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Documento cobra do Estado aplicação de lei sobre rede de atenção às pessoas com esquizofrenia
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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
A Assembleia Legislativa realizou na manhã de hoje (17), audiência pública para debater e discutir a “rede de atenção à pessoa com esquizofrenia e demais doenças mentais, o envolvimento estrutural e a saúde mental”.
O evento, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB) , culminou na elaboração, pela equipe técnica do parlamentar, de um do documento que determina que o Governo do Estado promova a aplicação da Lei 11.377/2021 (de sua autoria), que cria a Rede de Atenção as Pessoas com Esquizofrenia em Mato Grosso; a promoção de uma reunião em Brasília junto à bancada federal para articular recursos para a saúde mental em Mato Grosso; atualização de informações e contatos oficiais (via site) das entidades públicas para atendimento psicossocial; transparência do Governo do Estado sobre atendimentos realizados e finalizados, disponíveis para a população e transparência do governo estadual sobre os repasses e medicamentos disponíveis para pessoas com doenças mentais.
“É uma audiência pública importante porque trata de um tema esquecido pelo poder público. Estamos realizando esse debate na Assembleia para que o Governo do Estado possa dar uma atenção maior a essas pessoas, que sofrem todos os dias ”, disse Silva.
De acordo com o deputado, Mato Grosso possui apenas dois hospitais psiquiátricos (Adalto Botelho – em Cuiabá; Paulo de Tarso, em Rondonópolis), e um dos objetivos da audiência foi debater a estrutura existente, tanto na área terapêutica quanto no setor hospitalar que atende esses pacientes.
“A Assembleia está fomentando esse debate, pois temos uma lei (11.377/2021) sancionada que cria a rede de proteção às pessoas que sofrem de esquizofrenia para melhorar a estrutura já existente. Os pacientes, com isso, devem ter um apoio mais efetivo do governo. Essa rede é toda uma cadeia que temos que nos preocupar, desde a área do tratamento até o pós-tratamento, com necessidade de ampliação de leitos”, revelou o parlamentar.
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Para ele, o Estado está sendo falho, assim como os municípios. ” Por isso a audiência é importante, para buscarmos alternativas e cobrar ao Poder Executivo fortalecer essa rede de apoio”, esclareceu o deputado.
“Ouvimos todos os envolvidos na área de saúde mental de Mato Grosso, e a partir de agora vamos encaminhar um requerimento ao Executivo para que o Governo do Estado possa dar uma atenção maior. Precisamos ter políticas mais eficazes e eficientes não fugindo da responsabilidade desse tema fundamental”, lembrou Thiago.
A psicóloga especialista em neuropsicologia, Giany Ghattas, entende que a esquizofrenia é uma doença mental crônica e incapacitante, que geralmente se manifesta na adolescência ou início da idade adulta, entre 20 e 30 anos de idade. Sua frequência na população em geral é da ordem de 1 para cada 100 pessoas. No Brasil, estima-se que há cerca de 1,6 milhão de esquizofrênicos.
“A falta desse conhecimento até então pelos pais, enquanto possível diagnóstico com as crianças, também pode trazer outros transtornos, como depressão. A partir daí, em muitas vezes pode a criança tornar-se um adulto com muita dificuldade em socialização, de trabalhar, e com possibilidade de não terminar os estudos, dependendo do grau. Temos que trabalhar também com a informação, reconhecer a necessidade de uma avaliação precisa e, consequentemente, uma intervenção adequada”, afirma ela.
Na opinião do diretor do Hospital Psiquiátrico Adalto Botelho, Paulo Henrique de Almeida, o hospital é finalístico com pacientes em crises. Segundo ele, os pacientes são referenciados por unidades de saúde e recebem atendimentos diferenciados a cada caso.
“Temos o projeto terapêutico do hospital que contempla todas as atividades de saúde aos pacientes, como psicólogo, assistente social e médicos especialistas. Cada paciente, dependendo do grau de comprometimento, fica um tempo internado e reinserido na sociedade após o período de internação”, destacou ele.
Na oportunidade a enfermeira técnica de saúde mental da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, Maria Aparecida Milhomem, disse que o Estado possui 43 unidades de Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para tratamento das pessoas com transtornos mentais graves, entre eles a esquizofrenia.
“Se trata de um tema que chamamos, dentro da saúde, de educação permanente, pois todo tempo estamos capacitando e aprendendo quando participamos de eventos direcionados ao assunto. A Secretaria de Saúde, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), tem a responsabilidade de conduzir a política estadual de saúde mental. A secretaria tem avançado na RAPS buscando crescer em alguns campos”, diz ela.
A enfermeira esclarece ainda que, atualmente, pela política nacional, é preconizado também que as internações – quando são necessárias- sejam realizadas em hospitais gerais.
“Porque quem tem transtorno mental não leva consigo somente um problema mental, ele tem um problema cardiorrespiratório, as mulheres ficam grávidas e necessitam de um acompanhamento dessa gravidez. Então, o tratamento deve ser integral e não focado tão somente na parte mental das pessoas”, finalizou.
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ALMT aproxima Prêmio de Jornalismo da universidade e incentiva produção acadêmica
A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom/ALMT) visitou, nesta segunda-feira (14), a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, para apresentar a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento.
O encontro reuniu estudantes e professores dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Cinema e Audiovisual e teve como objetivo incentivar a participação acadêmica no concurso, que neste ano tem como tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”.
O prêmio mantém uma categoria exclusiva para universitários, com o objetivo de reconhecer trabalhos produzidos durante a formação acadêmica que contribuam para ampliar a compreensão da sociedade sobre o papel do Poder Legislativo e sua atuação em áreas que impactam diretamente o cotidiano dos mato-grossenses.
Durante a apresentação do concurso, o secretário adjunto de Comunicação Social da ALMT, José Marques, destacou a importância de aproximar o Troféu Parlamento dos cursos universitários das diferentes áreas da comunicação. Segundo ele, a iniciativa contribui para a formação dos futuros profissionais e amplia o conhecimento dos acadêmicos sobre o funcionamento e a atuação do Legislativo.
“É importante incentivar esses futuros profissionais a buscar mecanismos para fortalecer o lado profissional, mas também levar o nome da Assembleia Legislativa como algo participativo. Afinal, nós somos uma Casa cidadã”, afirmou.
José Marques também ressaltou que a possibilidade de produção em coautoria permite a integração entre estudantes de diferentes cursos. Para ele, a comunicação envolve profissionais de diversas áreas, e o trabalho conjunto amplia as possibilidades de produção de conteúdos.
“A comunicação é muito ampla. Nós temos jornalistas, publicitários, profissionais do cinema e fotógrafos e toda uma estrutura envolvida. Essa integração é fundamental”, ressaltou.
Para o secretário adjunto, a participação dos acadêmicos no prêmio representa uma oportunidade de aproximar a universidade do Legislativo e, ao mesmo tempo, valorizar a produção colaborativa entre as diferentes áreas da comunicação.
A estudante do 4º semestre de Publicidade e Propaganda, Beatriz Carvalho, afirmou que esta é a primeira vez que participará de um concurso dessa natureza. Para ela, a iniciativa representa uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação e ampliar a experiência profissional.
“Participar vale pela experiência que é criada. Agora é a chance de aproveitar esse segundo concurso. Isso nos dá bagagem para o nosso futuro na profissão da comunicação e nos auxilia também para a vida pessoal”, afirmou.
A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Débora Cristina Tavares, também destacou a importância de iniciativas que aproximem a formação acadêmica das experiências profissionais. Segundo ela, a participação em concursos, congressos e outros eventos faz parte das atividades complementares e contribui para a formação dos estudantes.
“Todos os desafios colocados para os alunos dão oportunidades para colocar em prática tudo que está sendo feito dentro da universidade e mostrar que isso funciona lá fora. É a chance que eles têm durante a vida acadêmica. No curso de Publicidade temos esses componentes de atividades complementares, que envolvem a participação em congressos, concursos e eventos”, explicou.
A estudante do 7º semestre de Jornalismo, Lorenza Neves, afirmou estar confiante para participar da segunda edição do prêmio e revelou que já tem uma proposta para concorrer. Segundo ela, a possibilidade de receber um reconhecimento ainda durante a graduação é importante tanto pela experiência quanto para a formação acadêmica.
“É algo novo para minha vida acadêmica. Ganhar um prêmio como esse é importante não apenas pelo valor, mas também pelo currículo acadêmico. Isso fica evidente porque a UFMT dá condições para os alunos saírem da academia com uma bagagem para conquistar mais uma vez o prêmio”, disse Neves.
O diretor da Faculdade de Comunicação Social da UFMT, Cristóvão Almeida, afirmou que a instituição espera repetir, nesta edição, as conquistas obtidas no primeiro concurso. Segundo ele, a faculdade incentiva a participação dos estudantes e valoriza trabalhos produzidos no ambiente acadêmico.
“Isso é fundamental porque promove o diálogo com a comunidade, mostrando o que fazemos aqui, que são produções inteligentes, criativas e muito progressivas na sociedade. Isso faz muita diferença para nossos alunos e para a sociedade, mostrando que a nossa universidade produz conteúdos importantes para serem socializados”, explicou.
A coordenadora do curso de Jornalismo, Nealla Valentin Machado, ressaltou que os estudantes demonstram maior interesse em apresentar seus trabalhos quando existe a possibilidade de reconhecimento por meio de premiações. Para ela, o concurso também reforça o compromisso da universidade com a formação de profissionais pautados pela ética e pela responsabilidade.
“Sinto que os alunos têm mais interesse quando existe alguma premiação para eles enviarem os produtos que são realizados. Aqui os resultados aparecem porque trabalhamos para que os alunos façam um jornalismo ético e responsável, baseado em fatos. O prêmio é o resultado de um trabalho bem feito. E a gente trabalha para isso”, destacou.
Para o professor e coordenador do curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, Moacir Machado, a categoria Universitário demonstra a preocupação do Legislativo em estimular a produção acadêmica e aproximar a Assembleia da universidade.
“É a forma de o Parlamento estimular a produção audiovisual, de fotografia e de escrita jornalística, pensando a sociedade mato-grossense e, com isso, refletindo sobre a prática das leis, como elas atingem a população e a sociedade de uma forma positiva. Esse tipo de premiação é importante porque ajuda e colabora na formação acadêmica”, afirmou.
Premiação – O Troféu Parlamento contempla cinco categorias: Telejornalismo, Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Em todas as categorias, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e uma Placa de Homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e uma Placa de Homenagem.
As inscrições seguem abertas até 9 de novembro. Os participantes podem consultar os canais oficiais da ALMT em busca de pautas relacionadas a leis, direitos, políticas públicas, fiscalização, audiências, comissões e debates de interesse da sociedade.
A cerimônia de premiação está programada para 28 de janeiro de 2027. O regulamento e outras informações sobre o concurso estão disponíveis no site oficial do Troféu Parlamento, em https://trofeuparlamento.com.br.
Fonte: ALMT – MT



