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ALMT ganha destaque nacional com primeira Câmara Setorial de Enfermagem do Brasil

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A Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem da Assembleia Legialtiva de Mato Grosso (ALMT), requerida pelo presidente do parlamento, deputado Max Russi (PSB), é pioneira no Brasil, ultrapassou fronteiras e se tornou referência nacional durante o 27º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), realizado entre os dias 8 e 11 de setembro, em Salvador (BA).

A presidente da CST, enfermeira Merielly Cristina Nantes, apresentou a experiência de Mato Grosso durante o congresso, levando as pautas prioritárias e mostrando como o espaço vem fortalecendo a categoria. A iniciativa chamou a atenção de lideranças políticas de várias regiões do Brasil.

O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, destacou a importância da iniciativa da primeira CST da categoria, um espaço que discute políticas públicas voltadas ao fortalecimento e à valorização dos profissionais da enfermagem, e parabenizou o presidente da ALMT.

“Estamos aqui com a enfermeira Merielly, de Mato Grosso, que coordena a primeira Câmara Setorial de Enfermagem junto a uma Assembleia Legislativa. Parabenizo também o presidente Max, que deu essa abertura para que nossos profissionais tenham voz. O que for bom para a enfermagem sempre terá o apoio do Cofen”, afirmou Neri.

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A deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) destacou a inovação: “Esta Câmara Setorial é uma novidade da política, uma novidade para nós da enfermagem, porque luta por uma categoria que luta pela saúde do povo. E se luta pela saúde do povo, a enfermagem precisa ser valorizada”, destacou.

A ação também foi reconhecida pela deputada federal do Ceará, Enfermeira Ana Paula (Podemos) que também reforçou apoio. “É incrível saber que esse trabalho está sendo feito em Mato Grosso. Conte com a nossa voz e com o nosso acolhimento”, afrimou.

O reconhecimento no maior evento de enfermagem da América Latina confirma o impacto da iniciativa mato-grossense, que deve inspirar outras Assembleias Legislativas a criarem espaços semelhantes de diálogo e construção de políticas públicas para os profissionais da saúde.

Fonte: ALMT – MT

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Decisão do STF reforça atuação da ALMT no debate sobre áreas úmidas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve liderar as discussões para elaboração de uma legislação específica que regulamente o uso e a proteção das áreas úmidas no estado. A afirmação foi feita pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em 15 de maio, que extinguiu, sem julgamento do mérito, a ação civil pública que havia suspendido os efeitos da Resolução Consema nº 45/2022.

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes acolheu recurso do Governo do Estado e entendeu que a ação civil pública foi utilizada de forma inadequada para suspender, com efeitos gerais, uma norma estadual. Segundo ele, a medida ultrapassou os limites de um caso concreto ao buscar afastar a aplicação da resolução e impor outra lei estadual a áreas ainda sem regulamentação específica.

Na avaliação de Max Russi, o posicionamento do STF contribui para dar mais clareza e segurança jurídica ao debate ambiental em Mato Grosso, ao afastar dúvidas sobre temas como licenciamento, produção e proteção ambiental.

“A decisão ajuda a reduzir a insegurança que havia sobre licenciamento, produção e proteção ambiental. O STF não julgou se a resolução é boa ou ruim do ponto de vista ambiental; disse apenas que não se pode suspender uma norma de efeito geral por meio inadequado. Isso dá mais clareza ao debate”, afirmou.

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Russi ressaltou ainda que o estado precisa avançar na criação de uma legislação específica para as áreas úmidas, especialmente nas regiões do Araguaia e do Guaporé.

“Precisamos contar com uma legislação clara, técnica e equilibrada sobre áreas úmidas. Regiões como Araguaia e Guaporé têm características próprias e não podem ficar presas à insegurança jurídica. É preciso proteger o meio ambiente, mas também garantir que o produtor possa trabalhar dentro da lei”, frisou.

Conforme o parlamentar, caberá à Assembleia Legislativa conduzir as discussões e ouvir os diferentes setores envolvidos.

“O papel da Assembleia é liderar esse processo com responsabilidade. Para isso, devemos ouvir o setor produtivo, o Ministério Público, a Sema [Secretaria de Estado de Meio Ambiente], o Consema [Conselho Estadual do Meio Ambiente], os pesquisadores e a sociedade para construir uma legislação moderna, baseada em dados técnicos. A Casa já vinha defendendo esse caminho: diálogo, ciência, equilíbrio e segurança jurídica”, declarou.

Impactos regionais da decisão – Representante do Araguaia na ALMT, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos) afirmou que a decisão do STF representa um avanço para o Araguaia ao reforçar a segurança jurídica sobre a regulamentação das áreas úmidas. Segundo ele, estudos técnicos indicam que a região não pode ser enquadrada como bioma Pantanal, o que, em sua avaliação, justifica a adoção de regras específicas compatíveis com a realidade ambiental local.

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O parlamentar também destacou a necessidade de conciliar produção e preservação ambiental. “Nosso trabalho é fazer com que nós possamos produzir com sustentabilidade, respeitando o meio ambiente, mas também não impedindo que o nosso Araguaia cresça”, salientou.

Para o deputado Valmir Moretto (Republicanos), a extinção da ação civil pública restabelece a vigência das regras de licenciamento ambiental e destrava processos que estavam paralisados, especialmente na região do Guaporé.

“A extinção da ACP afasta o risco imediato de cancelamento de licenças de drenagem e de outras atividades agropecuárias em áreas úmidas, algo essencial para a economia do estado. Os estudos sobre a estratificação dessas áreas e as discussões sobre o melhor uso do território, conciliando preservação ambiental e produção, representam um caminho mais seguro do que tentar adaptar ao Vale do Guaporé uma norma elaborada para outro bioma”, acrescentou.

Fonte: ALMT – MT

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