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Comissão aprova programa para facilitar emissão de documentos de estudantes da rede pública

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, projeto que cria um programa nacional para facilitar o acesso de estudantes da rede pública a documentos básicos de identificação.

O objetivo do Programa Estudante Cidadão é levar o serviço de emissão do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) diretamente às instituições de ensino, atendendo crianças, adolescentes e jovens matriculados em escolas públicas do país.

Para viabilizar a emissão, a iniciativa prevê a coleta de dados biométricos (digitais ou faciais) dos alunos dentro do ambiente escolar.

Parcerias
De acordo com a proposta, a execução do programa será feita por meio de parcerias entre as secretarias municipais e estaduais de educação e os órgãos estaduais de segurança pública e cidadania.

Embora o foco seja a rede pública, o projeto permite que escolas privadas também participem mediante acordos com as secretarias de educação.

Mudanças no texto original
A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Carol Dartora (PT-PR), ao Projeto de Lei 4268/24, de autoria da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO).

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O substitutivo aprovado trouxe mudanças significativas em relação à proposta original:

  • nome do programa: no projeto inicial, a iniciativa se chamava Pequeno Cidadão. A relatora alterou para Estudante Cidadão;
  • foco do documento: a proposta original focava na emissão da carteira de identidade (RG). O novo texto prioriza o CPF, com a justificativa de que esse passou a ser o número único e principal de identificação do cidadão brasileiro; e
  • executores: o projeto inicial previa a execução pelas secretarias de Desenvolvimento Humano; e de Educação. O texto aprovado inclui obrigatoriamente os órgãos de segurança pública, devido à necessidade de coleta de biometria.

Acesso à cidadania
Carol Dartora defendeu a importância do projeto para reduzir desigualdades no acesso à cidadania.

“Famílias com maior nível de instrução já utilizam os meios disponíveis para emissão de documentos, inclusive por via digital”, observou. “Entretanto, essa realidade não se reproduz de forma uniforme entre estudantes e famílias em situação de maior vulnerabilidade.”

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova projeto que trata da atenção integral à pessoa com síndrome de Down no SUS

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A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a prestar atenção integral e atendimento multiprofissional a pessoas com síndrome de Down.

Pelo texto, a atenção integral envolverá medidas como o desenvolvimento de programas de diagnóstico precoce (na gestação ou início de vida), transparência sobre o tratamento, direito à integralidade da assistência e participação da família na definição das ações de saúde.

Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovado o substitutivo acatado anteriormente na Comissão de Saúde para o Projeto de Lei 438/23, do deputado Duarte Jr. (Avante-MA).

O substitutivo melhora a concisão e a técnica legislativa do projeto. “Em lugar de enumerar diretamente na lei especialidades profissionais obrigatórias e serviços específicos, o substitutivo organiza a política em torno de diretrizes principiológicas e programáticas”, esclareceu Laura Carneiro.

Ela acrescentou que, ao remeter a proposta para regulamentação posterior pelo Executivo, o substitutivo garante que os direitos previstos sejam prestados na forma dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas previstos em lei e dentro da capacidade de comprometimento orçamentário e financeiro.

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Próximos passos
Além da Comissão de Saúde, o projeto foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Agora, o texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e, depois, ser sancionada pela presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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