POLITÍCA NACIONAL
Audiência na Câmara discute diagnóstico precoce do câncer de pulmão no SUS
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados discutirá, na próxima terça-feira (19), o rastreamento e o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS). O debate atende a pedido dos deputados Júnior Mano (PSB-CE) e Geraldo Resende (PSDB-MS) e será realizado a partir das 17 horas, no plenário 7.
Novos casos
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa para o triênio 2023-2025 é de cerca de 32.560 novos casos de câncer de pulmão por ano no Brasil.
Júnior Mano afirma que esse tipo de câncer tem alta taxa de letalidade porque aproximadamente 70% dos pacientes recebem diagnóstico nos estágios mais avançados da doença.
Rastreamento precoce
“Diversas pesquisas científicas internacionais têm reforçado a importância de programas estruturados de rastreamento precoce para aumentar as taxas de sobrevivência e melhorar os desfechos clínicos dos pacientes diagnosticados”, afirma Júnior Mano.
O parlamentar acrescenta que a ausência de políticas específicas agrava as desigualdades sociais e regionais no acesso à saúde, com diagnóstico mais tardio e menor eficácia dos tratamentos para populações vulneráveis.
Segundo ele, a adoção de políticas de rastreamento poderia reduzir essas disparidades e gerar impacto econômico positivo, ao diminuir gastos com tratamentos complexos e prolongados.
Projeto na Câmara
Para Geraldo Resende, relator do Projeto de Lei 2550/24 na Comissão de Saúde, o debate será essencial para avaliar a viabilidade técnica e financeira da proposta, que cria uma política estruturada de rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no SUS.
A iniciativa prevê ações educativas, uso de tomografia computadorizada de baixa dose, busca ativa de pacientes de alto risco e integração com a atenção primária.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
CAS discute projeto de fiscalização de políticas sociais do governo federal
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) discute nesta terça (25) o projeto que estabelece agosto como o mês em que o Congresso Nacional deve dar atenção especial à análise e à fiscalização das políticas públicas do governo federal na área social.
Entre os convidados para o debate estão dois ministros de Estado. A reunião terá início às 10h.
O projeto (PL 4.035/2023) também cria uma campanha de conscientização, determinando que agosto será o Mês Nacional de Combate à Desigualdade Social e de Enfrentamento à Pobreza.
A proposta foi apresentada em 2023 pelo então deputado federal Guilherme Boulos, que se licenciou do cargo em 2025 para assumir a chefia da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele deve participar do encontro.
O debate, que acontecerá sob a forma de audiência pública interativa, foi solicitado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto.
No requerimento que apresentou para solicitar o debate (REQ 84/2026 – CAS), Paim ressalta que “o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. Essa realidade não se restringe aos indicadores econômicos: manifesta-se nas profundas diferenças de acesso à saúde, à educação, ao trabalho digno, à moradia, à segurança alimentar, ao saneamento básico e à própria expectativa de vida entre diferentes grupos sociais e territórios”.
Convidados
Entre os convidados que já confirmaram a participação na audiência estão:
- o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos;
- o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias;
- a diretora de Promoção dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luana Medeiros;
- a integrante da diretoria do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Adriana Marcolino;
- a coordenadora da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, Renata Boulos;
- o coordenador nacional do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Rud Rafael.
A reunião será realizada na sala 3 da ala Alexandre Costa.
Como participarO evento será interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania. As mensagens podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como atividade complementar em curso universitário, por exemplo. Pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e até sugerir novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



