POLITÍCA MT
ALMT instala CST para fortalecer a consciência e valores da agricultura familiar
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta segunda-feira (12), a Câmara Setorial Temática (CST) que vai discutir os valores e fortalecer a consciência sobre a importância da agricultura familiar no estado. A iniciativa é do deputado Júlio Campos (União), que propõe o espaço como fórum de diálogo entre parlamentares, especialistas e representantes do setor.
O presidente da CST, José Esteves Lacerda, afirmou que a câmara tem a finalidade de tornar o poder público consciente dos deveres institucionais com o trabalhador da agricultura familiar. Segundo ele, o pequeno produtor não está sendo ouvido pelo Estado (município, estados e União).
“Eles colocam 70% da comida na mesa do brasileiro, não apenas dos mato-grossenses. A agricultura familiar gera cerca de 40% dos empregos nos municípios da atividade das pessoas ativas, com menos de 20 mil habitantes. Isso representa 68% dos municípios brasileiros. É uma atividade altamente representativa”, explicou Lacerda.
O presidente da CST disse que a câmara tem 180 dias para realizar os trabalhos e que vai formatar um calendário para as futuras discussões. “Na quinta-feira (15) haverá uma reunião entre os integrantes da Comissão para definir a metodologia de trabalho e quais são os pontos mais importantes para a gente desenvolver. No final dos trabalhos será produzido um relatório com todas as demandas de políticas públicas voltadas à agricultura familiar”.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri), Divino Martins, afirmou que existem em todo o estado pelo menos 500 assentamentos, com cerca de 150 mil famílias que precisam de políticas públicas para atender a demanda como à aquisição de créditos financeiros para produção.
“O ministro em exercício do Ministério da Agricultura, Irajá Lacerda, propôs à CST que o Ministério da Agricultura e Pecuária auxilie nas construções das políticas públicas para atender os pequenos produtores em Mato Grosso. “Acreditamos que a soma dos esforços dos governos federal, estadual e municipais, vai trazer um resultado mais eficaz às políticas públicas aos pequenos produtores de Mato Grosso”, disse.
Ele afirmou que o Ministério da Agricultura está capitaneando em parceria com a Fetagri e outras instituições estaduais o Programa Solo Vivo (programa que é referência nacional) e que no próximo dia 16, o presidente da República estará em Campo Verde para testemunhar as ações e a efetividade desse programa.
“São quase 500 milhões de reais investidos na agricultura familiar do Estado do Mato Grosso, através do governo federal. Em outra ação, o governo trouxe a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para a Baixada Cuiabana, a mesma que transformou a realidade do agronegócio brasileiro e que agora será um instrumento de transferência de tecnologia e de políticas públicas para ajudar a transformar a realidade da agricultura familiar”, destacou Lacerda.
Fonte: ALMT – MT
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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos
Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.
De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.
Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.
Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social
Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.
Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.
Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.
A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.
Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.
O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.
Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.
Fonte: ALMT – MT
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