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CST das micro e pequenas empresas realiza última reunião de trabalho antes da entrega do relatório final

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Câmara Setorial Temática (CST) de Fomento as Micro e Pequenas Empresas e Agricultura Familiar de Mato Grosso realizou sua última reunião de trabalho em encontro que aconteceu na manhã de hoje (12), na Assembleia Legislativa. Os membros discutiram os principais pontos que serão abordados no relatório final, previsto para ser entregue em outubro próximo.

“Com base em todas as questões que foram discutidas durante os encontros, o relatório trará como diretrizes o apontamento de gargalos e entraves que dificultam o desenvolvimento das ações de fomentos”, explica o presidente Benedito Dias Pereira. “A partir desses apontamentos, a câmara vai propor políticas públicas para resolução destes problemas que habitam diversas cadeias produtivas, principalmente as menores”, acrescentou.

Segundo Pereira, o investimento nas cadeias produtivas menores é imprescindível para diminuir as diferenças econômicas e territoriais existentes no estado. “O Estado de Mato Grosso tem um índice altíssimo de crescimento, no entanto, o desenvolvimento não acompanha esse ritmo e o que vemos é o aumento significativo de pessoas em situação de pobreza absoluta”, avalia.

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Ampliar o investimento para industrialização, as concessões dos benefícios fiscais e o acesso aos créditos com taxas diferenciadas estão entre as questões que serão trabalhadas no intuito de contemplar as micro e pequenas empresas, principalmente as que ficam nas regiões mais distantes da capital.  “É preciso um bom planejamento para alavancar unidades que podem se firmar com o aperfeiçoamento dos produtos e com isso agregar mais valor”, avalia Benedito. Segundo ele,  Mato Grosso tem uma agroindústria muito dinâmica, mas restrita a poucos setores. “É preciso investir para alavancar outras áreas com potencial”, defendeu.

Para o relator e representante da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), George Luís de Lima, o relatório deve ainda propor o aperfeiçoamento de leis e projetos vigentes para melhorar a eficácia e os resultados. “Tem muitas coisas que estão desatualizadas e vamos trazer os indicadores para propor as alterações”, afirmou.

George destacou a importância de ampliar as parcerias técnicas para as consultorias e apontamento de setores em condições de expansão por meio de parcerias com indústrias já consolidadas como no setor têxtil.

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Essa foi a última reunião aberta do grupo e agora os trabalhos estão concentrados na compilação dos dados e alinhamento das diretrizes definidas para o relatório final.

Também participaram do encontro a assessora jurídica Deise Arruda de Oliveira e os representantes do Desenvolve MT, Júlio Cezar da Silva Campos e Juliano Ourives.

Fonte: ALMT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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