POLITÍCA NACIONAL
Emissoras de rádio e TV devem exibir campanhas contra drogas, aprova CSP
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (7) uma proposta do senador Eduardo Girão (Novo-CE) que obriga emissoras de rádio e televisão a exibirem campanhas educativas de prevenção e combate ao uso de drogas durante a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, celebrada em junho. O texto recebeu parecer favorável do senador Magno Malta (PL-ES) e segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O PL 4.305/2021 determina que as campanhas devem ser ir ao ar nos intervalos da programação, com limite de até 10 inserções diárias de, no mínimo, 15 segundos. A obrigação é incluída na lei que instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad — Lei 11.343, de 2006).
As mensagens obrigatórias devem abordar os riscos e consequências das drogas lícitas e ilícitas e do uso indevido de medicamentos, em especial a relação entre o abuso dessas substâncias e a violência, prostituição e acidentes. Também devem tratar da recuperação do vício e do papel da família e da sociedade, diz o texto. Como alternativa às mensagens, o projeto permite que as emissoras exibam três matérias jornalísticas diárias, com cinco minutos cada, abordando os mesmos temas.
O relatório de Magno Malta foi lido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). Ele reforçou o papel social das emissoras e destacou que a medida amplia o alcance da prevenção, especialmente entre adolescentes e jovens, contribuindo “para um enfrentamento mais humano do problema das drogas, ao tratar também da reintegração social e do papel das famílias”.
No entendimento de Magno Malta, a proposta fortalece a Política Nacional sobre Drogas e valoriza o uso da comunicação de massa como instrumento de transformação social.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Governo veta integralmente projeto de incentivo ao primeiro emprego
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, vetou integralmente o projeto de lei que flexibiliza regras para a entrada no mercado de trabalho de jovens com idades entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. O Programa Contrato de Primeiro Emprego, objeto do PL 5.228/2019, previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à Previdência como incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência.
O governo argumenta que o projeto, aprovado em maio pelo Congresso Nacional, contraria a Constituição e o interesse público. A mensagem presidencial de veto 542, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18), sustenta que o texto fere a Constituição ao instituir modalidade diferenciada de contrato trabalhista com diminuição de garantias laborais, o que constitui “afronta aos princípios da isonomia, da igualdade material e da vedação ao retrocesso social”. Além disso, a redução da alíquota do FGTS imporia aos trabalhadores “padrão protetivo inferior ao dos demais celetistas” e comprometeria o equilíbrio financeiro da Previdência Social.
O Congresso decidirá, em sessão conjunta, se mantém ou derruba o veto.
O autor da proposta é o senador Irajá (PSD-TO). Depois de aprovado pelos senadores e alterado na Câmara dos Deputados, o texto definitivo teve a aprovação do Plenário do Senado em 27 de maio, com relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Na ocasião, Irajá declarou que a aprovação de seu projeto representaria “uma conquista para 10 milhões de jovens brasileiros”. Segundo ele, a proposta criaria “um novo ambiente de estímulo para a contratação de jovens sem experiência profissional”.
O projeto também tem sido chamado de Lei Bruno Covas, em homenagem ao ex-prefeito de São Paulo que morreu em 2021.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado

