POLITÍCA MT
Custeio para saúde mental saiu de R$ 1,3 milhão para R$ 20 milhões por ano
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A reunião da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) foi pautada pela apresentação da “Nova Agenda para Saúde Mental em Mato Grosso”, proposta pela Câmara Setorial Temática (CST) de Políticas sobre Saúde Mental. O encontro presidido pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), foi realizado nesta segunda-feira (19), na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Avallone abriu a reunião destacando os pontos de atuação da CST Saúde Mental, grupo de trabalho criado pela ALMT que fez um diagnóstico sobre os investimentos necessários para ampliar os serviços ofertados e reconheceu a importância do apoio do governo para priorizar os recursos à instalação de novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nos municípios.
“Queremos mostrar à sociedade o que é essa nova agenda para a saúde mental, resultado do trabalho que realizamos na CST da Saúde Mental que ampliou significativamente os repasses. Então, foi uma reunião de prestação de contas com muitos esclarecimentos”, disse Avallone, ao destacar avanços conquistados a partir dos debates, como a inclusão no Plano Plurianual (PPA) de R$ 88 milhões (2024-2027); emenda parlamentar R$ 2 milhões e do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público de R$ 6 milhões.
Também informou o resultado positivo da CST, que aumentou em 15 vezes os valores repassados para os municípios, ou seja, o custeio para saúde mental saiu de R$ 1,3 milhão para R$ 20 milhões por ano. E chamou a atenção dos prefeitos para buscarem a parceria para viabilizar os CAPS nos seus municípios. E considerou preocupante a saúde mental de inúmeros trabalhadores, inclusive dos servidores da ALMT. Avallone ainda sugeriu ações que amparem também as mães atípicas.
“Há dois anos fizemos levantamento de quanto era preciso para melhorar os serviços de saúde mental, fizemos isso com emenda de bancada de R$ 88 milhões e o estado encampou isso e o trabalho começou a ser ampliado. Chegamos agora com 53 CAPS instalados no estado. Aumentamos em 400% o valor do repasse para os municípios”, afirmou o deputado.
A qualificação dos gestores para atender os CAPS será tema de reunião interna com os representantes da CST, conforme disse a enfermeira Daniele Lago, da Coordenadoria de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORA).
“A questão da qualificação dos gestores vamos debater as adequações. Vou fazer encaminhamento técnico e de repente esse recurso poderá ser executado pela escola de saúde pública”.
Confira abaixo as propostas e pontos focais da CST apresentados pelo deputado Avallone.
Propostas de Ação da CST – 2025 Saúde Mental:
• Gestão para Implantação de Leitos de Saúde Mental em Hospital Geral em Cuiabá: (critério populacional permite até 30 leitos)
• Gestão para Implantação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) I em 11 municípios que não instalaram.
• Gestão para Implantação das Unidades de Acolhimento em Cuiabá/ Rondonópolis / Sinop
• Gestão para Implantação do Caps III (24 horas ) em Cuiabá
• Gestão para Implantação de Residências Terapêuticas em munícipios polos e reforma das Residências Terapêuticas em Cuiabá.
• Qualificação dos profissionais da RAPS – saúde mental (formação em Saúde Mental para servidores da RAPS)
PONTOS FOCAIS DE ATUAÇÃO DA CST – SAÚDE MENTAL:
Construir e fortalecer alianças estratégicas para promover a saúde mental.
Incorporar a saúde mental entre as áreas prioritárias da Saúde e integrar com as demais políticas públicas.
Aumentar a quantidade e melhorar a qualidade do financiamento para a saúde mental.
Fortalecer a integração da saúde mental na atenção primaria de saúde.
Melhorar a capacidade para oferecer serviços de saúde mental e apoio psicossocial em emergências.
Fortalecer a promoção e prevenção da saúde mental no ambiente de trabalho.
Ampliar a oferta de capacitação em saúde mental.
Fonte: ALMT – MT
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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos
Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.
De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.
Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.
Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social
Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.
Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.
Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.
A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.
Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.
O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.
Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.
Fonte: ALMT – MT
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