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Polícia Militar prende três faccionados suspeitos por homicídio e apreende submetralhadora e revólver

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Equipes do 6º Comando Regional da Polícia Militar prenderam três homens faccionados suspeitos de participação no homicídio que vitimou Anderson Aparecido da Silva, de 43 anos, morto com requintes de crueldade, na noite desta segunda-feira (20.10), em Cáceres. Na ação, foram apreendidas uma submetralhadora, um revólver e munições.

A dupla foi localizada após a PM receber denúncias sobre dois homens que estavam sob posse de arma de fogo, na cidade de Cáceres. Os policiais se deslocaram ao endereço informado e encontraram os dois homens entrando em um veículo Voyage branco, que rapidamente foram abordados.

Nada de ilícito foi encontrado nas revistas feitas. Já o motorista do carro afirmou que teria recebido uma quantia para levar os dois homens até Cuiabá e que recebeu o valor por meio de uma transferência via pix, em nome de um terceiro homem.

Diante da suspeita, o motorista foi liberado e a PM retornou até a residência com os dois homens. Os militares fizeram buscas no local e encontraram uma submetralhadora, um coldre, uma capa balística, um coturno e uma máscara.

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Um dos suspeitos afirmou que teria deixado uma arma de fogo em um segundo endereço, para onde os policiais deslocaram e encontraram o revólver de calibre .38 carregado com seis munições. Em depoimento, a dupla afirmou que residia em Cuiabá e que seria integrante de uma facção criminosa. Os suspeitos foram conduzidos para a delegacia para registro da ocorrência.

Ao chegarem com a dupla na delegacia, as forças policiais receberam novas informações de que os homens detidos teriam participado de um homicídio ocorrido momentos antes. Segundo os dados coletados pelas forças policiais, os criminosos marcaram um encontro com a vítima, que é membro de uma facção rival, para a compra de drogas.

No local marcado, Anderson foi sequestrado pelos criminosos e levado até uma residência, onde foi morto com requintes de crueldade, com partes de seu corpo esquartejadas pelos faccionados. As equipes policiais foram ao endereço do crime e confirmaram os fatos, localizando os restos mortais da vítima.

Ainda foi identificado que um veículo Uno teria participado do crime. Os policiais verificaram que o carro estava em direção a cidade de Porto Estrela e acionou a PM da cidade, que fez diligências e localizou o carro, ocupado por um homem. Na abordagem, o suspeito confessou o crime e confirmou todas as informações levantadas pela PM.

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Diante dos fatos, os três faccionados receberam voz de prisão em flagrante. Sendo dois deles conduzidos para a delegacia de Cáceres, com o armamento apreendido, e o terceiro suspeito encaminhado para a delegacia de Barra do Bugres para demais providências.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

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Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

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O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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