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Mourão cobra plano emergencial para agricultores afetados por enchentes no RS

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O endividamento rural no Rio Grande do Sul, agravado por eventos climáticos extremos nos últimos anos, foi tema do pronunciamento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) nesta quarta-feira (18). 

Em discurso no Plenário, ele defendeu que o governo federal atue com urgência para evitar o colapso do agronegócio gaúcho, com a adoção de medidas como a suspensão de pagamentos de curto prazo e a securitização das dívidas dos produtores. 

— O que os produtores gaúchos têm passado é a cruel alternância de estiagens violentas e eventos de inundação, que foram pouco a pouco esgotando suas capacidades de autofinanciamento e de pagamento de dívidas — alertou. 

Segundo Mourão, a devastação provocada pelas enchentes de 2024 afetou uma das bases econômicas do estado e exige um programa de reconstrução amplo e específico. 

— Nosso estado necessita de um verdadeiro Plano Marshall. Nossos produtores perderam maquinário, rebanhos, lavouras. A missão agora é reconstruir estruturas fundamentais para o agronegócio: lavouras, silos, estruturas de irrigação e galpões — argumentou. 

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O senador destacou que a situação financeira do setor inviabiliza essa recuperação sem apoio institucional. De acordo com ele, os produtores estão “quebrados” e dependem de medidas federais para retomar a capacidade produtiva. 

— O único ente que pode efetivamente socorrê-los é o governo federal — afirmou. 

Em tom crítico, Mourão apelou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que priorize as demandas do estado. 

— Peço que deixe de se preocupar com os acontecimentos de fora do Brasil e olhe com bons olhos o pleito gaúcho. Não se trata de calote. Queremos apenas capacidade de seguir produzindo, o que é vital para o abastecimento interno e para as exportações — ponderou. 

Por fim, ele ainda sugeriu que o Congresso promova uma articulação apartidária para garantir respostas concretas à crise enfrentada pelos produtores. 

— Preservar o agronegócio gaúcho será também preservar empregos e a saúde dessa gente valente que tira o sustento da terra — concluiu. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Programa Jovem Senador anuncia tema para 2027, quando completa 15 anos

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Ao final da 14ª edição do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora, na semana passada, o chefe do serviço responsável pela iniciativa do Senado, George Cardim, anunciou o tema do concurso de redação para 2027: “O Brasil delas: como ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder”. Se depender dos resultados do programa deste ano, o futuro dessa participação está garantido: dos 27 estudantes selecionados, 23 eram meninas.

— O tema do concurso de 2027 quer estimular essa reflexão entre os jovens, promover o debate sobre os obstáculos ainda existentes e incentivar propostas que ampliem a participação feminina nos processos de tomada de decisão — explicou Cardim.

O Jovem Senador seleciona anualmente, por meio de um concurso de redação, 27 alunos do ensino médio da rede pública, um de cada unidade da federação, para uma série de atividades em Brasília, com despesas pagas para eles e seus professores orientadores.

Na 14ª Semana de Vivência Legislativa — como é conhecido o período presencial do programa —, as jovens senadoras e os jovens senadores aprovaram três projetos, voltados ao acolhimento de estudantes imigrantes e refugiados; à ampliação de oportunidades para jovens; e à prevenção da violência contra meninas e mulheres.

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Os textos aprovados serão transformados em sugestões legislativas e encaminhados à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Se forem aprovados pela comissão, passarão a tramitar como projetos de lei na Casa.

Programação

A semana dos jovens senadores e senadoras começou na segunda-feira (17), com a subida da rampa do Congresso Nacional e a posse. Pela primeira vez o programa contou com uma Mesa Diretora 100% feminina, com Iolanda Ribeiro, do Pará, na Presidência e Maria Grasielle de Souza Félix, da Paraíba, na Vice-Presidência.

— Recomendo a todos os jovens que participem do concurso e abracem essa oportunidade. É uma experiência enriquecedora. Não quero ir embora — declarou Iolanda.

Ao longo da semana, os jovens debateram nas comissões temáticas, visitaram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Itamaraty, o estádio Mané Garrincha e a Torre de TV, além dos gabinetes dos senadores. Também participaram de uma audiência pública na Comissão de Educação (CE) do Senado sobre democracia nas redes sociais e caminhos para o combate à desinformação na internet.

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As atividades terminaram na sexta-feira (21) com a sessão de votação dos projetos elaborados pelos estudantes.

Paralelamente, os professores orientadores — um por aluno — assistiram a palestras sobre consultoria legislativa, proteção de dados, diversidade e inclusão, combate à desinformação com o Senado Verifica, redes sociais do Senado e democracia nas mídias sociais. Também participaram da audiência pública na Comissão de Educação.

Ex-Jovem Senador

A experiência no programa gera frutos a longo prazo. Ex-Jovem Senador da edição de 2023, Carlos André Terto da Silva atua hoje como estagiário de direito no Gabinete Administrativo do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB). A partir da experiência no programa do Senado, Carlos decidiu se mudar para Brasília e cursar direito.

— O Programa Jovem Senador teve um impacto muito importante na minha trajetória. Foi o ponto de partida que mudou meus planos e me mostrou, ainda muito jovem, que eu também poderia contribuir para a vida pública — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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