POLITÍCA NACIONAL
Espiridião Amin denuncia tentativa de abafar escândalos encerrando CPIs
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O senador Esperidião Amin (PP-SC), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), manifestou preocupação com o encerramento de comissões parlamentares de inquérito. O senador citou o fim dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, encerrada no final de março, e da CPI do Crime Organizado, cujo prazo final é a próxima terça-feira (14).
— Isso vem somando um conjunto de recursos muito engenhoso para limitar os efeitos do caso do Banco Master e do vergonhoso episódio do roubo do INSS. Está sendo formada uma teia para proteger e para abafar, para limitar as consequências e, quem sabe, as informações que se possam recolher tanto de uma quanto de outra das CPIs — disse.
O parlamentar voltou a defender projeto de lei de sua autoria (PL 893/2025), que permite aos investigados ou parlamentares invocarem a exceção da verdade em casos envolvendo crimes contra a honra ou imputação de conduta ilícita.
O senador informou que solicitou que se dê andamento, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a uma proposta de emenda à Constituição (PEC 5/2026) que torna obrigatória a presença de investigados em comissões parlamentares de inquérito.
— Essa dispensa sistemática que está sendo feita praticamente não só limita, “eunuquiza”, como torna as nossas CPIs verdadeiros eunucos em matéria de produção de provas — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Lei torna obrigatória certificação de boas práticas para registro de medicamentos
O Brasil tornou obrigatória, para o registro de medicamentos e insumos farmacêuticos nacionais e importados, a certificação em Boas Práticas de Fabricação (BPF). A medida está prevista na Lei 15.440, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (26). A norma altera a Lei 6.360, de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária de medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos e outros produtos.
A nova lei também elimina a exigência de que medicamentos fabricados no exterior tenham registro prévio no país de origem para obter registro no Brasil. Com isso, todos os medicamentos e insumos farmacêuticos passam a estar sujeitos ao mesmo critério de registro: a comprovação da certificação em Boas Práticas de Fabricação, conforme as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O texto, sancionado sem vetos, teve origem no Projeto de Lei do Senado (PLS) 8/2018, da ex-senadora Ana Amélia, e relatado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Após a aprovação no Senado, o projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, onde foi aprovado em maio.
Segundo Mara Gabrilli, as Boas Práticas de Fabricação abrangem todas as etapas da produção de medicamentos, incluindo instalações, equipamentos, materiais, sistemas de controle, qualificação de pessoal, higiene, documentação e controle de qualidade. Essas medidas buscam prevenir problemas como contaminações e trocas de embalagens, que podem comprometer a eficácia e a segurança dos produtos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado


