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ALMT aprova projeto que homenageia legado de professora em nova escola de Chapada dos Guimarães

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Familiares de Neiza Pinto de Siqueira Xavier, profissional com destacado legado na educação de Chapada dos Guimarães, estiveram presentes na galeria do plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para acompanhar a segunda votação do Projeto de Lei nº 264/2025, que dá nome da professora a uma unidade escolar da rede pública estadual do município. A proposta é de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD) que fez um breve relato, na sessão plenária desta quarta-feira (10), sobre a história da educadora, que atuou em diversas escolas, exerceu mandato de vereadora e faleceu em outubro de 2023, vítima de câncer.

Com a aprovação do projeto pela maioria dos parlamentares, o esposo Elson de Siqueira Xavier disse que essa proposta será um alento para ele e demais parentes e amigos. “O deputado Wilson Santos sempre acompanhou os trabalhos dela. Foi diretora de várias escolas, presidente de bairro, coordenadora de idosos e cargos públicos. Grande parte do trabalho voluntário. Aí, indicou o nome dela para uma nova escola de Chapada dos Guimarães. Viemos prestigiar este momento. A maior parte da nossa família são professores. Esse é um alento que vai eternizar o nome dela, mais do que merecido”, disse.

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A nova escola de Chapada dos Guimarães está em fase final de construção pelo Governo de Mato Grosso, localizada ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Frei Osvaldo. “Tive a satisfação de conhecê-la pessoalmente e sua família e nada mais justo que homenageá-la diante de tantos feitos que fez pela educação de Chapada dos Guimarães. Seu legado é marcado pelo esforço, coragem e determinação, características que a tornaram um verdadeiro símbolo da luta e desenvolvimento da região, principalmente na educação”, pronunciou o parlamentar.

História – Neiza Pinto de Siqueira Xavier nasceu no dia 20 de novembro de 1958, em Chapada dos Guimarães. Formada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Tupã (SP) e pós-graduada pela Universidade de Cuiabá (UNIC). Esteve casada por 48 anos com Elson e teve três filhos.

A professora atuou na educação desde o ano de 1974 até se aposentar, com passagem em várias escolas do município e do estado. Em Chapada dos Guimarães, ocupou o cargo de vereadora entre 1993 a 1996. Logo, nos anos de 1997 a 2000 chegou a ser secretária Municipal de Educação. Já, de 2001 a 2004 exerceu o segundo mandato como parlamentar do município e, do período de 2010 a 2012, assumiu como secretária Municipal de Assistência Social.

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Além do legado deixado na educação e na vida pública, Neiza chegou a ser líder comunitária na luta pelos direitos da comunidade de Chapada dos Guimarães, principalmente pelo bairro Cohab Véu de Noiva, onde morou por 36 anos. Também foi líder religiosa na busca por melhorias das igrejas Santa Cruz e Santa Luzia.

Com a aprovação do projeto de lei, a matéria segue para ser sancionada pelo Governo de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Relatório propõe novas regras para definição de áreas de Reserva Legal em MT

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O relatório produzido pelo Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que revisou os critérios técnicos para definição das Áreas de Reserva Legal no estado, continua servindo de base para análises e discussões sobre possíveis alterações na legislação ambiental estadual. Coordenado pelo deputado Nininho, o estudo consolidou propostas elaboradas ao longo de 2025 com participação de representantes do poder público, setor produtivo, universidades e instituições técnicas.

De acordo com relator do GT, o advogado especialista em Direito Ambiental, Zaid Ahmad Haidar Arbid, o principal resultado foi a elaboração de uma proposta de atualização do Código Ambiental Estadual, disciplinado pela Lei Complementar 38/1995, especialmente do artigo 62 B. Além de ajustes no Decreto 1.025/2021.

O estudo já foi entregue ao Governo do Estado em novembro, que em sequência aos trabalhos, requereu à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MT), à Procuradoria Geral do Estado (PGE) e ao Ministério Público Estadual (MPE) avaliações e sugestões complementares.

A expectativa, segundo o relator, é de que o Poder Executivo encaminhe à Assembleia um projeto de lei complementar incorporando as propostas do Grupo de Trabalho. “A medida deve abrir uma nova fase de debate no Legislativo, com potencial de impactar tanto a proteção ambiental quanto a atividade produtiva em Mato Grosso”, disse Zaid.

O relator explica que a classificação da vegetação, para definir o percentual de reserva legal dos imóveis rurais, deve seguir critérios científicos mais claros. Ele pontuou que entre as principais mudanças está a adoção de uma análise conjunta dos fatores de estrutura da vegetação (formas de vida e área basal) e a composição das espécies presentes no imóvel rural.

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Foto: Luiz Alves/ALMT

“Na prática, isso significa que a definição entre áreas de floresta, cerrado ou campos gerais não poderá mais se basear em bancos de dados de sites (Reflora ou Specieslink), que desconsideram a altura e a espessura da vegetação analisada”, ressaltou Zaid.

Outro ponto central do relatório foi a rejeição da proposta de substituição da base de referência atual, projeto RadamBrasil, por um novo mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Zaid explica que, a mudança poderia gerar insegurança jurídica e alterar a classificação de mais de 8 milhões de hectares no estado. “No trabalho, foi possível quantificar precisamente essa estimativa até então desconhecida”, pontuou.

O relatório também reforça que o chamado “estudo de tipologia”, feito diretamente na propriedade, deve ter papel decisivo na classificação da vegetação. Hoje, essa etapa já existe, mas o GT identificou falhas na forma como os órgãos ambientais vêm avaliando esses estudos.

Foram analisados diversos casos em que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) teria desconsiderado critérios técnicos, como a estrutura da vegetação, dando peso maior a dados secundários. Prova disso é que a variável “altura” ainda hoje é simplesmente ignorada nos pareceres de tipologia emitidos pela Sema.

A proposta agora é deixar claro na lei que as formas de vida dominantes encontradas no imóvel rural são o principal critério de análise e, secundariamente, bancos de dados, como o Reflora, devem ser avaliados de modo consorciado à estrutura da vegetação analisada. O relator destaca que essas balizas interpretativas obedecem ao Manual Técnico de Vegetação Brasileira (IBGE-2012) e aumentam a segurança jurídica na classificação das Áreas de Reserva Legal pelo órgão ambiental.

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O estudo também destacou que o cerrado mato-grossense possui diferentes formações, inclusive apresentando áreas com características florestais. Por isso, o relatório propõe que essas áreas continuem sendo reconhecidas como cerrado para fins de Reserva Legal, desde que não apresentem estrutura típica de floresta amazônica.

Essa definição, segundo o relator, é importante, porque impacta diretamente o percentual de preservação exigido dos imóveis, sendo 80% para Florestas, assim entendidas nos termos do Manual Técnico do IBGE, 35% para Cerrado e 20% para Campos Gerais.

O relator do GT, Zaid Arbid, ressalta ainda que as mudanças propostas buscam equilibrar dois pontos centrais: conservação ambiental, com base em critérios científicos pautados na legislação pátria, e segurança jurídica para produtores rurais e servidores públicos. Ele destaca ainda que na avaliação do Grupo de Trabalho, a clareza nas regras e o uso de parâmetros técnicos consolidados são essenciais para evitar conflitos e garantir o desenvolvimento sustentável no estado.

O trabalho do Gt contou a participação de representantes do IBGE, Reflora E Embrapa, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA) e Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF)

Fonte: ALMT – MT

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