POLITÍCA NACIONAL
Vice-líder do governo afirma que a prioridade neste semestre é defender a soberania nacional
POLITÍCA NACIONAL
Vice-líder do governo no Congresso, o deputado Bohn Gass (PT-RS) afirmou que a prioridade do Legislativo, neste segundo semestre, deve ser a defesa da soberania nacional.
Ele criticou o uso da elevação das tarifas de importação imposta pelos Estados Unidos — o chamado tarifaço do governo Donald Trump — como forma de pressionar a votação do Projeto de Lei 2858/22, que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Quem pede anistia hoje é contra o povo”, disse o parlamentar ao se posicionar contra a votação do projeto.
Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, nesta segunda-feira (4), o parlamentar afirmou que a defesa do país exige enfrentar pressões externas e internas. Isso porque, segundo Bohn Gass, é preciso defender o Brasil até mesmo de brasileiros que apoiam o tarifaço, que pode prejudicar a economia nacional.
Por outro lado, Bohn Gass defendeu a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), do Orçamento de 2026 (LOA), da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25) e propostas voltadas à justiça tributária, como o Projeto de Lei 1087/25, que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil.
Da Rádio Câmara
Edição – ND
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Representantes de centrais sindicais pedem fim da escala 6×1 sem transição
Representantes de centrais sindicais que participaram de audiência pública sobre o fim da escala 6×1 pediram nesta terça-feira (19), na Câmara, que a adoção da nova jornada seja aprovada sem período de transição. Pelo menos nove deputados retiraram suas assinaturas de duas emendas que fixavam prazo de dez anos para que a redução de 44 para 40 horas entrasse em vigor.
Para que as emendas à proposta original (PEC 221/19) sejam analisadas, são necessárias 171 assinaturas, e as emendas apresentadas tinham 171 e 176 nomes inicialmente.
A audiência pública foi realizada pela comissão especial que analisa o assunto. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), tem falado em 40 horas com dois dias de descanso e sem perda salarial. O relatório final será apresentado nesta quarta-feira (20).
Os sindicalistas falaram que o tema não é ideológico e que o setor patronal sempre argumenta com dificuldades econômicas quando os trabalhadores buscam algum direito. O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto, disse que os trabalhadores têm enfrentado muitos desafios.
“A vida do trabalhador também se transformou. Exige mais qualificação, exige mais capacidade de adaptação. Os deslocamentos urbanos se tornaram mais longos, o ritmo social se acelerou, as exigências cognitivas aumentaram. Em outras palavras, a tecnologia reduziu o tempo das operações, mas a vida das pessoas não ficou mais leve.”
Em outra audiência da comissão pela manhã, a empresária Isabela Raposeiras disse que as empresas estão perdendo dinheiro com as ausências de trabalhadores por atestados médicos. Ela disse que a escala de trabalho de sua empresa é de 4×3 e a produtividade aumentou.

Negociação coletiva
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) defendeu que a jornada seja objeto de negociação entre patrões e empregados para evitar impactos para pequenas empresas. Ela disse que recebeu ameaças por suas posições.
“Porque quem sabe fazer matemática sabe que a conta não fecha. É justo e é lindo querer um dia a mais de folga. Mas quem vai pagar essa conta?”
Saúde dos trabalhadores
Pela manhã, a comissão também ouviu debatedores sobre os impactos da jornada de trabalho atual sobre a saúde dos trabalhadores. De acordo com Vitor Filgueiras, da Fundacentro, estudo da Organização Mundial de Saúde mostra que um terço das doenças do trabalho tem relação com jornadas elevadas.
A vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Thessa Guimarães, disse que os problemas mais comuns são depressão, ansiedade e aumento de riscos cardiovasculares. Segundo ela, é preciso considerar que a reforma da Previdência alongou o tempo de trabalho para que a pessoa consiga um valor mais próximo da média das suas contribuições.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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