POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova aumento de pena para o aliciamento de crianças e adolescentes por meio da internet
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que eleva a pena imposta a quem praticar o crime de aliciamento de crianças e adolescentes por meio da internet (aplicativos ou mídias sociais). O texto segue agora para análise do Plenário.
A proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com a mudança, a pena de reclusão para esses crimes aumentará em 1/3, passando a ser de 1 ano e quatro meses a 4 anos e multa. Atualmente, a pena é de 1 a 3 anos de reclusão e multa.
A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação da versão (substitutivo) da antiga Comissão de Seguridade Social e Família para o Projeto de Lei 2857/19, da ex-deputada Shéridan (RR). O substitutivo ampliou o escopo do texto, incluindo, além dos crimes contra crianças, aqueles contra adolescentes.
Denúncias
“A proposta chega para análise em boa hora, considerando o relato do youtuber Felca sobre a ‘adultização’ de crianças”, disse Laura Carneiro. No último dia 6, um vídeo do youtuber analisou criticamente casos de sexualização infantil em mídias sociais.
Ao apresentar a proposta original, há mais de seis anos, a ex-deputada Shéridan já havia argumentado que, ao proporcionarem novas formas de interação entre as pessoas, os meios digitais também poderiam servir para a prática de crimes.
Debates agendados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou ontem a criação de um grupo para elaborar projetos de lei sobre a segurança de crianças e adolescentes na internet. Motta também agendou para quarta-feira (20) uma comissão geral sobre o tema.
Na mesma linha, o presidente da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), pediu aos parlamentares que identifiquem propostas de combate à “adultização” hoje já em tramitação no colegiado. Azi quer votá-las na terça-feira (19).
Reportagem – Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Comissão de Educação aprova proposta que exige noções de Libras de gestores escolares
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comprovação de noções básicas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para gestores da educação básica. A exigência valerá para cargos de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.
A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), para o Projeto de Lei 480/26, do deputado licenciado Murilo Galdino (PB).
Conforme a nova redação, a equipe de gestão da escola deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função. O projeto inicial priorizava pessoas surdas nas contratações.
“Um gestor escolar ou um profissional de apoio deverá ter condições de se comunicar com grande número de pessoas – colegas e demais funcionários, alunos e pais – os quais, na imensa maioria, não sabem se comunicar em Libras”, justificou Franciane Bayer.
Ela ressaltou ainda que a medida amplia o acolhimento e os serviços educativos prestados aos alunos surdos, ao incluir a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
“Até que tenhamos na Libras uma segunda língua dos brasileiros, é mais factível dispor do apoio de profissional conhecedor que já trabalhe na escola ou que venha a ser contratado para integrar a equipe pedagógica”, afirmou a relatora.
De acordo com o substitutivo, a comprovação do conhecimento básico em Libras deverá ser feita antes da contratação ou designação para o cargo, respeitando-se também os demais critérios técnicos e pedagógicos.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados


