POLITÍCA NACIONAL
Chico Rodrigues critica tarifaço de Trump e interferência no país
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Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (14), o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) lamentou a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, como carne, suco de laranja, petróleo, ferro e aço, a partir de 1º de agosto.
O senador disse que, apesar de Trump argumentar vantagem brasileira nas relações comerciais entre os dois países, os dados mostram que os EUA registraram superávit de US$ 1,7 bilhão na balança comercial com o Brasil apenas no primeiro semestre de 2025. Chico Rodrigues defendeu que o Itamaraty adote uma postura firme, mas pacífica com o governo norte-americano.
— Não há qualquer excesso de vantagem brasileira, ao contrário, somos parceiros comerciais que agem com transparência e equilíbrio. Assim, é fundamental que o governo brasileiro reforce o caminho do diálogo, da diplomacia e da moderação. Não é hora de alimentar tensões, mas de buscar entendimento. A diplomacia brasileira é reconhecida pelo seu histórico de diálogo e busca por soluções pacíficas nas relações internacionais. É preciso fortalecer essa característica neste momento — declarou.
Para o senador, as medidas impostas por Trump têm motivações políticas. Ele afirmou que, na carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está implícito que a retirada das tarifas sobre exportações brasileiras estaria condicionada à adoção de medidas favoráveis aos interesses dos Estados Unidos, entre elas, a condução do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
— Eu entendo que aqui está havendo uma interferência nas questões políticas internas do Brasil pelo governo americano. Estou falando como um parlamentar que defende a Constituição da República Federativa do Brasil, a não interferência de outros líderes internacionais em questões de política interna brasileira — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão de Educação aprova proposta que exige noções de Libras de gestores escolares
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comprovação de noções básicas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para gestores da educação básica. A exigência valerá para cargos de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.
A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), para o Projeto de Lei 480/26, do deputado licenciado Murilo Galdino (PB).
Conforme a nova redação, a equipe de gestão da escola deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função. O projeto inicial priorizava pessoas surdas nas contratações.
“Um gestor escolar ou um profissional de apoio deverá ter condições de se comunicar com grande número de pessoas – colegas e demais funcionários, alunos e pais – os quais, na imensa maioria, não sabem se comunicar em Libras”, justificou Franciane Bayer.
Ela ressaltou ainda que a medida amplia o acolhimento e os serviços educativos prestados aos alunos surdos, ao incluir a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
“Até que tenhamos na Libras uma segunda língua dos brasileiros, é mais factível dispor do apoio de profissional conhecedor que já trabalhe na escola ou que venha a ser contratado para integrar a equipe pedagógica”, afirmou a relatora.
De acordo com o substitutivo, a comprovação do conhecimento básico em Libras deverá ser feita antes da contratação ou designação para o cargo, respeitando-se também os demais critérios técnicos e pedagógicos.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados


