POLITÍCA MT
Projeto aprovado na ALMT auxilia estudantes da rede pública na escolha profissional
POLITÍCA MT
A conclusão do ensino médio é sempre um momento de dúvidas para os jovens quanto ao futuro profissional e escolha de um curso técnico ou superior que o capacite para exercer o trabalho. Para os estudantes de escolas públicas esse é um desafio ainda maior, devido às dificuldades para dar continuidade aos estudos, principalmente no curso superior. Considerando a importância da escola como instituição educadora e formadora, tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso um projeto que visa instituir o programa “Oficina de profissões”.
De autoria do deputado Dr. Eugênio (PSB) o Projeto de lei n° 508/2021 tem a finalidade de oferecer orientações e esclarecimentos aos jovens estudantes sobre o campo de estudo e de trabalho a fim de que lhes possibilitem a melhor escolha de sua futura profissão. ;A matéria foi aprovada, em segunda votação, na sessão plenária do dia 15/3 e seguirá para sanção governamental.
“Diante de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e desafiador é de extrema importância preparar os estudantes de Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.
“Oferecer respostas a tantas perguntas e debater o assunto com os alunos que estão prestes a terminar o Ensino Médio pode ser decisivo para impactar positivamente no futuro dos nossos jovens. Somente obtendo conhecimento e entendimento sobre uma realidade ainda obscura na adolescência, esses jovens poderão adquirir a necessária segurança para fazer suas escolhas e, futuramente, disputar o seu espaço no mercado de trabalho e a sua independência financeira”, argumentou Dr. Eugênio na justificativa do PL.
Para a psicóloga Camila Ortiz trata-se de uma iniciativa importante. “A orientação profissional em escolas discute a relação entre homem, educação e trabalho, e tem por objetivo fazer uma reflexão sobre as possibilidades, a realidade e os limites que os jovens enfrentam, incluindo a entrada no mercado”, avalia.
A orientação vocacional para estudantes, segundo ela, visa ampliar a consciência dos indivíduos sobre os fatores determinantes dos contextos escolar, familiar e laboral em que estão inseridos, favorecendo a atitude de participação ativa frente aos diversos aspectos da escolha profissional. “O projeto ajuda os jovens a identificar suas habilidades, interesses, valores e personalidade, permitindo que eles tenham uma compreensão mais clara de si mesmos e de suas motivações”, afirma. “Com isso, os jovens sentem-se mais preparados para tomar uma decisão consciente sobre qual carreira seguir, levando em consideração seus interesses, habilidades, personalidade e perspectivas de mercado”, defende a psicóloga.
Além de debates e atividades pedagógicas, o projeto propõe palestras com instituições e profissionais de diferentes ramos do mercado de trabalho proporcionando informações que possibilitem identificar suas habilidades e aptidões quanto a sua escolha profissional.
Outro lado – Ao ser questionada se já desenvolve algum tipo de projeto voltado à orientação vocacional, a Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) respondeu que não há, na rede pública estadual, nenhum projeto nesse sentido.
Fonte: ALMT – MT
POLITÍCA MT
CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro
Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.
A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.
O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.
Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.
Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.
A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.
Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.
Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.
Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.
Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.
A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.
Fonte: ALMT – MT



