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Senado vai homenagear os 160 anos de nascimento de Epitácio Pessoa

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O Senado vai realizar uma sessão especial na quinta-feira (22), às 10h, para celebrar os 160 anos de nascimento do ex-senador paraibano e ex-presidente do Brasil, Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa. O requerimento (RQS 23/2025) foi apresentado por Efraim Filho (União-PB) e outros senadores. 

Efraim mencionou no documento que Epitácio Pessoa, como é mais conhecido, marcou a história brasileira por suas contribuições em diferentes áreas do conhecimento. Natural de uma modesta localidade na Paraíba, que mais tarde virou o município de Umbuzeiro, ele foi o único paraibano até hoje a ocupar a Presidência do Brasil.

 “Sua vida e obra refletem uma dedicação notável ao direito, à política e ao fortalecimento da posição do Brasil no cenário internacional”, justificou o parlamentar. 

Carreira

Formado em direito pela Faculdade de Recife em 1886, iniciou sua trajetória como promotor de Justiça, advogado e professor. Foi deputado constituinte e ministro da Justiça. Em 1902, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal e chefiou a delegação brasileira na Conferência da Paz de Versalhes, em 1919.

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No Senado, Epitácio foi relator-geral do projeto do Código Civil Brasileiro de 1916. A participação na Conferência da Paz consolidou a posição brasileira ao lado dos vencedores da Primeira Guerra Mundial.

Eleito presidente do Brasil em 1919, enfrentou crises econômicas, sociais e militares. Tiveram destaque no governo dele as obras de combate à seca no Nordeste e as comemorações do centenário da Independência. 

Epitácio publicou suas obras completas, reunidas em 25 volumes de discursos parlamentares, pareceres jurídicos, decisões no STF e documentos de sua atuação diplomática.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU deverá decidir até 21 de maio sobre leilão para reserva de capacidade no setor elétrico

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O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá julgar o mérito do leilão de reserva de capacidade do setor elétrico antes do dia 21 de maio, data prevista para a homologação dos primeiros contratos. O certame foi questionado pelo Ministério Público junto ao TCU após a mudança dos preços-teto que haviam sido definidos.

Os impactos desse leilão foram analisados nesta terça-feira (28) na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. “O leilão gera preocupações quanto à eficiência econômica, à transparência dos critérios adotados e aos impactos tarifários”, escreveu o deputado Danilo Forte (PP-CE) ao propor o debate.

Realizado em março, o leilão envolveu a contratação de 19,5 gigawatts (GW) em todo o país, no período de 2026 a 2031. Como se trata de reserva, a ideia é que cada usina fique de prontidão – só gerará energia de fato quando for necessário.

Críticas
Durante o debate, Danilo Forte e outros especialistas criticaram o Ministério de Minas e Energia por ter dobrado o preço-teto da disputa apenas 72 horas antes do leilão. Estima-se que os contratos, com duração de 15 anos, possam ainda gerar um passivo superior a R$ 500 bilhões nas contas de luz dos consumidores.

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“A sociedade precisa saber quem autorizou esse aumento de preço em 72 horas, e quem impediu o acesso à implantação de um sistema moderno de baterias para colocar de novo o Brasil na sua vocação natural da transição energética”, afirmou Danilo Forte. Ele criticou a exclusão de algumas fontes renováveis no leilão.

Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, alertou para os prejuízos ao setor produtivo. “O entendimento é que, de fato, [esse leilão] tira a competitividade da indústria nacional”, disse ele durante o debate.

Explicações
Representantes do governo federal defenderam o leilão pela necessidade de evitar apagões. Na audiência pública, o superintendente-adjunto da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Caio Leocárdio, ressaltou que a medida seguiu critérios para conferir flexibilidade e segurança operacional à rede nacional.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Brasil registra déficits crescentes de potência no horário de pico (início da noite), quando as usinas solares reduzem a geração de energia. Por isso, continuou o ONS, o País necessita de unidades movidas por fontes para suprir a demanda em períodos críticos.

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Reportagem – Ralph Machado
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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