CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

Damares relata casos de abuso e tráfico infantil durante missão da CDH no Marajó

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento nesta terça-feira (1º), destacou a missão oficial da Comissão de Direitos Humanos (CDH) ao arquipélago do Marajó, no Pará. A diligência, aprovada pela comissão, incluiu visitas às cidades de Breves e Anajás para investigar denúncias de abuso sexual e tráfico humano envolvendo crianças e adolescentes. Também participaram deputados federais e um deputado estadual. O grupo reuniu-se com representantes das redes de proteção à infância e às mulheres, além de autoridades locais e familiares de vítimas.

Durante a visita, Damares relatou que a comissão ouviu a mãe de Amanda, menina de 11 anos sequestrada, torturada e assassinada em Anajás. O corpo foi encontrado a menos de 150 metros da casa da família. Dois suspeitos foram condenados. Mas a senadora questionou se há mais envolvidos no crime e defendeu o acompanhamento do caso por parte do Senado.

O grupo também acompanhou a situação de Elisa, desaparecida aos dois anos de idade. A investigação foi reaberta por determinação do Ministério Público, após passar por três delegados. A mãe relatou ter sido ameaçada e agredida por supostos traficantes, que teriam apresentado uma foto da filha viva e exigido a entrega de outra criança como condição para devolvê-la. A imagem foi divulgada em um grupo de moradores e será submetida a perícia.

Leia Também:  Câmara reúne-se nesta sexta-feira para votar requerimentos

— Por que essa menininha está desaparecida? Desapareceu com dois anos de idade. Ela já está chegando aos quatro anos de vida e não se conclui a investigação. Por incrível que pareça, o primeiro delegado encerrou o caso. Já está no terceiro delegado — afirmou Damares.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

Publicados

em

A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

Leia Também:  Cancelada reunião da CPI do Crime Organizado com governador do DF

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

Leia Também:  Wellington Fagundes ressalta papel da imprensa no Dia do Jornalista

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA