POLITÍCA NACIONAL
Comissão da Mulher aprova proposta de apoio ao trabalho das artesãs brasileiras
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera legislações que fazem menção apenas a artesãos, a fim de citar expressamente também as artesãs e valorizá-las.
A proposta prevê ainda a oferta pelo poder público de assistência técnica às mulheres artesãs e de estímulos à comercialização de seus produtos.
O texto aprovado foi a versão adotada anteriormente pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família ao Projeto de Lei 3549/20, do deputado José Guimarães (PT-CE).
Pandemia
Originalmente, a proposta, de 2020, criava um auxílio emergencial para socorrer especialmente as artesãs durante a pandemia de Covid-19, entre outras medidas.
Com o fim da pandemia ainda em 2023, a deputada Erika Kokay (PT-DF), que foi relatora da proposta nas duas comissões, aprimorou o projeto original, de forma a reconhecer a importância das mulheres no artesanato brasileiro.
“Nada mais justo para essas trabalhadoras que exercem a atividade artesanal com talento e competência artística”, observou Erika Kokay. “Quando o Estado passa a olhar para elas com maior atenção, percebe que suas atividades são cruciais para a preservação do patrimônio cultural imaterial do Brasil.”
Dificuldades financeiras
A relatora lembrou ainda que o setor enfrenta problemas de sustentabilidade econômica, o que justifica o apoio pretendido.
“Em audiência na Comissão de Cultura, profissionais da área relataram a falta de reconhecimento público, assim como as dificuldades para a geração de renda com a produção, na medida em que esta pode demorar vários meses para ser vendida. Como sobreviver enquanto a produção se encontra estocada?”, questionou Erika Kokay.
Diretrizes
O texto substitutivo altera a Lei 12.634/12, que institui o dia nacional do artesão (19 de março), e a Lei 13.180/15, que trata da profissão de artesão.
Além de incluir expressamente o termo “artesãs” nas normas, o substitutivo inclui, entre as diretrizes básicas do artesanato, a preservação e a perpetuação da identidade e da cultura nacionais.
O novo texto também obriga o Estado a dar atenção especial para as mulheres artesãs, na previsão de destinação de linha de crédito especial para o financiamento da atividade.
A relatora incluiu ainda entre as diretrizes: a meta de redução das desigualdades entre homens e mulheres e o fortalecimento de associações de mulheres artesãs.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, a medida precisa ser aprovada por deputados e senadores.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Seminário na Câmara discute desafios de famílias atípicas; participe
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados realiza, na terça-feira (30), um seminário para discutir os desafios enfrentados por famílias atípicas, principalmente as que têm integrantes no espectro autista.
O debate será realizado às 10 horas, no plenário 13, e será interativo.
O evento foi sugerido pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
O objetivo é discutir a realidade das famílias atípicas brasileiras que assumem, diariamente e por décadas, a responsabilidade pelo cuidado integral de pessoas que demandam apoio substancial ou permanente.
Desafios
Rollemberg afirma que muitos pais e mães deixam suas atividades profissionais, comprometem sua saúde e enfrentam, muitas vezes de forma solitária, os desafios relacionados à saúde, educação e inclusão comunitária de pessoas com algum tipo de deficiência.
“Uma das maiores angústias relatadas por famílias em todo o país é a pergunta: ‘Quem cuidará do meu filho quando eu não puder mais fazê-lo?’”, afirma o deputado.
“Essa preocupação revela uma lacuna histórica das políticas públicas brasileiras: a insuficiência de serviços de apoio continuado às famílias, de programas de acolhimento temporário, de centros de convivência especializados, de residências assistidas e de estratégias de cuidado de longo prazo”, resume.
Da Redação – ND
Fonte: Câmara dos Deputados


