POLITÍCA MT
ALMT promove audiência com lideranças agrárias e discute violência no campo
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por iniciativa do deputado Valdir Barranco (PT), realizou na manhã desta quinta-feira (31), audiência pública para discutir direitos humanos e violência no campo. De 2019 a 2022, o estado registrou 53 casos de violências. Desse total, dez pessoas foram assassinadas.
Os números apresentados pelo deputado Valdir Barranco, durante a audiência pública, são do Relatório na Linha de Frente – produzido pelas Organizações Brasileiras de Direitos Humanos Terra de Direitos e Justiça Global. Esses dados fazem parte do mapeamento sobre violência contra defensores de direitos humanos no Brasil.
Nessa pesquisa, de acordo com Barranco, foram catalogados 1.171 casos de violência contra defensoras e defensores de direitos humanos de todo o país. Segundo o relatório, todos os 27 estados da federação tiveram pelo menos uma ocorrência de violência diagnosticada nesse período. O estado com maior número de violações registradas foi o Pará, com 143 violações. Mato Grosso aparece na 6ª colocação, com 53 casos de violência e dez mortes.
“Infelizmente Mato Grosso é um estado que não preza pela vida, pelos mais pobres e por justiça social. Quando nós temos um estado assim, não temos a preocupação de estabelecer políticas públicas para isso. É um estado que mata muito mulheres, trabalhadores rurais e indígenas. O acesso à terra faz justiça social e diminui a violência, e transforma a vida das pessoas”, explicou Barranco.
O superintende estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar de Mato Grosso, Nelson Borges de Barros, afirmou que o governo federal deve investir inicialmente a quantia de R$ 85 milhões para adotar nova política de reforma agrária no estado.
Foto: Helder Faria
“A expectativa é de triplicar esse valor, mas para isso a União já trabalha para identificar as áreas que tenham viabilidade econômica e produtivas para o assentamento e reforma agrária em todo o estado”, disse Barros.
Um dos coordenadores da Comissão Pastoral da Terra em Mato Grosso, Luiz Cláudio da Silva, afirmou que em todo o país 47, em 2022, pessoas perderam a vida em conflitos no campo. “Esses são os números rastreáveis, os que vão para relatório. Se formos à via de fato, há muito mais pessoas que não têm voz. Hoje, as políticas públicas não conseguem atender as demandas”, disse Silva.
De acordo com Luiz Cláudio, o que leva ao aumento da violência no campo é “a maior parte do estado ser composta de terras devolutas, e que estão nas mãos de grileiros. Os documentos das terras foram adquiridos de forma ilícita, por sobreposição de matriculas. Há, em regiões de Mato Grosso, que a mesma área chega a ter 14 grupos dizendo que são os donos”, disse.
O presidente estadual do Conselho Estadual de Direitos Humanos de Mato Grosso, Inácio José Wener, destacou que existem oficialmente 24 pessoas que estão protegidas pelo programa de proteção à pessoa. Mas segundo ele, há muito mais gente sendo resguardada pelo governo estadual.
“O Estado protege a liderança, mas o coletivo não é protegido. Por isso, o governo estadual tem que mudar esse programa de proteção, porque tem que se olhar de forma mais ampla. Não adiante proteger somente a liderança, se você tem todo o coletivo ameaçado de morte. Essas pessoas estão sem proteção”, disse Wener.
O ouvidor-geral de Polícia de Mato Grosso, Teobaldo Witter, explicou historicamente os defensores de direitos humanos no Estado são ameaçados e mortos tempo todo no estado. Mas segundo ele, o atual programa de proteção à vida busca de forma positiva não ocorrer.
“O que gera a ameaça é o trabalho de proteção às pessoas, e isso não pode ser interrompido. O que cabe ao Estado é criar condições para que as ameaças cessem. No caso da terra, o meio mais eficaz é fazer a reforma agrária. Se isso não for feito, não vai cessar”, explicou Witter.
Fonte: ALMT – MT
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Vencedores destacam a força do rádio e estimulam novas inscrições
Os trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chegam diariamente aos ouvidos de muitos mato-grossenses pelas ondas do rádio. As notícias alcançam cidadãos apegados ao aparelho antigo e também aqueles mais conectados, que acompanham suas emissoras preferidas pela internet. Todos podem conferir boas reportagens em áudio sobre o que se passa no Legislativo estadual, como demonstraram os vencedores da categoria Radiojornalismo na primeira edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento.
Os profissionais responsáveis pelas três matérias premiadas garantem que vale a pena apresentar bons trabalhos para concorrer ao prêmio, cuja segunda edição foi lançada recentemente. A nova edição traz o tema: “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, mantém as categorias da edição anterior e amplia a premiação em dinheiro para R$ 300 mil. As inscrições estarão abertas entre 30 de junho e 9 de novembro de 2026.
Primeira colocada na categoria Radiojornalismo na edição pioneira, a jornalista Verônica Rakel, da Rádio Vila Real, venceu com a reportagem “Audiência Pública: A Assembleia Legislativa de Mato Grosso trabalhando em parceria com o cidadão”. O material nasceu da observação das audiências públicas promovidas pelo Parlamento estadual e buscou mostrar como a participação popular contribui para a construção de políticas públicas e decisões que impactam diretamente a sociedade.
Para ela, receber o reconhecimento representou um marco em sua trajetória profissional. “Ter o meu trabalho escolhido entre tantos outros no estado me trouxe a certeza de que estou no caminho certo e fazendo o que mais amo, que é comunicar através das ondas do rádio. E, por ser a primeira edição, teve um sentimento ainda maior de emoção e alegria”, afirmou.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
O segundo lugar ficou com o jornalista Vinícius Antônio, da TRT FM, autor da reportagem “Valorização cultural – Judiciário e Legislativo reforçam a luta dos quilombolas em MT”. O trabalho destacou ações desenvolvidas em apoio à comunidade quilombola Mata Cavalo e a atuação conjunta de instituições públicas na promoção da cidadania.
“Sou do rádio desde muito cedo e ter sido agraciado com um prêmio em que outros grandes comunicadores também produziram materiais com muito profissionalismo reforça o entendimento de que o rádio permanece vivo e presente, mais que qualquer outro veículo, no dia a dia do cidadão”, destacou.
Segundo ele, a pauta surgiu da intenção de dar visibilidade à cultura quilombola e mostrar como as ações do poder público chegam às comunidades.
O terceiro lugar, por sua vez, foi conquistado pelos jornalistas Simone Guedes e Eduardo Cardoso, da Rádio Bom Jesus FM, com a reportagem “ALMT revisa limites urbanos para destravar serviços e dar segurança jurídica”. A produção acompanhou os debates promovidos pela Casa sobre a atualização das divisas municipais em Mato Grosso e os impactos da medida para moradores de regiões de fronteira.
“Gostei do olhar da Assembleia para essa pauta e da preocupação com quem está na base, especialmente as comunidades rurais que convivem diariamente com essas dificuldades”, relatou Simone.
A reportagem buscou mostrar como a revisão dos limites territoriais pode contribuir para ampliar o acesso a serviços públicos e garantir maior segurança jurídica para milhares de cidadãos.
Os três profissionais de comunicação são unânimes ao afirmar que a experiência foi positiva e que vale a pena participar da nova edição do prêmio, o que todos pretendem fazer. “Já estou selecionando algumas produções e pensando em qual delas pode representar meu trabalho nesta nova edição”, revelou Vinícius.
Verônica também confirmou que pretende concorrer novamente. “Hoje tenho a grata satisfação de estar aqui incentivando que mais profissionais se inscrevam”, declarou. Simone garantiu que quer brigar pelo prêmio novamente. “Com toda certeza vou participar da segunda edição. Agora vou buscar o primeiro lugar”, brincou.
Criado para reconhecer produções jornalísticas que aproximam a sociedade do Poder Legislativo, o Prêmio ALMT de Jornalismo recebeu, em sua primeira edição, 293 trabalhos produzidos por profissionais de 19 municípios mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores iniciativas de valorização da comunicação regional.
Fonte: ALMT – MT
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