POLITÍCA NACIONAL
Senado lança Programa Conexão Lilás, que usa a tecnologia em defesa da mulher
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lançou em um evento no Salão Nobre nesta quarta-feira (8) o programa Conexão Lilás – Tecnologia Pela Vida da Mulher. A iniciativa capacitará jovens entre 14 e 18 anos, estudantes de escolas públicas, para desenvolver um aplicativo voltado ao combate à violência contra a mulher.
— O que estamos fazendo aqui é abrir o Senado Federal para que vocês possam se dedicar a uma agenda de tecnologia, de conhecimento, de capacitação e de defesa de todas as mulheres brasileiras. Vocês vão estar mais preparadas para enfrentar os próximos passos do que a vida guarda para vocês — disse Davi Alcolumbre ao desejar sucesso às participantes do curso.
O Conexão Lilás é um programa de ensino com duração de quatro meses, entre agosto e novembro. A iniciativa segue o modelo chamado “inovação social cooperativa”, em que as participantes não competem entre si, mas formam uma equipe de desenvolvimento de um software voltado ao combate à violência contra a mulher.
Para a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, a Casa já faz um importante trabalho no âmbito das leis que protegem a vida das mulheres. O programa, diz a diretora, permitirá à Casa contribuir para formar uma nova geração de luta contra a violência contra a mulher.
— Se nós pudermos mudar o mundo por meio da legislação, por meio das normas, nós já fizemos bastante. Mas se pudermos introjetar isso dentro da vida de cada uma das meninas e dos meninos brasileiros por meio de um app que esse grupo de meninas vai nos entregar em novembro, nós podemos muito mais — disse a diretora.
Educação contra a violência
Falando às participantes, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) lembrou ser fruto do ensino público no Brasil. Para ela, o caminho para mudar o cenário de violência contra as mulheres está na educação, e a capacitação das jovens em tecnologia faz parte desse processo.
— É a única maneira de diminuir a violência contra mulheres. A gente sabe que existe um machismo arraigado e que a gente só muda através da educação. Só aplausos para o Senado por essa aproximação com a população — comemorou a senadora.
Nesta primeira edição, as participantes são as filhas e netas de trabalhadoras terceirizadas do Senado. A intenção é formar uma geração de jovens que multiplique os conhecimentos nas escolas, por exemplo. No total, serão 40 adolescentes contempladas.
Entre elas está Maria Sophia, de 15 anos, estudante do 9º ano do ensino fundamental. Filha de uma colaboradora do Senado, ela sonha em estudar direito e medicina e se inscreveu assim que ficou sabendo da oportunidade.
— Para estágio eles pedem pelo menos o nível básico de informática, então eu já ter um curso no meu currículo é interessante não só para estagiar, mas para a minha vida. Eu vou conseguir, vai valer a pena — disse a estudante.
Plataforma
Organizado pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), o programa terá a maior parte das aulas a distância, com conteúdo na Plataforma Saberes, além de algumas aulas presenciais no laboratório de informática do ILB, como explicou o diretor executivo do ILB, Nilo Bairros.
As alunas receberão material didático e chip de dados para garantir o acesso às aulas. O conteúdo é dividido nos seguintes módulos:
- gênero e sociedade;
- cidadania e direitos;
- tecnologia e inovação;
- e desenvolvimento de aplicativos.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a chefe de gabinete da Presidência do Senado, Ana Paula de Magalhães Lima, e a diretora interina da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição
Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.
O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.
— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.
Entidades maçônicas
Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.
— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.
Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.
O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



