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Ulysses Moraes destina mais de R$ 1,2 milhões em emendas para Várzea Grande
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Foto: Fernanda Trindade
Várzea Grande recebeu mais de R$ 1,2 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado Ulysses Moraes (União). Em 2021, mais de R$ 99 mil foi pago para a educação do município, cerca de R$ 94 mil já foi liquidada para a saúde e o valor de mais de 50 mil foi empenhado para o esporte. Já o valor de R$ 1 milhão foi destinado neste início de 2022.
Na educação, a emenda foi destinada para a reforma da Escola Estadual Governador Júlio Strubing Müller, localizada no bairro Cristo Rei. “Essa emenda foi viabilizada a pedido do vereador suplente de Várzea Grande, Gesenilton Nelo, que nos trouxe essa demanda, mostrou a situação da escola e, de imediato, destinamos esse recurso em benefício da educação”, disse Moraes.
Já o valor de R$ 94.595,31 foi para saúde, para ajudar no funcionamento da Rede Cegonha. O objetivo deste projeto é a implantação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e infantis. A inauguração da maternidade ocorreu em 14 de maio de 2021 e desde então mais de 500 crianças nasceram na maternidade.
Em julho do ano passado, o parlamentar fiscalizou a Rede Cegonha em Várzea Grande para verificar a situação do local e lá, os profissionais da saúde disseram que a estrutura deveria passar por ampliação para atender mais mulheres. Uma das principais necessidades era a abertura de mais salas cirúrgicas. Dessa forma, o parlamentar destinou emendas para ajudar nessa ampliação.
Todo restante foi destinado ao Instituto INCA – Cidadania, Ação e Inclusão para ajudar no projeto de artes marciais do município. O Instituto dá mais oportunidade para crianças, jovens, idosos e Pessoas com Deficiência, em situação de vulnerabilidade social da região.
E o valor de R$ 1 milhão destinado neste início de 2022 foi todo para a saúde do município.
“Tudo isso, foi nos apresentado pelo vereador suplente de Várzea Grande, Gesenilton Nelo. Em julho do ano passado conhecemos como funciona a Rede Cegonha através dele. É muito importante vermos a situação do local e poder ajudar de alguma forma. Agora esperamos que esses recursos das minhas emendas parlamentares ajudem bastante o município”, finalizou o deputado.
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Audiência pública apresenta diagnóstico técnico e define encaminhamentos para Reserva Guariba-Roosevelt
Moradores do distrito de Guariba, em Colniza, lotaram o Centro de Eventos da Igreja Assembleia de Deus, nesta segunda-feira (29), para acompanhar a audiência pública que apresentou o Diagnóstico Técnico Integrado sobre a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt e os encaminhamentos que deverão orientar as próximas discussões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Entre as principais conclusões do relatório estão a existência de ocupações rurais consolidadas anteriores à ampliação da reserva, a presença histórica de comunidades tradicionais e a necessidade de adoção de um modelo híbrido de redimensionamento territorial, conciliando preservação ambiental e regularização fundiária. O estudo também servirá de base para a análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 11/2025, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
O diagnóstico foi apresentado pelo antropólogo Joany Arantes, responsável pelo estudo antropológico e psicossocial realizado na região. Segundo ele, o levantamento reuniu informações de campo, entrevistas e análises técnicas para compreender a realidade social, econômica e ambiental existente na área.
”O estudo identificou a presença de comunidades tradicionais ribeirinhas, mas também constatou a existência de ocupações consolidadas anteriores à ampliação dos atuais limites da reserva, além de sobreposições fundiárias que precisam ser enfrentadas com responsabilidade”, explicou Arantes.
De acordo com o antropólogo, a proposta não prevê a redução da proteção ambiental, mas busca alternativas para solucionar conflitos históricos. “Reduzir conflitos não significa reduzir proteção. O que propomos é a construção de soluções que garantam segurança jurídica às famílias, preservem o meio ambiente e assegurem os direitos das populações tradicionais”, afirmou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Com base nos levantamentos realizados, o estudo sugere o redimensionamento da área da unidade de conservação, com a exclusão de aproximadamente 48 mil hectares. “Caso essa proposta seja aprovada pela Assembleia Legislativa, após os debates necessários, a Resex passaria dos atuais cerca de 164 mil hectares para aproximadamente 111 mil hectares”, acrescentou Arantes.
Autor do requerimento da audiência pública e presidente da Comissão Especial que acompanha o tema, o deputado Cattani destacou que o relatório representa um importante instrumento técnico para subsidiar as decisões do Parlamento.
“O principal objetivo é corrigir uma injustiça histórica, garantindo segurança jurídica às famílias assentadas pelo próprio Estado antes da criação da reserva”, declarou.
Cattani ressaltou ainda que a proposta em discussão não prevê a extinção da unidade de conservação, mas a revisão de seus limites. “O PDL vai corrigir essa distorção e garantir segurança jurídica às famílias, sem abrir mão da preservação ambiental. Depois de todo o estudo realizado, a proposta ganha ainda mais força por estar fundamentada em dados técnicos”, argumentou.
O parlamentar informou que o relatório será apreciado pela Comissão Especial e subsidiará a tramitação do PDL nº 11/2025, que propõe sustar os efeitos do decreto estadual que ampliou a reserva em 2015 e discutir um novo desenho territorial para a unidade de conservação.
Além das questões fundiárias, o estudo apontou impactos sociais decorrentes da insegurança jurídica prolongada, como dificuldades para regularização das propriedades, indefinição dos limites territoriais e agravamento dos conflitos sociais na região.
Entre as recomendações apresentadas pela equipe técnica estão a proteção integral das comunidades ribeirinhas e das áreas ambientalmente sensíveis, a regularização das ocupações consolidadas conforme critérios legais, a elaboração e implementação do Plano de Manejo da unidade, o fortalecimento da fiscalização ambiental e a criação de mecanismos permanentes de proteção às populações tradicionais.
Também participaram da audiência o vice-prefeito de Colniza, Marco Antônio Faita, os vereadores Cláudia Kafer e Jonas de Oliveira Miranda, além de lideranças comunitárias, produtores rurais e representantes de diversos segmentos da sociedade.
A vereadora Cláudia Kafer destacou a importância do estudo para orientar as decisões futuras sobre a reserva. “Esse estudo é fundamental para nortear o que será feito daqui para frente e traz informações que deveriam ter sido levantadas antes da criação e ampliação da reserva, ouvindo todas as partes envolvidas”, afirmou.
Morador da região há 23 anos, Adolfo Gordino Dornelas manifestou preocupação com a falta de regularização fundiária. Segundo ele, a insegurança jurídica tem causado prejuízos e dificultado a vida de diversas famílias que vivem no distrito.
Entenda o caso
Criada em 1996 pelo Governo de Mato Grosso, a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt possuía originalmente cerca de 57 mil hectares. Em 2015, sua área foi ampliada para aproximadamente 164 mil hectares, passando a abranger áreas ocupadas por moradores e produtores rurais, o que intensificou os conflitos fundiários.
Fonte: ALMT – MT


