MATO GROSSO
Trânsito na Avenida do CPA pode ter interdições com obras de recuperação do asfalto
MATO GROSSO
As obras de implantação da infraestrutura do Sistema BRT continuam com a recuperação do asfalto da avenida Historiador Rubens de Mendonça, a avenida do CPA, em Cuiabá, no trecho entre a Defensoria Pública e o Viaduto da Sefaz. A execução dos serviços pode provocar interdições parciais no trânsito.
Na próxima semana, haverá equipes trabalhando na recuperação do asfalto em frente ao posto Petrobras e ao Jerônimo Burger. Outras equipes trabalham na pista que vai para o CPA. Haverá também construção de meios-fios e sarjetas.
No trecho entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e a Rua Voluntários da Pátria, o trabalho já avança para sinalização da pista. O mesmo serviço também já é executado entre a Voluntários da Pátria e a Avenida Generoso Ponce, junto com meios-fios e recuperação de calçadas.
Entre as avenidas Dom Bosco e XV de Novembro começam a ser asfaltadas as pistas nos dois lados, incluindo a aplicação do asfalto especial para o BRT na pista que vai para o Porto.
Por fim, a Avenida XV de Novembro recebe sinalização horizontal e vertical, e, em frente ao Shopping Popular, são construídas calçadas.
Complexo Leblon
O trânsito da Avenida Miguel Sutil será completamente interrompido neste sábado (13) e domingo (14), no trecho em frente à Todimo Lar Center, para o lançamento das vigas do novo viaduto que está sendo construído no local.
Além disso, o trabalho segue com a perfuração e instalação de tirantes na trincheira da Rua Boa Vista; drenagem na Rua Boa Vista; aterros, estruturas e contenções no viaduto da Rua Trigo de Loureiro.
Também terá início o serviço de iluminação na região da Rua Trigo de Loureiro.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Força tarefa fará vistoria técnica em 517 nascentes em Cuiabá
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto Água para o Futuro, mobilizará nos próximos meses uma força-tarefa técnica para realizar a reavaliação de 517 nascentes identificadas em Cuiabá. A ação foi definida durante reunião de alinhamento com as equipes responsáveis pela execução do projeto e tem como objetivo aprimorar a classificação das áreas cadastradas na base de dados hidroambiental da iniciativa. Desde o início dos trabalhos na capital, foram mapeados aproximadamente 3 mil pontos com potencial para ocorrência de nascentes. Após análises de campo, estudos técnicos e avaliações científicas, 295 nascentes já foram confirmadas. Outros 517 locais serão submetidos a uma nova etapa de vistoria e caracterização, enquanto os demais foram descartados por não apresentarem os requisitos técnicos necessários para enquadramento como nascente. O coordenador do projeto Água para o Futuro, procurador de Justiça Gerson Barbosa, destacou que a nova etapa representa um avanço importante para a consolidação do banco de dados hidroambiental de Cuiabá e para o planejamento das ações de preservação e recuperação dos recursos hídricos.“Temos uma equipe altamente especializada, porque compreendemos a complexidade do trabalho. A atuação integrada de diferentes áreas do conhecimento garante maior rigor científico às avaliações e fortalece os resultados obtidos pelo projeto. A maioria dos pontos consignados como nascentes a confirmar ocorrem, geralmente, porque os degradadores chegaram quando ainda não existia o projeto e engendraram grandes atividades antrópicas, típicas da urbanização irregular. São exemplos disso a supressão da vegetação, o aterramento, o manilhamento com lançamento de efluentes de esgoto, a drenagem etc. Isso dificulta o trabalho de confirmação, que é feito por imagens de satélite e, principalmente, por vistorias em campo, quando são analisados, por exemplo, a vegetação bioindicadora, o tipo de solo, a surgência, o nível do lençol freático, a localização do ponto vistoriado, se ele dá início a um curso d’água, dentre outros aspectos”, ressaltou.A necessidade do trabalho foi discutida durante reunião técnica após a constatação de que o número de nascentes classificadas como “a confirmar” ainda supera o de nascentes efetivamente confirmadas. Segundo os participantes, essa condição tem gerado questionamentos em processos de licenciamento ambiental, tornando necessária uma revisão mais aprofundada dos dados disponíveis, com a utilização de novos equipamentos e tecnologias avançadas. As atividades serão conduzidas por uma equipe multidisciplinar formada por biólogos, geólogos, especialistas em geotecnologias e demais profissionais envolvidos no projeto. Durante as vistorias, serão avaliados aspectos como características hidrológicas, presença de umidade no terreno, cobertura vegetal, condições topográficas, influência de aquíferos subterrâneos, processos de degradação ambiental e indícios de intervenções humanas. Em Cuiabá, por exemplo, a ocorrência de aquífero fraturado torna a avaliação hidrogeológica ainda mais relevante para a confirmação das nascentes.Durante a reunião, os técnicos destacaram que a confirmação de uma nascente nem sempre é simples. Em muitos casos, a intensa ocupação urbana, o aterramento de áreas e os efeitos da estiagem dificultam a identificação das características naturais originais. O coordenador técnico-científico do projeto, Abílio José Ferraz de Moraes, lembrou que a base de dados já passou por um processo significativo de qualificação. Segundo ele, o número de pontos classificados como “a confirmar” já superou 3 mil registros e foi reduzido gradativamente por meio de análises técnicas e verificações em campo. Desenvolvido pelo MPMT, em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Água para o Futuro tem como principal objetivo garantir a segurança hídrica da população por meio da identificação, preservação, monitoramento e recuperação de nascentes localizadas em áreas urbanas e periurbanas. O projeto utiliza metodologias científicas, georreferenciamento, sensoriamento remoto, imagens de satélite e levantamentos de campo para subsidiar políticas públicas voltadas à proteção dos recursos hídricos.Participaram da reunião o procurador de Justiça e coordenador do projeto Água para o Futuro, Gerson Barbosa; o coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), Vinícius de Freitas Silgueiro; a representante do ICV, Mônica Cupertino; o coordenador técnico-científico do projeto, Abílio José Ferraz de Moraes; alguns membros da equipe multidisciplinar: os biólogos Adelson dos Santos Lima, Tainá Figueras Dorado Rodrigues; e os geólogos Chauanne da Cunha Guimarães, Cristiane Dias de Novaes e Renan Kauan Gomes Camargo.
Fonte: Ministério Público MT – MT



