POLITÍCA NACIONAL
Wellington Fagundes critica julgamento de Bolsonaro no STF
POLITÍCA NACIONAL
Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (3), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) manifestou contrariedade com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele definiu Bolsonaro como “a maior liderança política do Brasil” e criticou o fato de ele estar sendo julgado por uma das turmas do STF.
— Estamos assistindo a esse julgamento de mãos atadas. Repudiamos essa posição parcial e política de quem quer decidir o destino do país sem um único voto — afirmou o senador, referindo-se ao relator dos processos contra o ex-presidente, ministro Alexandre de Moraes.
Wellington anunciou que haverá, neste domingo (7), uma série de manifestações pelo país “defendendo de forma pacífica” a democracia e a liberdade. Ele ainda chamou Moraes de “grande xerife” e defendeu que o Congresso vote uma anistia ampla e irrestrita que “corajosamente pacifica o país”.
— Está faltando Deus no coração de muitos julgadores no país. Peço a Deus que ilumine os julgadores do presidente Bolsonaro — declarou.
Estatuto do Pantanal
O senador ainda celebrou o fato de o projeto do Estatuto do Pantanal (PL 5.482/2020) ter sido aprovado nessa terça-feira (2) na Câmara dos Deputados. Wellington é autor do texto, que foi aprovado no Senado em julho de 2024 e agora segue para a sanção da Presidência da República.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).
No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.
Fim da 6×1
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.
A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.
Prazos
A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.
O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.
Segurança
A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.
A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.
Quórum
Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



