CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLÍCIA

Mulher é presa em flagrante por participação em homicídios de dois jovens em Mirassol d’Oeste

Publicados

POLÍCIA

Em relação aos homicídios de dois jovens em Mirassol d’Oeste, ocorridos no último fim de semana, a Delegacia da Polícia Civil do município informa que:

1 – Jakson Francisco de Souza, e Ludinei Kennedy Paixão de Andrade, ambos de 19 anos, foram sequestrados no sábado, 02 de março, em Mirassol d’Oeste, e desde estão, a Delegacia da Polícia Civil do município iniciou a apuração para esclarecer os fatos;

2 – Durante as diligências nesta segunda-feira (04.03), a equipe da Delegacia de Mirassol D’Oeste recebeu informação sobre a localização de uma bolsa, próxima a um lava a jato na estrada do bairro Por do Sol, onde estaria uma cabeça humana. No local, os policiais encontram uma mochila escolar onde estava a cabeça de um dos jovens e junto bilhetes de uma facção criminosa;

3 – Em continuidade às buscas, ainda na segunda-feira, parte dos corpos das duas vítimas foram localizadas pelas equipes policiais em uma região de mata, na zona rural do município de Lambari d’Oeste. No local também foi encontrado um veículo incendiado, possivelmente utilizado no sequestro dos jovens;

Leia Também:  Polícia Civil prende suspeito de roubo contra idosa e recupera televisão poucas horas após o crime

4 – Também na 2ª feira, após receber informações, as equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar de Mirassol d’Oeste, chegaram a um endereço na cidade de Curvelândia, onde foi detida em flagrante uma mulher de 25 anos, que deu apoio à ação criminosa do grupo que sequestrou e assassinou os dois jovens. A residência dela foi utilizada como suporte para esconder o veículo usado pelos criminosos. Na casa também ficaram peças de roupa com resquícios de sangue dos suspeitos. As roupas foram localizados em um terreno ao lado da residência. A mulher de 25 anos foi autuada em flagrante como partícipe do homicídio qualificado;

5 – Em Rondonópolis, a PM apreendeu nesta terça-feira (05.03) um adolescente suspeito de participar das duas execuções em Mirassol. Contra ele já havia um mandado de internação determinado pela Justiça por uma investigação sobre outro homicídio, também ocorrido em Mirassol d’Oeste;

6 – A cabeça da segunda vítima foi localizada nesta terça-feira, em diligências da Polícia Civil e PM na cidade de Lambari d’Oeste;

Leia Também:  Homem é preso pela Polícia Civil após ameaçar e roubar celular de ex-esposa em Vila Rica

7 – A Delegacia de Mirassol d’Oeste continua as buscas pelos demais envolvidos nos bárbaros assassinatos e parte deles já está identificada pela Polícia Civil.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍCIA

Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

Publicados

em

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

Leia Também:  Polícia Civil e Sema deflagram operação para conservação de reserva extrativista entre Colniza e Aripuanã

“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

Leia Também:  PRF combate esquema de estelionato interestadual e fraude ambiental na BR-174, em Mato Grosso

O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA