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Eduardo Botelho é eleito presidente da ALMT com 23 votos
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Eduardo Botelho (ao centro), presidente eleito para comandar a Mesa Diretora da ALMT neste biênio, disse ser contra qualquer ato antidemocrático
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Com 23 votos favoráveis e apenas um contrário, o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), foi eleito nesta quarta-feira (1), durante sessão legislativa, presidente da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para o biênio 2023/2025. A chapa Assembleia Unida por Mato Grosso foi a única inscrita para a eleição, e é formada pelos deputados Eduardo Botelho (União Brasil), presidente; Max Russi (PSB), primeiro-secretário; Janaina Riva (MDB), primeira-vice-presidente;, Wilson Santos (PSD), segundo vice-presidente; Valdir Barranco (PT), segundo-secretário; Gilberto Cattani (PL), terceiro-secretário; e Valmir Moretto (Republicanos), quarto-secretário.
Em discurso no plenário, após a eleição, o presidente da ALMT reafirmou o seu compromisso com o que classificou como a marca da gestão no Parlamento. “Assumo um novo mandato como presidente da Assembleia Legislativa e o faço reafirmando a marca da nossa gestão: a independência deste Poder. Independência com responsabilidade e harmonia com os demais poderes. Independência para divergir, mas também para convergir em torno dos interesses maiores deste Estado”, disse.
“Aqui temos histórias e construímos histórias, pois não faltamos ao nosso dever diante da mais terrível crise deste século, que foi a pandemia, além de diversos outros problemas. Cumprimos o nosso papel e demos a nossa contribuição. Modernizamos a casa, cortamos gastos, fizemos economia e votamos corajosamente medidas amargas, mas necessárias à superação de obstáculos, sobretudo do ponto de vista fiscal. E graças a este esforço podemos afirmar que Mato Grosso hoje se encontra mais próspero em meio a tantos problemas vividos por muitos estados coirmãos e até no mundo”, disse durante a sessão.
Eduardo Botelho, que vai presidir a Casa de Leis pela quarta vez consecutiva, também falou do compromisso de trabalhar em defesa da democracia. “Reafirmo meu compromisso de trabalhar em defesa da plena democracia. Como afirmou o Papa Francisco: não há democracia com fome, nem desenvolvimento com pobreza, nem justiça na desigualdade. Esta gestão continuará a fazer deste Parlamento em que não há vencidos nem vencedores. Aqui há debates duros, defesa firme de posições, conversas, convencimento e necessidade de votos”.
Botelho disse ser contra qualquer ato antidemocrático. “Sou contra e rechaço qualquer ato antidemocrático. Serei combatente fiel da nossa democracia e da Constituição Federal e que o diálogo pacífico seja nossa principal ferramenta para lutar por dias melhores, respeitando sempre as divergências de pensamento”.
O presidente da AL quer um Legislativo cada vez mais atuante. “Vamos trabalhar para que este Legislativo nunca feche seus olhos aos direitos e ao respeito às mulheres, as populações quilombolas, aos negros, aos agricultores familiares, as populações indígenas e a todos aqueles que mais necessitam. Que neste parlamento nenhum debate seja interditado, nenhuma voz seja calada, mas sim respeitada. Que nossas diferentes matrizes produtivas encontrem espaço equânime na agenda política de Mato Grosso”.
Fonte: ALMT
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Leis estaduais reforçam ações de prevenção e segurança no trânsito em Mato Grosso
Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.
Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.
Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.
“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.
Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social
A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.
A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.
Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.
A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.
Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.
Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.
As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.
Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.
Fonte: ALMT – MT



