POLITÍCA NACIONAL
Congresso recebe projeção em alerta contra o câncer de mama
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Na noite de quarta-feira (1º), o Congresso Nacional recebeu projeções em apoio à campanha Outubro Rosa. Durante algumas horas, as torres e cúpulas do Senado e da Câmara foram iluminadas com frases e imagens ressaltando a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressaltou a necessidade de prevenção da doença.
— Mais um mês de outubro começa e mais uma vez nós temos que estar atentos e vigilantes sobre a questão do câncer de mama. Devemos dar atenção não só no Outubro Rosa, mas em todos os meses. Sabemos que a evolução no tratamento do câncer tem sido imensa e quanto mais cedo a lesão é descoberta, maiores as chances de cura — disse.
Para a diretora da Secretaria de Relações Públicas do Senado, Juliana Borges, as projeções no prédio histórico do Parlamento são uma abordagem inovadora e capaz de promover ações de utilidade pública.
— Essas intervenções transformam a icônica arquitetura de Niemeyer em uma verdadeira tela, capturando a atenção do público e estimulando um maior engajamento cívico. Além disso, estabelecemos um novo canal de diálogo, reforçando o compromisso do Congresso com a transparência e a participação cidadã — afirmou.
Um vídeo projetado mostrou os direitos estabelecidos na Lei dos 60 Dias, que prevê o início do tratamento de um paciente com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo máximo de 60 dias, contados a partir do momento em que o paciente for diagnosticado, e na Lei 14.335, de 2022, que ampliou a prevenção, a detecção e o tratamento dos cânceres do colo uterino, de mama e colorretal em mulheres.
Campanha
Além de dar visibilidade ao Outubro Rosa, Senado e Câmara atuam para conscientizar e tratar de servidoras e colaboradoras terceirizadas das duas Casas. Em 2024, 180 mulheres foram examinadas e duas foram diagnosticadas com câncer de mama. Neste ano, já estão garantidas cerca de 200 mamografias.
— O Senado Federal trabalha por meio do processo legislativo, por meio de ações, projetando para a comunidade a importância desse tema; mas também trabalha internamente, fazendo a proteção, a educação e a conservação da vida e da vida com qualidade de suas servidoras e colaboradoras — disse Ilana.
O programação do Outubro Rosa de 2025 inclui palestras, campanha de corte de cabelo solidário, sessão solene no dia 15 de outubro e exposição fotográfica.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.
Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.
O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.
Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.
Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.
Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados


