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Agora Tem Especialistas vai atender mais de 1200 indígenas do território Xavante

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Depois de atender a população indígena dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes e Vale do Javari, o mutirão de atendimento do Programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde chega ao DSEI Xavante neste sábado (15). A iniciativa tem por objetivo ampliar o acesso à atenção especializada dos pacientes indígenas, reduzir a morbidade por agravos prioritários, como tuberculose, doenças crônicas não transmissíveis, enfermidades oftalmológicas e fortalecer a integração entre atenção primária e especializada, com fluxos de referência que incluem a rede de saúde pública local.

Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Associação Expedicionários da Saúde (EDS), a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e o Ministério da Saúde, a ação também busca promover o atendimento integral às mulheres e crianças indígenas, com enfoque na atenção especializada, respeitando os aspectos locais e culturais do povo Xavante.

A expectativa é que sejam realizados pelo menos 1.230 atendimentos considerando atividades clínicas nas áreas de oftalmologia, pediatria, ginecologia e ultrassonografia. A ação ocorre até o dia 23 de novembro prioritariamente nos Polos Base de Sangradouro e Marãiwatsédé. O investimento é de R$ 759.805,00.

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Expedicionários da saúde

A Associação Expedicionários da Saúde (EDS) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como OSCIP, com atuação iniciada em 2003 e consolidada ao longo de mais de duas décadas de serviços prestados de forma gratuita e complementar ao SUS, em articulação direta com o Ministério da Saúde, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e organizações indígenas. A expedição Xavante é a 57ª da EDS.

As missões se destacam pela criação e operacionalização do Centro Cirúrgico Móvel, uma tecnologia social pioneira que consiste em uma estrutura equipada com até cinco salas cirúrgicas e clínicas de especialidades (ginecologia, pediatria, oftalmologia, ortopedia, odontologia e clínica médica), viabilizando procedimentos com segurança e resolutividade em regiões de acesso extremamente restrito.

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde autoriza início das obras de ampliação do Hospital Universitário de Roraima

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena da pasta, Lucinha Tremembé, assinaram nesta segunda-feira (28) a ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). A obra conta com investimento federal de R$ 70 milhões, com execução pela HU Brasil (Hospitais Universitários Federais).

Primeiro hospital universitário de Roraima, o HU-UFRR terá sua capacidade de atendimento ampliada com a construção do novo bloco, fortalecendo a oferta de atenção especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Atualmente, a unidade conta com 128 leitos, sendo 36 destinados à população indígena.

 “Essa ampliação vai ter mais leitos, mas também vai ter mais capacidade resolutiva. São seis salas cirúrgicas, com capacidade de realizar procedimentos de alta complexidade e leitos de unidade de terapia intensiva para atender casos de maior complexidade, beneficiando a população de Roraima, especialmente os povos indígenas”, destacou Massuda.

Referência no atendimento aos povos indígenas

O HU-UFRR desempenha um papel estratégico no atendimento à população indígena. Entre abril de 2025 e julho de 2026, o hospital registrou 2.056 internações, das quais 572 foram de pacientes indígenas. No atendimento ambulatorial, entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram atendidos 2.846 pacientes, sendo 355 indígenas. A unidade recebe pessoas de cerca de 13 etnias, incluindo pacientes provenientes da Guiana e da Venezuela.

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O hospital conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, que oferece acolhimento e assistência diferenciados, respeitando as especificidades culturais dessa população. A estrutura inclui leitos redários e espaços destinados às práticas culturais indígenas.

O HU-UFRR também participa de mutirões articulados pela HU Brasil e pelo Ministério da Saúde para atender pacientes encaminhados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e pelas Casas de Saúde Indígena (CASAIs).

 “O cuidado em saúde indígena precisa considerar as especificidades socioculturais dos povos indígenas. A ampliação do hospital fortalece o acesso à atenção especializada e a possibilidade de oferecer uma assistência equânime, garantindo a qualidade do cuidado, o respeito às necessidades dos povos indígenas e acolhimento culturalmente adequado”, destacou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Novo tomógrafo

Além da ampliação da estrutura hospitalar, o Ministério da Saúde está adquirindo um novo tomógrafo para o HU-UFRR, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027. O equipamento substituirá o aparelho atual, pertencente ao governo estadual, e reforçará a capacidade de realização de exames de imagem na própria unidade.

CAPS de Pacaraima

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, o secretário-executivo visitou as obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. A construção conta com investimento de R$ 2,145 milhões e está com 92% de execução física. A conclusão está prevista para 1º de outubro de 2026.

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Habilitado pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 4.089, de 28 de maio de 2024, o serviço vai fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.

Operação Acolhida

A agenda também incluiu o acompanhamento das ações de saúde da Operação Acolhida, que garantem vacinação e atenção primária à população migrante desde sua chegada ao Brasil.

Por meio do Projeto Saúde nas Fronteiras, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), 38 profissionais atuam em Boa Vista e Pacaraima. Desde agosto de 2025, as equipes realizaram 41.925 atendimentos individuais de atenção primária. Também foram registrados 861 teleatendimentos desde outubro de 2025. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,66 milhões.

Entre 2023 e agosto de 2026, foram aplicadas mais de 677 mil doses de vacinas em Pacaraima e mais de 54 mil em Boa Vista. O abastecimento das salas de vacinação está regular.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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