POLÍCIA
Nova Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte amplia qualidade do atendimento e fortalece investigações
POLÍCIA
O Governo de Mato Grosso reforçou, nesta sexta-feira (27.3), a segurança na região norte do Estado com a inauguração da nova sede da Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte. A unidade vai ampliar a qualidade do atendimento à população e fortalecer as investigações de combate ao crime.
“Não há dúvida que todo investimento em segurança reflete na melhoria da prestação do serviço. Toda vez que melhoramos uma infraestrutura, seja uma estrutura física, rodoviária, para o servidor, ou o que impacta na qualidade de vida dele, isso impacta na qualidade do serviço que ele presta, na organização da segurança e na própria capacidade que ele tem de entregar mais à população. A partir do momento que o Governo entrega mais, o servidor também entrega melhores resultados para a população”, afirmou o governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.
Após o descerramento da placa inaugural, foi realizada visita técnica às instalações da unidade de mais de 770 m², localizada na região central da cidade.
A nova estrutura foi planejada para oferecer melhores condições de trabalho aos policiais civis e atendimento mais digno, eficiente e humanizado à população, substituindo instalações antigas que já não atendiam às necessidades da unidade.
“A inauguração da Delegaria de Guarantã do Norte reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com a ampliação e modernização não só da estrutura física das unidades da Segurança Pública. Estamos oferecendo melhores condições de trabalho aos nossos policiais, conforto no atendimento dos cidadãos e levando mais segurança às ruas com armamentos modernos, radiocomunicação digital, mais policiais e viaturas”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri.
O diretor de Interior da Polícia Civil, Walfrido Franklim do Nascimento, enfatizou que a entrega da unidade integra um conjunto de ações voltadas à modernização das delegacias no interior do estado. “É um momento de muito alegria, a Polícia Civil está em um momento de inaugurações de diversas delegacias, em especial na região norte do estado, representando um esforço da instituição as demandas do interior do Estado”, destacou.
O delegado regional de Guarantã do Norte, Geraldo Gezoni, ressaltou que a nova sede representa um avanço significativo na estrutura da Polícia Civil na região norte de Mato Grosso. “A nova delegacia é fruto de um planejamento que iniciou lá traz. Na Regional de Guarantã do Norte, nós já fizemos outras construções e inaugurações. Essa estrutura vem como forma de oferecer um melhor atendimento ao cidadão e condições de trabalho aos servidores e que, sem dúvidas, trará um grande benefício ao combate à criminalidade na região”, disse.
Estrutura e modernização
A construção da nova Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte é fruto de um esforço conjunto entre diferentes instituições e da mobilização da comunidade local. O projeto surgiu da necessidade de substituir uma estrutura inadequada, garantindo melhores condições de trabalho aos servidores e um atendimento mais qualificado à população.
A iniciativa contou com a atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em especial do promotor de Justiça Marcelo Mantovani Beato, cuja articulação institucional foi determinante para a viabilização do projeto. O município de Guarantã do Norte contribuiu com a doação do terreno destinado à construção da unidade.
Grande parte dos recursos financeiros utilizados na obra foi proveniente de valores oriundos de acordos judiciais, destinados pelo Ministério Público e homologados pelo Poder Judiciário. Os valores foram repassados ao Conselho Comunitário de Segurança, responsável pela execução da obra e pela gestão dos recursos. O projeto também recebeu aporte de emenda parlamentar no valor de R$ 300 mil, repassados ao município e, posteriormente, destinados ao conselho a contribuir com a conclusão da construção.
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e da Polícia Civil, realizou a etapa final de estruturação da unidade, com a aquisição de mobiliário, equipamentos de informática, aparelhos de ar-condicionado e demais itens necessários ao pleno funcionamento da delegacia.
A nova sede passa a contar com ambientes adequados para atendimento ao público, salas para procedimentos investigativos, espaços administrativos e melhores condições de segurança para custódia e circulação interna. A estrutura moderna reforça a capacidade operacional da Polícia Civil no município e na região.
A delegada titular da Delegacia de Gurantã do Norte, Eliete Gonçalves Veiga, destacou que o novo prédio proporcionará melhores condições de atendimento à população e mais segurança aos servidores, destacando que a estrutura mais ampla e moderna, contribui de forma significativa para o aprimoramento da capacidade investigativa e operacional da unidade.
“Com instalações mais adequadas, houve uma melhor organização e distribuição dos cartórios e dos núcleos de investigação, o que favorece a otimização do fluxo de trabalho e a maior eficiência na condução das investigações. Além disso, o ambiente estruturado e funcional proporciona melhores condições de trabalho ao efetivo, refletindo diretamente na produtividade e na qualidade do serviço prestado”, reforçou.
Sala da Mulher
A nova unidade conta ainda com a Sala da Mulher, um espaço exclusivo, com recepção própria, planejado especialmente para o acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, bem como de pessoas em situação de vulnerabilidade, como crianças e idosos.
Trata-se de um ambiente independente, estruturado para que essas vítimas recebam atendimento de forma reservada e humanizada, separado do fluxo geral de usuários da delegacia. O espaço foi pensado para proporcionar maior privacidade, segurança e conforto, contribuindo para um atendimento mais sensível e adequado, além de reduzir a possibilidade de revitimização durante o registro e a apuração dos fatos.
“Essa estrutura representa um avanço importante na qualidade do atendimento prestado pela unidade, alinhando-se às diretrizes de proteção integral às vítimas e ao fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência”, destacou a delegada titular.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá
A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.
Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.
A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.
“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela
Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.
“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.
Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.
“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.
Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola
A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.
“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.
Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.
O que diz a lei e o papel da escola
O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.
De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).
Prevenção como projeto de Estado
Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.
Serviço
Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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