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Wellington Fagundes critica moratória da soja e defende ferrovias

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Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (27), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou a moratória da soja, acordo privado firmado por grandes exportadoras que proíbe a compra do grão produzido em áreas desmatadas da Amazônia Legal após 2008. Segundo ele, a medida impõe condições abusivas a pequenos e médios produtores da região.

Ele lembrou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) chegou a conceder uma liminar contra a moratória, mas a decisão foi suspensa após recurso da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

— Essas [empresas] vão lá, pressionam, trazem o financiamento com juros praticamente negativos da Europa e ainda vêm aqui emprestar com juros altíssimos. Esse acordo da moratória da soja não pode perdurar. Infelizmente, a Abiove conseguiu suspender a decisão do Cade, mas tenho certeza de que o órgão vai definir que a moratória é um cartel feito por essas grandes empresas nacionais e internacionais — declarou.

No mesmo discurso, o senador destacou a importância da retomada dos investimentos em ferrovias no país. Ele defendeu a consolidação de projetos como a Ferrogrão, que liga o Mato Grosso ao Pará. Segundo o parlamentar, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já se manifestaram favoravelmente à iniciativa.

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— Tudo o que nós estamos fazendo é pela infraestrutura brasileira. Não tem cor, não tem partido. Nós queremos criar mais oportunidades, gerar empregos neste país. Estamos lutando para a Ferrogrão. É extremamente importante que essa ferrovia se consolide — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Governo retira pedido de urgência para projeto sobre redução da escala de trabalho

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O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), informou que o requerimento que pede a retirada da urgência constitucional do Projeto de Lei do Executivo que trata da escala e da jornada de trabalho (PL 1838/26) foi apresentado ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Com isso, a pauta da Casa fica destravada. Pimenta afirmou que, a partir de agora, o governo vai trabalhar para regulamentar a proposta.

“O pedido de urgência foi retirado, e a pauta não está mais trancada. Já houve um diálogo e foi formalizado o requerimento, e já o encaminhei ao presidente Motta. Portanto, esse tema não entrará na reunião de hoje do Plenário”, disse o líder.

Frete rodoviário
Em relação à Medida Provisória 1343/26, que assegura o cumprimento do valor mínimo para frete rodoviário, Paulo Pimenta afirmou que cancelou a reunião na qual seria apresentado o relatório. Ele é vice-presidente do colegiado (que ainda não tem presidente).

Segundo Pimenta, o relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), incluiu no parecer diversos temas que não estão ligados ao tema, como anistia a presos do 8 de janeiro e o cancelamento de multas de caminhoneiros por cargas em excesso. “É uma árvore de jabutis. O prazo é 16 de julho, e até lá tem tempo suficiente para votar a matéria”, disse.

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Ele afirmou que analisa ainda a possibilidade de retirar a tramitação do projeto de lei complementar que autoriza o governo a usar receitas extraordinárias do setor de petróleo para compensar a redução de impostos federais (como PIS/Cofins) sobre a gasolina e o etanol (PLP 114/26). A medida busca atenuar os efeitos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, mas, diante da possibilidade de acordo entre os dois países, o governo pode não dar prosseguimento à tramitação.

Paulo Pimenta, que é autor do PLP, disse que vai aguardar a assinatura do acordo antes de decidir sobre a retirada ou não do texto.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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