POLÍCIA
Polícia Civil recupera carro de vítima de estelionato envolvendo garagem de Cuiabá
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Várzea Grande (DEEF – VG), devolveu, nesta segunda-feira (24.3), uma camionete S10 prata a uma mulher de 49 anos, moradora de Cuiabá, que havia deixado o veículo para venda em uma garagem da Capital e acabou vítima de um golpe.
O caso teve início em outubro de 2024, quando a vítima deixou a camionete para revenda em duas garagens administradas por um casal. A vítima viajou e, quando retornou em janeiro de 2025, encontrou a garagem fechada e seu veículo havia desaparecido.
A mulher ligou para o proprietário do estabelecimento e ele disse que seu carro havia sido vendido e seria quitado. Ela pediu o boleto de quitação ao banco mais de três vezes, mas o suspeito não realizou o pagamento, nem devolvia o carro, apenas pagou a parcela de janeiro, após muita insistência da vítima.
Além disso, a vítima recebeu uma multa do carro gravíssima, em Itumbiara (GO), no dia 26 de outubro de 2024. Ela seguiu tentando contato com os proprietários da revenda, que prometiam regularizar a situação, mas não cumpriam.
Na última sexta-feira (21.3), o homem que comprou o veículo procurou uma delegacia de Várzea Grande querendo registrar um boletim de ocorrência afirmando que havia comprado a S10 do proprietário da garagem e este não havia realizado a transferência do veículo até o momento. Ele afirmou ser morador de Cachoeira Dourada (GO).
Quando os policiais cruzaram os dados do veículo, encontraram o boletim de ocorrência registrado pela proprietária original do carro e acionaram a DEEF-VG. O homem foi ouvido, o carro foi apreendido e devolvido à proprietária nesta segunda-feira (24.3). A Polícia Civil segue investigando o caso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.
A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.
Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).
Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.
Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.
As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.
Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.
A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.
Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.
As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.
No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.
“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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