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Programa Palavra Literária conta a história de Santiago Santos
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Foto: DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA
Escritor, tradutor e jornalista, Santiago Santos é o entrevistado do quarto episódio da segunda temporada do programa “Palavra Literária”, que vai ao ar neste sábado (9), na TV Assembleia (canais 30.1 e 30.2), às 12h30 e às 18h30.
Natural de Blumenau (SC), Santiago mora em Cuiabá desde criança e a cidade é tema de algumas de suas publicações, como o livro “Água Não Tem Galho”, lançado em 2020, em que escreve em conjunto com mais quatro escritores. “A ideia era desenhar um retrato da Cuiabá contemporânea. O livro começa com os personagens crianças e vai até a velhice”, conta.
Uma referência à capital mato-grossense também é feita no livro “Baguncinha”, que será lançado em breve e reúne 40 dos cerca de 450 contos publicados em seu site, www.flashfiction.com.br, onde publica drops literários desde 2013. O título faz alusão à “bagunça” gerada pela reunião de histórias de diferentes gêneros e também a um lanche tradicional de Cuiabá, que leva o mesmo nome.
Para Santiago, o “Palavra Literária” tem feito um importante trabalho de catalogação e apreciação das autoras e autores de Mato Grosso. “Nós temos alguns gigantes adormecidos aqui na terra, conhecidos por poucos, lidos por poucos, e muita gente nova propondo projetos bacanas com pouca visibilidade. Nada mais significativo do que uma emissora pública direcionar os holofotes para este nosso recanto literário. Escrever é sempre uma atividade solitária, ler é uma atividade solitária, e qualquer meio de conectar leitores e livros que não estão sendo propagandeados aos quatro cantos ou adaptados para Netflix é não só louvável, mas fundamental para mitigar um pouco o bombardeamento midiático e abrir os olhos para o que é feito na miúda pelos nossos vizinhos. Ainda mais quando a divulgação é feita com essa baita qualidade do Palavra Literária”, disse o escritor.
Seu primeiro livro, “Na Eternidade Sempre é Domingo”, foi lançado em 2016 e teve como inspiração a viagem que fez em 2014 para Bolívia e Peru. A obra é uma “aventura pé na estrada mitológica”, como o próprio autor classifica, e conta a história de uma mochileira escritora que sai de Cuiabá para ir até Machu Picchu, no Peru, e, antes de ir para essa viagem, recebe a visita de um espírito do início da civilização Inca, encarregado de contar para ela histórias esquecidas ou apagadas do seu povo.
Publicado em 2018, o livro “Algazarra” é a primeira coletânea dos minicontos do site Flash Fiction. Além dos livros, Santiago também publicou ficção em diversas antologias, blogs, jornais e revistas, com destaque para a antologia “Fractais Tropicais: O Melhor da Ficção Científica Brasileira”, de 2018.
Apaixonado pela literatura desde a infância, Santiago Santos diz que tudo pode servir de inspiração para uma história, seja de forma consciente ou inconsciente. E para quem busca seguir a carreira de escritor, ele orienta: “Procure sua tribo. O que você gosta de escrever? Quem está fazendo isso no Brasil? Tente se aproximar dessas pessoas”.
As reprises do programa “Palavra Literária” são transmitidas aos domingos (11h30 / 21h), terças (12h30 / 22h) e sextas-feiras (12h30 / 22h).
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Sinfra prevê concluir obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande até dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informaram, nesta segunda-feira (13), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que as obras do BRT no trecho entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, devem ser concluídas até o fim de dezembro de 2026.
Durante a apresentação, os representantes detalharam as alterações no projeto das 77 estações, o cronograma de execução das obras, a futura implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, a aquisição de ônibus elétricos e as medidas adotadas pelo Governo do Estado após a rescisão do contrato com a primeira empresa responsável pela execução do empreendimento.
Antes de deixar a audiência pública, Marcelo Oliveira afirmou que a venda dos trens e o leilão dos materiais remanescentes do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) devem gerar mais de R$ 1 bilhão em recursos para os cofres públicos. O secretário também rebateu críticas à execução das obras do novo sistema de transporte e destacou que a equipe precisou enfrentar desafios decorrentes do crescimento populacional e do aumento da frota de veículos entre 2012 e 2024.
Segundo Oliveira, a primeira empresa contratada para executar o projeto não conseguiu cumprir as obrigações previstas em contrato, o que levou o Governo do Estado a rescindir o acordo, aplicar penalidades e reformular o modelo de execução das obras. Ele acrescentou que, durante a execução dos trabalhos em Várzea Grande, a gestão municipal da época também impôs dificuldades que, segundo ele, comprometeram o andamento do empreendimento.
Sobre a implantação do corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, o secretário-adjunto de Obras da Sinfra, Isac Nascimento, informou que a licitação ainda não foi lançada e, por isso, não há recursos empenhados para a execução da obra. Segundo ele, os trabalhos nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Nascimento também confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra.
O trecho do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande terá 15 quilômetros de extensão, enquanto o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa contará com aproximadamente sete quilômetros. Isac Nascimento afirmou ainda que o projeto das 77 estações passou por uma reformulação para oferecer mais qualidade, segurança e durabilidade aos usuários. No trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, serão utilizados 25 ônibus elétricos para atender a população.
Questionado sobre o processo licitatório para a continuidade das obras, Nascimento explicou que o Estado identificou a necessidade de aprimorar o projeto original, substituindo itens inicialmente previstos, como o sistema convencional de ar-condicionado, que será trocado por equipamentos industriais. O novo projeto também prevê a instalação de vidros antivandalismo e outras melhorias estruturais nas estações.
O secretário-adjunto informou que o cronograma inicial do Lote 1 das obras do BRT, correspondente ao primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, previa a conclusão dos serviços em seis meses, com a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a Ponte Júlio Müller.
No entanto, segundo ele, a estratégia precisou ser revista após a abertura da primeira frente de obras, quando os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão na imprensa. De acordo com Nascimento, caso todas as frentes fossem abertas ao mesmo tempo, conforme o planejamento inicial, haveria risco de colapso na mobilidade urbana de Cuiabá, o que exigiu a revisão do cronograma de execução.
“A execução da obra passou a ser conduzida de forma gradual, em alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), responsável pela gestão do trânsito na capital. As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário-adjunto da Sinfra.
Fonte: ALMT – MT


