POLÍCIA
Governo de MT premia 56 servidores no 2º Prêmio de Eficiência e Inovação em Práticas Públicas
POLÍCIA
O Governo de Mato Grosso divulgou, nesta segunda-feira (7.7), os vencedores do 2º Prêmio de Eficiência e Inovação em Práticas Públicas. No total, 56 servidores públicos foram premiados pela implementação de 15 iniciativas que trouxeram eficiência e inovação à administração estadual. A cerimônia foi realizada no auditório Cloves Vettorato, do Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Na oportunidade, o governador Mauro Mendes também assinou o edital da terceira edição do prêmio e afirmou que é necessário continuar valorizando o protagonismo dos servidores públicos, que priorizam a qualidade dos serviços prestados à sociedade.
“Eficiência é fazer mais com menos e fazer bem feito. Eu já falei em muitos lugares que conheço servidores públicos, aqui dentro do Estado de Mato Grosso, com qualidade e competência que eu nunca conheci nos meus quase 40 anos de atividades empresariais. São pessoas de bem que trabalham corretamente e fazem jus aquilo que propuseram a ser, que é servir o público. Fazer é importante, mas, com esse prêmio, estamos ajudando a mudar como as coisas são feitas no governo”, afirmou.
Para o vice-governador Otaviano Pivetta, o prêmio faz parte de um legado de uma gestão comprometida com melhorias para o funcionamento do Poder Executivo e projetado nas necessidades da população mato-grossense.
“O legado que o nosso governo está deixando de preparar, estimular e motivar os servidores é algo que poucos fazem. É um trabalho de longo prazo, iniciado em 2019, e tenho certeza que, ao sairmos em 2025, deixaremos um Estado bem melhor do que recebemos. Organizado não só do ponto de vista fiscal das finanças, mas também de um Estado cujo servidores são um patrimônio público muito expressivo. O servidor bem treinado e motivado produz resultados e lucro social”, analisou.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, parabenizou o governo pela iniciativa que oportuniza melhorias no funcionamento da administração pública.
“Parabenizo o governo pela realização do prêmio, uma iniciativa que enaltece as melhores práticas na gestão pública estadual. O que testemunhamos hoje é fruto de uma visão estruturada e arrojada, um instrumento estratégico que, sob a governança da Seplag, vem catalisando a cultura da inovação no serviço público estadual, articulando redes, fomentando o intraempreendedorismo e fortalecendo um ecossistema institucional, dinâmico e colaborativo”, disse.
A segunda edição democratizou ainda mais a participação dos servidores públicos, criando a categoria “Melhoria da Gestão Pública” e a subcategoria “Pequenas Economias que Fazem a Diferença”, que integrou a categoria “Redução de Custos ou Melhorias da Receita”.
O secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, apontou que as iniciativas premiadas em apenas uma das categorias geraram um ganho aos cofres públicos de R$ 334,3 milhões. “Somente as iniciativas inscritas na categoria Redução de Custos ou Melhorias da Receita geraram uma economia de pouco mais de R$ 232 milhões e um incremento na receita superior a R$ 102 milhões”, exemplificou.
O adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, enalteceu a qualidade das práticas públicas e o amadurecimento das equipes nas etapas. “O que não cabe nos números foi a qualidade surpreendente dos conteúdos, a maturidade das propostas e a excelência das apresentações. Temos convicção de que, se cruzarem com o governador em um elevador ou nos corredores do Centro Político, cada finalista saberá defender qualquer ideia com brilho nos olhos e clareza estratégica”, disse o adjunto que é também presidente da comissão organizadora do Prêmio.
Prêmios
Os três primeiros colocados nas categorias “Transformação Digital”, “Redução de Custos ou Melhoria da Receita”, “Satisfação do Cidadão” e “Melhoria da Gestão Pública” foram premiados com R$200 mil, R$170 mil e R$150 mil, respectivamente. Os integrantes dessas categorias ganharam também uma passagem aérea com direito a acompanhante, no valor de até R$8.500, com destinos nacionais ou internacionais.
Na subcategoria “Pequenas Economias que Fazem a Diferença”, o primeiro colocado levou R$ 50 mil, o segundo R$ 30 mil e o terceiro R$ 20 mil. Não houve previsão de passagens aéreas nessa disputa, mas igual aos campeões das categorias acima, esses vencedores também foram reconhecidos com o selo “Servidor Eficiente e Inovador em Práticas Públicas”.
Os valores da premiação em dinheiro serão divididos proporcionalmente entre os membros das equipes vencedoras e as passagens poderão ser usadas em períodos distintos, conforme a escolha de cada premiado.
Confira em anexo a lista dos vencedores e assista o evento aqui.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.
Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.
A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.
“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela
Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.
“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.
Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.
“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.
Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola
A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.
“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.
Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.
O que diz a lei e o papel da escola
O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.
De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).
Prevenção como projeto de Estado
Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.
Serviço
Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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