POLITÍCA MT
Projeto do deputado Thiago Silva que nomina Hospital Central como Pastor Sebastião Rodrigues de Souza é aprovado na CCJR
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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na terça-feira (25), o Projeto de Lei 717/2020, de autoria do deputado estadual Thiago Silva (MDB) e co-autoria do Deputado Estadual Sebastião Rezende (União) que denomina o Hospital Central de Mato Grosso como Pastor Sebastião Rodrigues de Souza.
“É uma justíssima homenagem que estamos fazendo ao nosso saudoso Pastor Sebastião Rodrigues de Souza, que deixou um imenso legado de fé, amor ao próximo, e serviços prestados na área social e na área da saúde com a atuação em todo Mato Grosso da Sociedade Beneficente Evangélica (SBE). O Pastor Sebastião é uma referência para nós da Assembleia de Deus e também para todos os mato-grossenses pelo seu trabalho evangelístico por todo o Estado. Agradeço o reconhecimento dos deputados da comissão e vamos trabalhar agora pela aprovação na Sessão Plenária”, afirmou o deputado Thiago.
O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão e contou com os votos dos deputados Eduardo Botelho (UB), Sebastião Rezende (UB), Diego Guimarães (REPUBLICANOS) e Fabio Tardin (PSB). O deputado também Sebastião solicitou ao deputado Thiago para ser co-autor do referido projeto.
O Pastor Sebastião Rodrigues de Souza, nasceu no dia 11 de agosto de 1931, na fazenda de seus avós maternos, próximo a cidade de Pirajuba (MG), onde foi batizou-se aos 17 e permaneceu até seus 27 anos. Souza chegou em Cuiabá em 12 de dezembro de 1974 para assumir a liderança da igreja Assembleias de Deus na capital mato-grossense. Em mais de 40 anos de trabalho evangelístico e social do Pastor, hoje Mato Grosso já soma mais de 2 mil Igrejas, com mais de 300 mil fiéis. O pastor também Sebastião criou a Sociedade Beneficente Evangélica para prestar atendimento social e médico para milhares de pessoas carentes de diversas regiões do Estado. O Pastor também construiu o Grande Templo, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, marco maior da Igreja Assembleia de Deus no Estado, comportando 22,5 mil pessoas sentadas, com estacionamento com mil vagas, além de ter uma Escola de Ensino Fundamental, Médio e Superior com capacidade para 1500 mil alunos, a Rádio Nazareno FM 107.9MHz e a Livraria Cantares de Salomão.
O deputado Thiago também apresentou na ALMT o Projeto de Resolução 7742/22 para criar a Comenda Pastor Sebastião Rodrigues de Souza, que tem o objetivo de prestar homenagem aos líderes religiosos de Mato Grosso.
Histórico do Hospital
A obra do Hospital Central foi lançada em 1984, porém a obra foi paralisada três anos depois, em 1987. A unidade de saúde, que é uma das principais obras realizadas pelo governador Mauro Mendes, tem capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3.000 consultas especializadas e 1.400 exames por mês. O projeto prevê 10 salas cirúrgicas, 60 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 230 leitos de enfermaria. Além disso, o Hospital de alta complexidade vai dispor um total de 290 leitos voltados para o atendimento de toda a população mato-grossense. Dentre as especialidades previstas para o Hospital Central estão cardiologia, neurologia, vascular, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, infectologia e cirurgia geral.
Fonte: ALMT – MT
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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis
Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.
A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.
Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.
Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.
“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.
Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.
Foto: Helder Faria
“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.
O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.
“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.
Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.
“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.
O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.
Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.
“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.
Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.
Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.
“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.
Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.
“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.
Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.
Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.
“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.
Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.
Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.
“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.
Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.
A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.
Fonte: ALMT – MT
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