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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova proposta que exige comunicação a pescador antes de mudança na atividade

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o governo a avisar pescadores com antecedência antes de tomar decisões que afetem seus direitos, como reduzir ou cancelar benefícios ligados ao Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

Pela proposta, a comunicação deverá ser feita diretamente ao pescador, por meio eletrônico cadastrado no RGP, ou por intermédio de entidades de classe, que terão a responsabilidade de repassar o aviso. A partir da confirmação de que o pescador foi informado, o governo terá 120 dias para efetivar a medida.

Conforme o projeto, se a comunicação não for realizada, o ato administrativo será cancelado. Além disso, alguns tipos de decisão precisarão passar por consulta pública antes de serem aplicadas. Estas serão definidas pelo governo, em regulamento.

O RGP é um sistema do governo que inclui dados de pescadores e pescadoras profissionais em atividade no país. É por meio dele que eles garantem o acesso a vários tipos de políticas públicas voltadas para a categoria.

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Segurança jurídica
O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Raimundo Costa (Pode-BA), ao Projeto de Lei 1315/24, de autoria do deputado Keniston Braga (MDB-PA).

Costa explicou que o objetivo da medida é dar segurança jurídica e transparência aos pescadores, evitando que eles sejam surpreendidos por mudanças repentinas em regras da atividade.

“A exigência de realização de consulta pública antes da edição de atos com impacto significativo é medida democrática e inclusiva, que evita grandes e repentinos sobressaltos na atividade e garante voz aos pescadores”, disse o relator.

Próximos passos
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão de Educação aprova proposta que exige noções de Libras de gestores escolares

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comprovação de noções básicas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para gestores da educação básica. A exigência valerá para cargos de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), para o Projeto de Lei 480/26, do deputado licenciado Murilo Galdino (PB).

Conforme a nova redação, a equipe de gestão da escola deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função. O projeto inicial priorizava pessoas surdas nas contratações.

“Um gestor escolar ou um profissional de apoio deverá ter condições de se comunicar com grande número de pessoas – colegas e demais funcionários, alunos e pais – os quais, na imensa maioria, não sabem se comunicar em Libras”, justificou Franciane Bayer.

Ela ressaltou ainda que a medida amplia o acolhimento e os serviços educativos prestados aos alunos surdos, ao incluir a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

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“Até que tenhamos na Libras uma segunda língua dos brasileiros, é mais factível dispor do apoio de profissional conhecedor que já trabalhe na escola ou que venha a ser contratado para integrar a equipe pedagógica”, afirmou a relatora.

De acordo com o substitutivo, a comprovação do conhecimento básico em Libras deverá ser feita antes da contratação ou designação para o cargo, respeitando-se também os demais critérios técnicos e pedagógicos.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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