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ALMT debate audiência pública para discutir a convocação dos aprovados no concurso da SESP

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A nomeação dos aprovados no concurso da segurança pública, realizado em 2022, foi tema de audiência realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na manhã de hoje (3). O debate reuniu representantes de diversas categorias contempladas com certame para discutir proposta para ampliar o número de convocados anunciado pelo Governo do Estado no último dia 31, além da inclusão de categorias que ficaram de fora e também um cronograma para novos chamamentos, considerando o prazo de validade do concurso.

A audiência foi requerida pelo deputado Elizeu Nascimento (PL), que defendeu a necessidade da discussão para falar sobre a situação da segurança pública. “Nós sabemos o quanto é necessário hoje suprir a necessidade de déficit dentro da segurança pública. A questão do grande número de vagas em aberto está em todas as esferas”, afirmou.

O parlamentar destacou que recebeu com positividade o anúncio do governo, na última sexta-feira, sobre a convocação de 980 aprovados, mas que espera outros encaminhamentos. “Nós agradecemos a iniciativa, mas esperamos o cronograma por escrito”, cobrou. “Outra questão é que, neste primeiro momento essa convocação ameniza, mas sabemos que para resolver a situação de efetivos da segurança pública estamos muito longe ainda para poder chegar ao número ideal”, reforçou Nascimento.

Para Jorge Palomares, aprovado para o Curso de Formação de Oficiais (CFO), para corporação dos Bombeiros, tanto o quantitativo de aprovados, quanto de previsão de convocação, não suprem a demanda existente. “São trinta e nove candidatos aptos e o governo anunciou a convocação de apenas quinze, o que não supre a demanda das 213 vagas em aberto em todo estado. Existe a expectativa de chamar mais, no entanto não existe uma certeza”, explicou. “A situação da segurança pública em todo estado está bem complicada e é importante essa discussão para a sociedade poder entender que a nossa briga vai muito além da demanda de nomeação dos aprovados, mas se trata de uma questão social também, com o fortalecimento das policias”, defendeu.

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Outro questionamento dos participantes é quanto às categorias que ficaram de fora da convocação anunciada pelo poder executivo, como é o caso da Polícia Penal

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Destacando que o estado fechou 14 delegacias no interior do estado nos últimos anos, Tafnys Hadassa representante dos aprovados da Polícia Civil, avalia que a convocação não supre nem alivia a demanda existente hoje para investimento real de melhorias no setor. “O estado padece de uma demanda de efetivo, de pessoal qualificado”, defendeu. “A palavra do governador para a segurança pública é eficiência e essa eficiência não será dada apenas com o aparato tecnológico ou de equipamento que estão sendo adquiridos. E sim com efetivo humano e de pessoal, que já estão aptos para serem integrados a essas forças”, complementou.

Outro questionamento dos participantes é quanto às categorias que ficaram de fora da convocação anunciada pelo poder executivo, como é o caso da Polícia Penal. “Boa parte do trabalho das polícias finaliza no sistema penitenciário e deixar o setor de fora dessa convocação é enfraquecer todo sistema”, avalia a presidente do Sindicato dos Profissionais de Habilidades Específicas do Sistema Penitenciário (SINPHESP), conhecida como “Nicinha”. “Colocar mais policiais nas ruas e não fortalecer o sistema penitenciário é dar um tiro no peito da sociedade e colocar em risco a vida dos profissionais que trabalham no sistema, já superlotado”, falou decepcionada.

A expectativa, segundo Wellington Silva, presidente da Comissão de Soldados Aprovados, é de que o Estado faça um planejamento para convocar todos os aprovados do concurso em questão. “É uma conta simples de fazer se observar a quantidade de servidores da polícia militar que estão em vias de se aposentar nos próximos três anos e o déficit que já existe”, alertou. “Considerando um quadro próximo até 2030, temos uma perspectiva de aproximadamente dois mil servidores se aposentando por tempo de serviço. Os aprovados na da polícia militar são 1786, então daqui a cinco anos estaremos pior, mesmo chamando todos”, alerta.

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Orçamento

Sobre a alegação do Executivo quanto à falta de recurso para restringir o número de convocações, o parlamentar afirmou discordar. “Tivemos quatro anos de superávit no estado e, como parlamentar e presidente da Comissão Parlamentar de Segurança, tenho acompanhado de perto como estão esses números. Sabemos que o estado tem hoje um teto para Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) fixado em aproximadamente 38%, então tem condições sim de chamar mais gente e também de fazer uma equiparação salarial, entre as categorias”, defendeu. “Ajustamos o estado junto com o governo e agora esperamos avançar na questão de valorização”, cobrou.

O custo na capacitação dos profissionais da área de segurança foi outra questão debatida entre os participantes. “O que o estado vai gastar para formação não justifica chamar um número tão baixo, considerando ainda o tempo que leva para preparar cada oficiais e soldados”, avalia Sandino Adms, representante dos praças aprovados para o corpo de bombeiros. “Para corporação dos Bombeiros, a convocação muito próxima do número total de aprovados torna o investimento ainda mais muito alto”, avalia. Segundo ele, dos 189 praças bombeiros aptos, o estado prevê convocar 100 nessa primeira lista.

Encaminhamentos
Ao final da audiência o deputado Elizeu Nascimento anunciou a elaboração de um documento com todas as reivindicações das categorias. “Vamos colocar tudo num documento que será protocolado junto ao governo do estado e também apresentado em sessão aqui na AL para pedir que seja formalizado um planejamento quanto às convocações”, adiantou.

A expectativa do parlamentar é de que o documento fique pronto até quarta-feira (5).

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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