POLITÍCA NACIONAL
Moro relata destruição em Rio Bonito do Iguaçu após tornado
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Em pronunciamento nesta segunda-feira (17), o senador Sergio Moro (União-PR) relatou a visita que fez a Rio Bonito do Iguaçu (PR) após o tornado que atingiu o município na semana passada. Ele disse ter encontrado um cenário de destruição e que o local “parecia uma cidade bombardeada”. O episódio deixou ao menos seis mortos.
— Talvez o que mais tenha me chamado a atenção foi o sentimento da população de que, embora tivessem sido vítimas de uma tragédia que não esperavam, poderia ter sido pior. E, de fato, se o tornado tivesse atingido a cidade poucas horas antes, teria pego as escolas públicas em atividade, e essas escolas públicas foram todas arrasadas no centro da cidade; foi um cenário de destruição completa dessas edificações. Ficamos imaginando o que poderia ter acontecido se esses prédios estivessem naquele momento com crianças. A mortandade seria muito maior.
O senador destacou a mobilização de moradores e voluntários que atuam na reorganização da cidade. Segundo ele, equipes de diferentes órgãos públicos trabalham para restabelecer serviços e garantir apoio à população. Moro informou que destinou R$ 6 milhões em emendas para ações de saúde e recuperação da infraestrutura local. Ele também ressaltou que a bancada federal do Paraná decidiu direcionar R$ 66 milhões ao município. E, apesar de reconhecer que esses recursos não resolvem todos os danos, observou que eles representam um apoio inicial ao processo de reconstrução.
— O principal sentimento é de esperança, é de renovação e de reconstrução. E tenho certeza de que, com base no que eu vi, com a resiliência da população de Rio Bonito do Iguaçu, com a dedicação dos agentes públicos na reconstrução e dos voluntários do Paraná e do Brasil que estão ali atuando para ajudar na reconstrução da cidade, que Rio Bonito vai se reerguer e vai se reerguer de maneira forte, para provar, mais uma vez, que uma cidade não é feita de tijolos, mas é feita de pessoas, e essas pessoas se mantêm ativas e com a esperança de um futuro melhor — declarou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão de Educação aprova projeto que prorroga bolsas de pesquisa para pais estudantes
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante a pesquisadores e estudantes do ensino superior o direito de prorrogar o prazo de suas bolsas de estudo em caso de nascimento de filho. A proposta inclui explicitamente a paternidade biológica entre as situações que permitem o afastamento temporário mantendo o auxílio financeiro.
Pelo texto, bolsas de estudo com duração mínima de 12 meses poderão ter seus prazos estendidos por até 180 dias se houver comprovação de afastamento por nascimento, adoção ou obtenção de guarda judicial.
O projeto altera a Lei 13.536/17, que já permite a prorrogação dos prazos de vigência das bolsas de estudo, mencionando a maternidade, o parto e a adoção, mas não o nascimento de filho. A proposta revoga ainda trechos dessa lei que impedem que dois bolsistas usufruam do benefício simultaneamente pelo mesmo evento de adoção ou guarda.
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Professor Alcides (PSDB-GO), para o Projeto de Lei 4311/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Professor Alcides afirmou que a proposta incentiva a “participação dos pais no cuidado dos filhos desde o nascimento ou adoção”. “Caso ambos os pais sejam bolsistas, o direito assegurado aos dois favorece a conclusão de estudos e pesquisas da mãe, que ficaria menos sobrecarregada nos cuidados com o filho”, destacou ainda.
Mudança no prazo
O projeto inicial de Tabata propunha um afastamento padrão de 60 dias para os pais, que só seria ampliado para 180 dias em situações específicas, como falecimento da mãe ou adoção monoparental pelo pai. O novo texto passou a prever prazo de até 180 dias para todos os casos, alinhando a norma com legislações recentes sobre o tema.
Outra mudança foi a retirada de dispositivos que tratavam da prorrogação de prazos para a conclusão de cursos e atividades acadêmicas. Professor Alcides explicou que essa necessidade já é suprida pela legislação vigente, que garante um prazo mínimo de 180 dias para estudantes de ambos os sexos concluírem seus cursos em virtude de nascimento ou adoção.
Por isso, o novo texto altera especificamente as regras de vigência das bolsas de estudo concedidas por agências de fomento.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda passará pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados


