia renovável e benefícios econômicos com geração da própria energia foram alguns dos temas abordados durante a abertura da Semana de Conscientização à Eficiência Energética do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), nesta terça-feira (8). A ação, realizada na recepção do Edifício Marechal Rondon, conta ainda com a distribuição de mudas de plantas nativas e frutíferas pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Para o secretário-executivo de Administração do TCE-MT, Carlos Lourençon, o evento contribui na ampliação e aquisição de conhecimento acerca das possibilidades de economia, que ao mesmo tempo fomenta a sustentabilidade. “Essa ação é para chamar a atenção da população em geral e mostrar que ela pode fazer uso consciente da energia produzida de forma eficiente. Podemos fazer a nossa parte em favor do meio ambiente e ainda ter benefícios.”
Lourençon ressaltou ainda a atuação contínua do conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, no que diz respeito às questões ambientais. “Quando deputado estadual, nosso presidente criou a Lei de Consciência Ambiental e sempre foi uma pessoa preocupada com o meio ambiente, é uma coisa que ele carrega no sangue. Então, essa semana que estamos realizando é para chamar atenção e colocar à disposição dos servidores e do público em geral o que podemos aproveitar da nossa Terra, que é o Sol, que nos dá de presente a energia elétrica.”
| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| A programação conta com estandes que oferecem opções de linhas de crédito para aquisição de placas solares, opções de benefício econômico gerando sua própria energia, troca de lâmpadas e saneamento de dúvidas. |
Na ocasião, a gerente do Sistema de Gestão de Energia (SGE) do TCE, Débora Finazzi, destacou que o trabalho voltado à conscientização e sustentabilidade é realizado de forma permanente no Tribunal de Contas, que foi o primeiro órgão público do país a conseguir a certificação 50001 e, neste ano, garantiu mais uma vez a recertificação.
“A gente monitora energia, água, combustível, quantas pessoas entram no tribunal, quantas ordens de serviços da parte elétrica são emitidas, se os aparelhos adquiridos são sustentáveis e eficientes, tudo para ter a melhor classificação energética possível. Nossa preocupação é que as empresas que nos fornecem também tenham essa premissa”, declarou.
A programação da Semana de Conscientização à Eficiência Energética se estende até quinta-feira (10) e conta com estandes que oferecem opções de linhas de crédito para aquisição de parque solar e de placas solares, opções de benefício econômico gerando sua própria energia, troca de lâmpadas e saneamento de dúvidas.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Flickr: clique aqui
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
FloreSer alcança 1.286 alunos e muda percepção de jovens sobre violência
O projeto FloreSer finalizou, na última semana, as rodas de conversa na Escola Estadual Professor Welson Mesquita, localizada no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Entre março e abril, 284 estudantes participaram das atividades, que abordaram temas relacionados à violência doméstica e familiar, incluindo machismo, misoginia, abuso nas relações e suas consequências, que podem culminar em diferentes formas de violência contra mulheres e meninas, inclusive o feminicídio.No mesmo período, o projeto contemplou 1.286 estudantes de escolas públicas e privadas da capital. Entre os resultados observados, destaca-se o fato de que os alunos passaram a reconhecer sinais de abuso, manipulação, controle e ciúme em seus relacionamentos, antes frequentemente naturalizados.Também foram realizados atendimentos e esclarecimentos individuais, além de relatos de alunas que, após as discussões, compartilharam situações vivenciadas por elas ou por familiares, recebendo orientações sobre as medidas cabíveis. Houve, ainda, intervenção direta junto a professoras em situação de violência doméstica, com os devidos encaminhamentos e suporte. As rodas de conversa foram realizadas simultaneamente em turmas com cerca de 25 estudantes por sala.A temática “Violência nas relações afetivas adolescentes: como reconhecer e enfrentar” é trabalhada por profissionais do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, do Ministério Público, inserida no eixo da prevenção primária. A iniciativa busca conscientizar os jovens sobre os diversos tipos de violência, evitando sua reprodução nas relações afetivas, além de promover mudanças comportamentais e fomentar uma cultura de respeito às mulheres.Estudante da Escola Welson Mesquita, João Paulo Gonçalves Nascimento, de 16 anos, participou pela primeira vez de uma roda de conversa sobre violência contra mulheres e meninas e avaliou positivamente a experiência. “Isso ajuda a evitar conflitos e problemas no futuro. Já tive um relacionamento que não deu certo. Se eu soubesse dessas coisas antes, talvez tivesse sido diferente”, relatou.Para ele, compreender as relações envolve respeitar a parceira, seus espaços, limites e escolhas. “Mesmo que você não goste de uma pessoa, é preciso respeitar”, afirmou.A colega de classe, Valquíria Bernardes, também de 16 anos, estudante do 2º ano C, compartilhou uma experiência pessoal, destacando como o ciúme afetou seu relacionamento. “Eu proibia ele de falar com algumas amigas antigas. Antes, eu pensava que amiga de homem era só mãe e namorada. Com o tempo, percebi que tanto mulheres quanto homens têm o direito de manter amizades”, refletiu.Segundo ela, discutir sinais de abuso nas relações ajuda os adolescentes a reconhecer comportamentos inadequados e contribui para a construção de relações mais saudáveis no futuro.A coordenadora pedagógica da escola, Maria Osvaldita da Silva, afirmou que o projeto possibilitou aos alunos uma compreensão mais ampla da violência contra a mulher, para além da forma física, incluindo também as dimensões psicológica, verbal e emocional. “Alguns estudantes relataram situações vivenciadas ou presenciadas, o que demonstra que o tema faz parte da realidade de muitos. Por isso, precisa ser tratado com responsabilidade e acolhimento no ambiente escolar”, avaliou.Ela também destacou mudanças percebidas após as rodas de conversa. “Muitos alunos relataram que não tinham clareza sobre o que caracteriza a violência e que, agora, conseguem identificar situações que antes consideravam ‘normais’. Outros ressaltaram a importância de ter um espaço seguro para dialogar sobre esses temas”, concluiu.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do projeto, destacou que o FloreSer foi pensado para as novas gerações. “Precisamos investir na educação, que é um pilar essencial para a mudança. A violência contra a mulher não é uma criminalidade comum, tampouco simples de ser enfrentada. Não depende apenas de leis ou punições, mas de uma integração entre todas as instituições. É fundamental que toda a sociedade atue de forma conjunta, tanto por meio de investimentos em segurança pública quanto em educação”, afirmou.Ainda nessa perspectiva, a promotora ressaltou que o Ministério Público atua em diferentes frentes de prevenção. “Buscamos a responsabilização dos agressores, mas também desenvolvemos projetos preventivos, especialmente nas escolas, com crianças e adolescentes. Além disso, é fundamental envolver os homens nesse debate. Não basta discutir apenas com as mulheres; é preciso que os homens compreendam sua responsabilidade, não apenas como possíveis agressores, mas como parceiros na promoção da prevenção e da conscientização. Eles também devem contribuir para disseminar a cultura da não violência e combater práticas sociais de misoginia que incentivam novas agressões”, completou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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