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Direitos dos povos originários são debatidos em audiência promovida pela ALMT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou audiência pública, na quinta-feira (13), para discutir os direitos dos povos originários em Mato Grosso. O debate faz parte do 1º Acampamento Terra Livre (ATL) de Mato Grosso, coordenado pela Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), que reúne 43 etnias do estado. Demarcação geográfica, saúde, educação e uso das terras foram as principais questões cobradas pelas lideranças.

Requerente da audiência, o deputado Lúdio Cabral (PT) destacou a importância da realização da discussão junto a maior mobilização das lideranças indígenas do estado. “Como representantes do Poder Legislativo nos colocamos à disposição de todos os povos para ouvir suas reivindicações e demandas para, a partir daí, utilizar as ferramentas do Poder Legislativo para lutar em defesa desses direitos”, defendeu.

“Estamos aqui para falar dos territórios e da proteção dos nossos domínios. Mas principalmente pedir que os nossos direitos sejam implementados e mantidos por esse Estado”, afirmou a presidente da Fepoimt, Eliane Xunakalo. Ela destacou que os povos seguem enfrentando constantes ameaças de invasão, desmatamento, garimpo e construções de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). “A nossa palavra de ordem aqui é que respeitem os povos indígenas, e dizer à sociedade mato- grossense que fazemos parte de sua diversidade e contribuímos com o desenvolvimento”, defendeu.

Soilo Urupe Chue, representando os povos do Vale do Guaporé, defendeu que o estado contribua para realizar a dar celeridade aos processos de regularização dos territórios. “Sem a demarcação do território nós não conseguimos ter a nossa própria casa”, reivindicou. “Mesmo sendo uma questão federal, ela [o território] está dentro de um município do estado e acaba sendo uma discussão que envolve todos”, defendeu.

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Ele destacou também a falta de fiscalização e controle do Estado para evitar as invasões de garimpeiros e latifundiários. “Os garimpeiros estão invadindo as nossas terras e as autoridades não estão fiscalizando”, denunciou. “Além disso, nossas lideranças sofrem constantes ameaças de pessoas que invadem as nossas terras e tentam nos expulsar”, complementou.

A realização de consultas prévias e o impacto de empreendimentos hidrelétricos sobre os povos indígenas e a biodiversidade também foram questões levantadas durante o debate. “Está havendo um descumprimento do processo de licenciamento das PCHs e um desrespeito à Convenção 169, que nos garante o direito à consulta e à construção de qualquer empreendimento nos rios e terras que afetem aos povos”, denunciou.

O retorno da Universidade da Selva como garantia de acesso dos povos indígenas à formação superior foi abordado pela representante do povo Manoki, Tipuici Manoki. “A Universidade da Selva foi criada há mais de 50 anos, no entanto nós só tivemos indígenas dentro dessa universidade em 2007. Precisamos que essas vagas continuem”, falou com indignação. Ela defendeu ainda a criação de uma política continuada de acesso às universidades públicas. “Hoje temos muitos indígenas que se formaram e voltaram para contribuir com as aldeias”, destacou a importância.

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Tipuici destacou também a importância de discutir as questões polêmicas que existem hoje sobre a forma de exploração econômica de algumas etnias que produzem grãos. “Tem muita gente para criticar, mas o que nós queremos são alternativas de subsistência que tenham um olhar diferenciado com seu território”, criticou. “Nós também cuidamos e preservamos as nossas terras. Nós não queremos arrendar nossas terras, também não queremos explorar toda nossa terra, mas nós precisamos de alternativa para sobreviver nos nossos territórios. Precisamos de alternativa para sobreviver , cursar a faculdade e viver com dignidade”, defendeu”, afirmou.

Além do deputado Lúdio Cabral, participaram do evento os deputados Valdir Barranco (PT) e Wilson Santos (PSD). Participaram também, representantes do Ministério Público Federal (MPF), Procuradoria-Geral da Republica, Defensoria Pública do Estado, Universidade do Estado de Mato Grosso, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Conselho Estadual Escolar Indígena e do Ministério, entre outros.

O cacique Raoni Metuktire, do povo Kayapó, também fez uma breve participação, e demonstrou insatisfação com a ausência do governador Mauro Mendes (União). Mas disse que conversaria com ele para cobrar mais abertura para as questões indígenas.

Encaminhamentos

Em suas falas, as autoridades defenderam a legitimidade das reivindicações e se comprometeram em trabalhar para buscar soluções para as demandas. Lúdio adiantou que vai oficializar todos os poderes e entidades sobre as questões discutidas e cobrará respostas para cada uma delas.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

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Emissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral

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A TV Assembleia e a Rádio Assembleia participaram, na manhã desta sexta-feira (21), de audiência pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para definir o plano de mídia e a ordem de veiculação do horário eleitoral gratuito das Eleições Gerais de 2026. Aberto a representantes da imprensa e dos partidos políticos, o encontro tratou da distribuição do tempo de propaganda, das regras para veiculação das mídias e das medidas de fiscalização.

Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participaram da reunião, pela TV Assembleia, o chefe de programação Rafael Ojeda e a programadora Pamela Aline Crispim; e, pela Rádio Assembleia, o coordenador Jimmy Rodrigues de Oliveira e o radialista Luiz Eduardo de Oliveira. As duas emissoras farão a veiculação do horário eleitoral gratuito, conforme previsto na legislação eleitoral.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro. Durante a audiência, foram apresentados os procedimentos que deverão ser observados pelas emissoras, partidos e federações para garantir o cumprimento da legislação eleitoral.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da participação da imprensa no processo eleitoral e da transparência na definição das regras de veiculação. “É importante que vocês nos acompanhem. Isso nos dá legitimidade, transparência, credibilidade e a gente mantém o relacionamento. Todas as partes que compõem a sociedade são importantes no processo eleitoral”, afirmou.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Segundo a juíza auxiliar da presidência do TRE-MT e coordenadora do horário eleitoral gratuito, Edna Ederli Coutinho, o plano de mídia estabelece o tempo destinado a cada legenda e a ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia. A definição considera a representatividade dos partidos e federações, conforme as regras eleitorais.

A magistrada também ressaltou que as informações definidas na audiência serão disponibilizadas no site do TRE-MT, permitindo o acompanhamento pelos partidos, emissoras, candidatos e pela sociedade.

Horários e distribuição da propaganda —Embora Mato Grosso esteja uma hora atrás da capital federal, a veiculação da propaganda eleitoral segue os horários estabelecidos pela Justiça Eleitoral em Brasília.

Na programação em rede, o rádio terá dois blocos diários, de segunda-feira a sábado, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, no horário de Brasília. Em Mato Grosso, esses horários correspondem a 6h às 6h25 e 11h às 11h25.

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Na televisão, os blocos serão exibidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, no horário de Brasília, correspondendo a 12h às 12h25 e 19h30 às 19h55 no horário de Mato Grosso.

Além da propaganda em rede, haverá inserções distribuídas ao longo da programação, observando os períodos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Outro destaque da audiência foi a apresentação do Sistema HEG-Mídias, desenvolvido pelo TRE-MT para auxiliar na operacionalização do horário eleitoral e no acompanhamento da distribuição das cotas de propaganda destinadas às candidaturas proporcionais de mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas.

O secretário judiciário do TRE-MT, Carlos Luanga, explicou que a ferramenta foi desenvolvida de forma inédita para organizar a distribuição das cotas conforme as normas eleitorais. “O TRE de Mato Grosso, de forma inovadora, desenvolveu um sistema que distribui conforme os normativos prescrevem, cotas para negros, para mulheres e para indígenas”, afirmou.

A juíza Edna Coutinho explicou que a cota destinada às mulheres corresponde a, no mínimo, 30% do tempo, enquanto as cotas destinadas a candidaturas negras e indígenas devem observar a proporcionalidade prevista na legislação.

O Sistema HEG-Mídias permitirá o acompanhamento da distribuição e também deverá contribuir para a fiscalização do cumprimento das regras. A ferramenta estará disponível no site do TRE-MT a partir de segunda-feira (24), às 12h. O tribunal também programou treinamento on-line para representantes dos partidos e equipes técnicas das emissoras na próxima semana.

Responsabilidade e combate à desinformação — Durante a audiência, a juíza Glenda Moreira Borges, coordenadora da fiscalização da propaganda, ressaltou que partidos, federações e emissoras possuem responsabilidades distintas na execução do horário eleitoral.

“O plano de mídia não é apenas uma questão operacional. Ele é um instrumento de garantia da igualdade de oportunidades entre as forças políticas que participam do processo eleitoral. Por isso, o seu cumprimento exige organização, pontualidade e responsabilidade de todos os envolvidos”, afirmou.

Glenda também ressaltou a importância do horário eleitoral no processo democrático. “O horário eleitoral gratuito deve ser utilizado como um espaço de diálogo com o eleitorado, de apresentação de propostas e de construção de uma campanha positiva e respeitosa”, disse.

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A presidente do TRE-MT também reforçou a orientação para que candidatos e partidos observem as regras durante a propaganda eleitoral e evitem conteúdos que possam violar a legislação. “Tudo aquilo que exacerbar vai ter a reação do Tribunal proporcionalmente também. Nós não somos um órgão sensor, mas não aceitamos censura também”, afirmou Serly.

A magistrada ainda apresentou novidades no aplicativo Pardal, utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias de irregularidades. Segundo ela, a ferramenta terá recursos de inteligência artificial para direcionar as denúncias ao canal responsável pelo atendimento, facilitando a análise das ocorrências.

Criado originalmente pelo TRE-MT, o Pardal foi posteriormente adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para utilização em todo o país.

O secretário judiciário Carlos Luanga também explicou que a situação dos registros de candidatura poderá influenciar a participação de candidatos no horário eleitoral. Segundo ele, o TRE-MT trabalha para concluir o julgamento dos registros até metade do próximo mês. “Hoje nós estamos fazendo o plano de mídia. Os registros estão sendo analisados, irão para julgamento. O nosso prazo é até o dia 14 de setembro para julgar todos os registros”, explicou.

A audiência pública foi realizada no plenário do TRE-MT e integra os procedimentos de preparação para as Eleições Gerais de 2026. A participação da TV Assembleia e da Rádio Assembleia permite às equipes das emissoras acompanhar diretamente as orientações da Justiça Eleitoral e adequar a programação às exigências estabelecidas para o período eleitoral.

Campanha ALMT e TRE-MT – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Tribunal Regional Eleitoral desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa integra acordo de cooperação entre as instituições e prevê ações de orientação ao eleitorado e divulgação de informações sobre o processo eleitoral.

Lançada na semana passada, a campanha corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026. A primeira, realizada em abril, alertou os eleitores sobre o prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.

Fonte: ALMT – MT

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