CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

Grupo de trabalho define calendário para entregar sugestões de reforma administrativa até 14 de julho

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

O coordenador do grupo de trabalho da Câmara dos Deputados sobre a reforma administrativa, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), anunciou nesta terça-feira (10) que todas as conclusões do colegiado deverão ser apresentadas até 14 de julho.

Segundo o parlamentar, o colegiado deverá produzir propostas para mudanças na administração pública, visando a qualidade dos serviços oferecidos à população, sem buscar, necessariamente, algum eventual impacto nas contas públicas.

“A premissa principal é produzir um arcabouço legal para dar maior capacidade ao Estado, independente do tamanho que tenha, para que esse Estado possa entregar mais ao cidadão”, explicou o coordenador do grupo de trabalho.

“O grupo de trabalho não vai trabalhar para reduzir direitos de servidores, tocar no tema da estabilidade”, ressaltou Pedro Paulo. “O servidor não é o vilão da história, é o agente da transformação que precisamos fazer no Estado”, avaliou.

Primeiro debate
O grupo de trabalho realizou a primeira audiência pública nesta manhã. Durante o debate, representantes de organizações civis sugeriram ideias para avanços na administração pública. Em comum, houve cobrança pelo fim dos supersalários.

“Os supersalários, essa é uma questão moral”, argumentou a diretora executiva do Movimento Brasil Competitivo, Tatiana Ribeiro. “Esse tema já passou pela Câmara, pelo Senado, existe maturidade institucional para avançar”, disse ela.

Leia Também:  Modificada, regulamentação da reforma tributária volta à Câmara

Embora sejam apenas 0,03% de todas as remunerações na administração pública, os supersalários têm um impacto significativo, destacou na audiência a presidente do conselho do Movimento Pessoas à Frente, Vera Monteiro. “Em 2023, os estudos revelam um número chocante: R$ 11 bilhões pagos acima do teto constitucional”, informou. “Se queremos resultados, é preciso enfrentar problemas reais, que exigem soluções legislativas”, disse ela.

Conforme a Constituição, o teto remuneratório dos servidores públicos é equivalente ao subsídio pago mensalmente aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no valor bruto de R$ 46.366,19 desde 1º de fevereiro de 2025.

Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Reforma Administrativa: Uma visão geral. Dep. Pedro Paulo (PSD - RJ)
Pedro Paulo, coordenador do grupo de trabalho sobre a reforma administrativa

A Emenda Constitucional 135, promulgada pelo Congresso Nacional, pretende coibir os supersalários no serviço público, mas falta a regulamentação. A medida é uma das prioridades do Ministério da Fazenda para ajuste nas contas públicas.

Ainda durante o debate, a presidente do conselho do Instituto República, Renata Vilhena, citou a necessidade de ajustes nas carreiras do serviço público, desde os concursos até os critérios de remuneração e para avaliação de desempenho.

Leia Também:  Proposta sobre segurança pública deve preservar papel das polícias estaduais; assista

Expectativas
Criado em 28 de maio pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o grupo de trabalho terá até 45 dias para concluir a discussão e apresentar um relatório. As sugestões poderão ser votadas pelo Plenário antes do próximo recesso parlamentar, em julho.

Segundo Hugo Motta, a ideia não é retirar direitos dos servidores públicos, mas incentivar a meritocracia e liberar recursos para outras ações estratégicas. Ele defendeu o uso de tecnologias para melhorar a prestação de serviços públicos.

O deputado Pedro Paulo disse ainda que, além das sugestões dos 14 integrantes, o grupo de trabalho está recebendo contribuições da sociedade. Esse material deverá ficar disponível na internet, na página oficial do colegiado, para consultas.

Participaram da audiência pública os deputados André Figueiredo (PDT-CE), Julio Lopes (PP-RJ), Neto Carletto (Avante-BA), Pedro Campos (PSB-PE), Pedro Uczai (PT-SC) e Zé Trovão (PL-SC).

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

Publicados

em

Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

Leia Também:  Comissão debate abusos terapêuticos no tratamento de crianças com autismo

O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Leia Também:  Comissão aprova diretrizes para estimular contratação de pessoas com deficiência

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA