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Paulo Paim alerta para crise de saúde mental entre jovens brasileiros

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O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (7), alertou para o aumento dos problemas de saúde mental entre jovens no Brasil, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O parlamentar afirmou que os dados revelam um cenário preocupante entre adolescentes e defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas ao atendimento psicológico e ao suporte nas escolas.

Os dados divulgados pelo IBGE não são apenas números. São um retrato doloroso de uma geração que está pedindo socorro, ajuda, muitas vezes em silêncio. Três em cada dez estudantes, de 13 a 17 anos, afirmam que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes. Uma proporção semelhante revelou que já teve vontade de se machucar de propósito. Isso é um grito — afirmou.

Paim propôs medidas como ampliar o atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes no Sistema Único de Saúde (SUS); fortalecer os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a atenção psicossocial nas comunidades; e garantir a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas e particulares.

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Não basta só lamentar. O Brasil precisa cuidar melhor da sua juventude. Não podemos naturalizar o sofrimento, não podemos ignorar esse grito que a pesquisa mostra. Não podemos falhar com quem representa o nosso futuro — disse.

Donald Trump

O senador também manifestou preocupação com os atuais conflitos internacionais e defendeu a preservação da vida e o fortalecimento de políticas humanitárias. Segundo ele, ameaças de violência em larga escala devem ser tratadas com seriedade pela comunidade internacional.

— Não tem como se calar quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que vai destruir uma civilização inteira esta noite! Se isso acontecer, estamos falando de milhões de pessoas que poderão ser mortas. Isso é uma ameaça concreta de barbárie, de genocídio. Nada justifica. É inaceitável — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Em debate na Câmara, especialistas apontam desafios ambientais e econômicos da transição energética

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Em seminário promovido por três comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), especialistas apresentaram sugestões ambientais e econômicas para a gradual substituição dos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural, diretamente ligados ao aquecimento do planeta. De forma geral, defenderam uma transição energética com metas anuais, prazos vinculantes e fundos para garantir justiça climática.

No aspecto político, a coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo, Carolina Marçal, destacou que o Brasil precisa superar contradições na condução do tema.

“Ao mesmo tempo em que o Brasil tem se colocado como um líder climático global e tem de fato exercido um papel importante nesse sentido, a gente vê uma expansão da indústria fóssil e de frentes de exploração inclusive em lugares emblemáticos, como na Margem Equatorial e em outras regiões”, salientou.

Analista do WWF Brasil, Ricardo Fuji mostrou impactos da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, com elevado custo social e risco de emissão de 446 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Segundo ele, o quadro seria bem diferente se o investimento fosse direcionado à produção de eletricidade limpa e biocombustíveis.

“Com aquele mesmo investimento de R$ 32 milhões na Foz do Amazonas, daria para instalar um parque e linhas de transmissão para gerar eletricidade renovável”, exemplificou.

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Derivados do petróleo
Os especialistas também discutiram o cenário geopolítico que impacta no preço internacional dos derivados de petróleo. Só nos primeiros 50 dias da atual guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a indústria petrolífera lucrou 150 bilhões de dólares, segundo a 350.org Brasil, organização global pelo fim dos combustíveis fósseis.

Outro dado revela que 2/3 da população mundial vivem em países que importam petróleo e, obviamente, tiveram aumento no custo de vida durante essa guerra.

O diretor da organização 350.org no Brasil, João Cerqueira, lembrou que o setor é altamente subsidiado no mundo inteiro. Ele pediu aos parlamentares a aprovação do Projeto de Lei 219/25, que proíbe novos subsídios ao carvão, além da rejeição de outra proposta (PL 1371/25) que mantém esses subsídios até 2050 no Brasil.

Um dos organizadores do debate, o deputado Fernando Mineiro (PT-RN) defendeu a atual estratégia do governo federal no enfrentamento da crise. “Quero ressaltar o papel do governo brasileiro diante dessa crise em curso. Foi a ação política, e não a ação de mercado, que posicionou o Brasil em um lugar melhor do que o de outras nações. Ou seja: não é o livre mercado que vai dar o tom de como nós vamos alcançar e fazer essa travessia para uma transição justa sobre a questão energética.”

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Custo de vida e dependência dos Combustíveis Fósseis: Caminhos para reduzir a vulnerabilidade econômica. Especialista em Transição Energética e Minerais Críticos do Instituto E+, Bruna Targino.
Bruna Targino defendeu estratégia industrial de longo prazo

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Conta de luz
Também houve debates em torno dos impactos da política energética na conta de luz. Representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Leandro Moreira citou esforços para redução do peso dos subsídios custeados pela tarifa energética. Um deles é o projeto da Lei de Responsabilidade Tarifária (PLP 100/26), em análise na Câmara.

Bruna Targino, do Instituto E+ Transição Energética, sugeriu foco do país em planejamento, financiamento e estratégia industrial de longo prazo, sobretudo diante das novas opções de exploração mineral e energética.

“Nós não podemos sair da dependência fóssil para uma nova dependência tecnológica e material. Por isso, agendas como a de minerais críticos estratégicos precisam ser tratadas como agendas industriais, com agregação de valor e considerando rastreabilidade, circularidade e salvaguardando padrões socioambientais robustos”, defendeu Bruna Targino.

O seminário na Câmara foi promovido pelas Comissões de Meio Ambiente, da Amazônia e de Defesa do Consumidor.

Reportagem –  José Carlos Oliveira
Edição –  Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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