CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

POLITÍCA NACIONAL

Paim celebra aprovação de projeto que amplia e prorroga cotas no serviço público

Publicados

POLITÍCA NACIONAL

Durante pronunciamento nesta quarta-feira (30), o senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a aprovação do projeto de lei que prorroga por dez anos e amplia de 20% para 30% a reserva de vagas em concursos públicos federais para pretos, indígenas e quilombolas. De autoria de Paim, a proposição (PL 1.958/2021) foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quarta e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de ser votada em Plenário.

— O sistema de cotas no serviço público é fundamental para as políticas afirmativas, que consistem em medidas para combater a discriminação, a exclusão, o preconceito e promover a igualdade de oportunidades para grupos marginalizados e desfavorecidos. As cotas no serviço público foram instituídas, pela primeira vez, em 2014, no governo Lula/Dilma, e trouxeram condições mais equitativas para que todos os membros da sociedade tenham acesso, como eu dizia, igualitário, a oportunidades e recursos, promovendo assim a inclusão social — disse. 

O senador defendeu a manutenção das ações afirmativas no país. Ele destacou que as cotas ajudam a corrigir desigualdades históricas e ampliam o acesso de grupos marginalizados ao serviço público. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Sistema de Administração de Pessoal (Siape), o percentual de pretos na administração direta subiu de 32% para 37,6% entre 2020 e 2024. Nas autarquias, o índice passou de 25,8% para 33,5% no mesmo período. Paim afirmou que esses números refletem os efeitos das cotas e justificam a sua manutenção.

Leia Também:  Projeto que regulamenta e tributa serviços de streaming retorna ao Senado

— A renovação da Lei de Cotas por mais dez anos no serviço público é essencial para a nossa democracia, para a justiça social, para a nossa história e, repito, para a nossa brasilidade. Trata-se de um processo longo. Mas estamos no caminho certo. Não podemos desistir, porque essa luta, se não a fizermos, ninguém vai fazer por nós — ressaltou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova proposta para regularização de terras ocupadas antes da criação de áreas protegidas

Publicados

em

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2548/25, que garante o direito de propriedade para moradores que já ocupavam locais antes de serem transformados em áreas de proteção ambiental (APAs). A proposta assegura a posse da terra para quem ocupava esses locais de boa-fé antes da mudança no regime jurídico da área.

De autoria da deputada Julia Zanatta (PL-SC), o texto altera a Lei 13.465/17, que trata de regularização fundiária. Para ter o direito garantido, as atividades desenvolvidas pelos moradores deverão ser compatíveis com as regras de conservação da unidade. O projeto deixa claro que a medida não se aplicará a unidades de proteção integral, onde a moradia humana é restrita.

O relator, deputado Pezenti (MDB-SC), recomendou a aprovação da medida. “A proposição atende à necessidade de preservação ambiental e ao direito constitucional à propriedade e à moradia, promovendo justiça social e segurança jurídica para milhares de famílias brasileiras”, disse.

Critérios
A regularização dependerá de alguns requisitos:

  • comprovação de ocupação legítima e contínua antes da criação da APA;
  • exercício de posse direta e sem oposição, com destinação residencial, comercial ou produtiva compatível com a legislação ambiental; e
  • inexistência de sentença judicial definitiva determinando a desocupação da área.
Leia Também:  Galípolo diz que BC agiu rápido no caso Master e cobra reforço estrutural

APA da Baleia Franca
O projeto também determina a revisão do plano de manejo da APA da Baleia Franca, em Santa Catarina, criada para proteger a baleia-franca-austral.

Com a revisão, Julia Zanatta pretende estabelecer medidas de compensação ambiental para garantir a sustentabilidade da APA e ainda promover a integração das comunidades locais em sua gestão. O texto também prevê o redesenho do polígono da área.

Próximos passos
Antes da Comissão de Agricultura, o projeto foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano. Agora seguirá para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA