POLITÍCA NACIONAL
Plínio Valério critica entraves à BR-319 e cobra respeito ao Amazonas
POLITÍCA NACIONAL
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (20), os entraves ambientais que impedem a pavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). O parlamentar afirmou que a falta de infraestrutura viária isola o Amazonas e compromete o desenvolvimento da região. Segundo ele, o estado sofre com o desinteresse do poder público e com as interferências de organizações não governamentais.
— Talvez você, brasileira, talvez você, brasileiro, esteja cansado de me ouvir falar da BR-319. Mas eu vou continuar falando, porque ela é imprescindível para nós. O Amazonas tem 97% da sua floresta preservada e 60% da população vivendo abaixo da linha da pobreza. Isso é inadmissível — declarou o senador.
Plínio contou ter participado da audiência com o ministro dos Transportes, Renan Filho, na Comissão de Infraestrutura (CI), e ter ouvido do próprio ministro o reconhecimento da gravidade da situação. Segundo o senador, além de entraves técnicos, existem pressões de ONGs e barreiras jurídicas que impedem o avanço da obra. Ele lembrou ainda o impacto da ausência da rodovia durante a pandemia, quando caminhões com oxigênio ficaram atolados na estrada enquanto pacientes morriam por falta do insumo.
O senador também criticou a atuação de órgãos ambientais, como o Ibama e a Funai, e mencionou o Fundo Amazônia como instrumento que beneficia entidades estrangeiras em detrimento da população local. Para ele, a Constituição está sendo descumprida ao não assegurar igualdade de condições ao povo do Amazonas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Girão critica uso do termo ‘pauta-bomba’ pelo governo
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (16), questionou as críticas do governo federal a propostas em análise no Congresso, classificadas pelo Executivo como “pautas-bomba” por aumentarem despesas.
Na avaliação do parlamentar, o governo não tem legitimidade para criticar o Congresso em relação à responsabilidade fiscal.
— Pauta-bomba, Lula? O senhor tem moral para falar de pauta-bomba? Por favor, ninguém é trouxa aqui. Primeiramente, é bom que saibamos o teor dessas matérias. A primeira delas é o PLP 108/2021, que eleva de R$ 81 mil para R$ 130 mil o teto da receita bruta anual para microempreendedores individuais [MEI], matéria já aprovada pelo Senado que se encontra em análise na comissão especial da Câmara — afirmou.
Girão apresentou uma lista de propostas em tramitação na Câmara e no Senado que seriam consideradas — sem razão, segundo o senador — como pautas-bomba pelo governo. Entre elas, o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para renegociação de dívidas de produtores rurais (PL 5.122/2023); mudanças em programas de regularização tributária (PL 4.728/2020); reajuste de piso salarial de médicos e dentistas (PL 1.365/2022); e alterações no Fundo de Participação dos Municípios (PEC 231/2019) e na imunidade tributária de templos e organizações religiosas (PEC 5/2023).
Ele citou ainda a PEC 383/2017, que destina 1% da receita líquida da União ao Sistema Único de Assistência Social; a PEC 14/2021, que trata de aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde; e o PLP 11/2026, que cria benefícios para entidades sem fins lucrativos.
O senador fez críticas à política fiscal do governo federal, ao aumento de ministérios e a gastos públicos. Ele condenou juros da dívida pública, a atuação do Banco Central e gastos com viagens oficiais. Também criticou a regulamentação de apostas esportivas. Para Girão, o governo deveria enviar proposta ao Congresso sobre a proibição de apostas.
— Os gastos excessivos de um governo perdulário levaram o país a pagar R$ 1 trilhão só de juros da dívida. Quem ganha com esse governo, sabe quem é? É banco. Eu achava que nunca ia ver isso, o PT defendendo banqueiro, protegendo. Foi o que o PT fez, a tropa de choque do PT lá na CPMI do INSS que investigou, apurou sobre ladrões do dinheiro de aposentados. O governo Lula blindou que a gente investigasse os [empréstimos] consignados dos banqueiros.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado

