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Secretarias estaduais encerram prestação de contas na ALMT

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Foto: Ronaldo Mazza

Quatro áreas prioritárias do governo do Estado de Mato Grosso apresentaram os resultados parciais das metas físicas estipuladas pela Lei 11.549/2021 para o exercício de 2022- a Lei Orçamentária Anual (LOA), na tarde desta sexta-feira (2). Representantes das secretarias estaduais de Trabalho e Assistência Social (Setacs), de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), de Agricultura Familiar (Saf) e de Saúde (SES) demonstraram o balanço das ações desempenhadas no primeiro semestre à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A Setacs abriu as prestações de contas com divulgação dos resultados dos trabalhos voltados para as famílias em situação de vulnerabilidade social. De acordo com a secretária Rosa Maria Carvalho, o programa de distribuição de renda Ser Família contemplou 100 mil famílias, atingindo a meta anual. Já o projeto Ser Criança, que acolhe crianças no contraturno das escolas para realização de atividades, atingiu 388 das três mil crianças previstas devido a problemas estruturais para receber esses estudantes. Ainda foram divulgados dados com relação à qualificação profissional. Das 10 mil pessoas estipuladas nas metas, a secretaria já realizou a capacitação de 8,4 mil jovens e adultos.

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A Secretaria de Estado de  Cultura, Esporte e Lazer apresentou os resultados das áreas culturais e esportivas de forma separada. Vale ressaltar que grande parte das ações são realizadas por meio de parcerias com organizações sem fins lucrativos. Com relação à infraestrutura para práticas esportivas, como quadras esportivas e academias, das 17 obras previstas, 13 foram realizadas.

Na área da cultura, 251 projetos de fomento e acesso à cultura foram realizados nos primeiros seis meses do ano. Nas metas, estavam previstos cinco projetos, mas o representante da Secel, Paulo Moura, explicou que há um erro com relação a especificação de como os projetos seriam realizados e por isso o número não reflete o trabalho real.

Na área da agricultura familiar, dos 1129 insumos para mecanização e modernização que estavam previstos, 753 já foram entregues. Com relação ao fomento das cadeias produtivas, foram realizadas 812 ações das 1343 previstas para o ano.

Saúde – De todas as apresentações realizadas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) é a que possui o maior número de ações previstas na LOA. Com relação à saúde mental e emocional, foram realizados 12 atendimentos a detentos e 17 pessoas foram atendidas por meio de moradias assistidas. O serviço nos centros de atenção psicossocial álcool e outras drogas (CAPS) e infantil realizou 6.360 atendimentos e 10.441 pessoas foram atendidas em procedimentos diários.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 14 mil atendimentos; o Centro de Atendimento em Saúde de Média e Alta complexidade realizou 30.124 atendimentos e o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceop) atendeu 3.432 mil pacientes. Com relação aos serviços de análises laboratoriais, foram 87.177 mil procedimentos. 

No setor de gestão hospitalar, o Estado contabilizou 23.869 mil internações e 369.164 mil procedimentos. A central de regulação estadual autorizou a internação em 2.889 mil leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e a realização de 106.671 procedimentos ambulatoriais e hospitalares. 

Com relação à qualificação de profissionais, a SES capacitou 43.501 mil e formou 766 pessoas.

Transparência – Todas as informações apresentadas na CFAEO ficam disponíveis aos cidadãos do site da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), que é responsável pela coordenação do trabalho de prestação de contas. Acesse aqui.

Fonte: ALMT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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